Foto de Glaucio Henrique

Xiii… é que me escapuliu…

Publicado por Glaucio Henrique em 3 julho, 2009 às 9:24 | 26 comentários
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Primeiramente quero esclarecer essa história de “duas filhas”… hehehehe.. Eu estava me referindo às minhas labradoras que cuido com todo amor e carinho. Filhos agora? #noway

Bom, como é sabido por todos, grande parte dos leitores deste pequeno e jeitoso blog são pessoas que namoram ou que acabaram de sair de um relacionamento longo. Dentro destes dois grupos, tenho certeza que cada um pode contar N histórias sobre micos e gafes que já ocorreram durante o período passado ao lado da(o) companheira(o).

Quando me refiro a gafes, não estou falando de coisas pequenas ou quase imperceptíveis. Me refiro a gafes gigantes, do tipo:

· Dar os parabéns pelo aniversário um dia antes da data;

· Falar que está morrendo de tesão por ela, mesmo estando no velório do avô da coitada;

· Soltar comentários do tipo: “nossa, sai de cima um pouquinho, você tá pesada” (hauhauaha – sensacional esse );

· Comprar uma calça beeeem maior que o tamanho que ela usa (essa rendeu lágrimas);

· Ganhar um presente super estiloso e perguntar : “_O que é isso?”;

· Perguntar se a mãe dela é a avó (nussa… apanhei nesse dia);

· Comprar uma caixa de bombons convencionais para uma diabética; #nosense

· Chegar correndo do futebol, abrir a geladeira da casa dela morrendo de sede e beber o primeiro líquido que encontrar para horas depois perceber que se tratava de chá de SENE e passar dias horas sem sair do banheiro(quero esquecer aquela semana);

· Etc, etc, etc…

Essas foram algumas gafes que a ameba aqui que vos fala já cometeu durante essa vidinha mais ou menos, but… vivendo e aprendendo, né?

De todas essas bizarrices listadas, nenhuma – eu disse NENHUMA – se compara à maior de todas as gafes que um ser humano pode cometer. A maior presepada que pode sair da boca de um parceiro(a), capaz de gerar uma briga gigantesca (quando não num término de namoro). Estou falando da maldita e inesperada: Troca de nomes de namoradas(os)!!

Todo mundo tem um passado, já se envolveu com alguém que marcou muito na vida, saiu de um relacionamento longo ou ainda gosta da(o) ex. Esses são ingredientes perfeitos para você chamar de Milena a pessoa que se chama Rachelli ou, como diriam os queridos Mamonas: “…o meu nome é Djair, facinho de confundir com João do Caminhão…”.

Pronto! Uma vez que você errou e a palavra saiu da boca, já era, meu brother… a garganta seca, a bunda trava, a comida volta, e aí você se prepara para presenciar um ataque de gritos e um mini-piti da(o) outra(a).

Para a pessoa que cometeu a gafe, o ato tem uma grande justificativa: “Meu, foi involuntário!! Foi sem querer !! Ela(e) não representa nada mais pra mim!!” Mas meu querido leitor, se a ex em questão de alguma forma desperta raiva na atual, não vai ter sapato novo nem bolsa que resolva essa pendenga.

No meu caso, não precisa nem ser namorada pra que eu cometa esse tipo de presepada. Sou completamente atrapalhado com essas paradas de nomes. Basta ser um rolinho apenas que lá estou eu pra chamar a coitada pelo nome de alguma colega de trabalho. Mas até aí, foda-se. Explico rapidamente o porquê da troca e já era. Quer acreditar, beleza. Não quer, adeus. Mas quando rola um sentimento com a pessoa e essa gafe acontece, você se sentirá um LIXO!!

Namorei por 3 anos uma pessoa que vou chamar de Cintia nesse texto. Terminamos de forma conturbada e tal, mas logo em seguida engatei um namoro com uma menina por quem sempre tive um carinho especial. Tudo ia maravilhosamente bem entre nós, eu demonstrava superar o término quando, em uma pousada no litoral norte, após uma bela noite com a gata, estava eu em meu banho quando involuntariamente grito do box: “Cintia!!! Pega uma toalha ai na minha mala?” Detalhe importante: a pessoa que estava comigo se chamava Fernanda (completamente diferente do tal nome citado).

Tentei consertar de N formas a merda que fiz, mas já era, tava feito. Ela passou o resto da viagem dormindo de calça jeans e com uma cara de quem chupou limão. Somente semanas depois do ocorrido chegamos a um acordo e deixamos isso pra lá.

Mal sabia que essa mesma coitada ainda seria vítima da minha mãe, irmã e avó - #tadinha.

Depois de um certo tempo o erro passa a acontecer com menor frequência e a pessoa passa a reagir com maior naturalidade, mas que é uma situação desagradável, ah isso é! Na dúvida, meu amigo, chame de bebê, anjo, linda, gatinha, enfim, qualquer nome que faça ela atender sem que perceba que você confundiu o nome dela

E você caro leitor, já chamou de Perla sua namorada que na verdade se chama Tati Quebra Barraco?

Conta aí pra gente!

Beijos & abraços

Twitter/glauciomv

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Foto de Carolina Diniz

Os homens, as mulheres e o sexo

Publicado por Carolina Diniz em 2 julho, 2009 às 0:10 | 31 comentários

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Você já parou para pensar por que os homens se interessam mais por sexo do que as mulheres? Por que para os homens é tão difícil resistir às tentações? (Não, não sou a favor da poligamia, pelo menos não comigo.) Por que as mulheres acabam parecendo chatas quando querem discutir a relação?

Estejam solteiros ou não, os homens em sua maioria pensam mais em sexo do que as mulheres. Enquanto as mulheres geralmente precisam de carinho, romance, compromisso, intimidade e diálogo, os homens querem pornografia, mulheres nuas e uma enorme variedade sexual. Faz parte da nossa natureza, e gostem ou não disso, será sempre assim. Homens e mulheres, seres totalmente diferentes.

Isso tudo tem uma explicação. Na verdade, isso é coisa da sua cabeça! A  culpa é toda do seu cérebro.

O centro do sexo localiza-se em uma área do cérebro chamada HIPOTÁLAMO. E é lá no hipotálamo que são controladas as nossas emoções, os nossos batimentos cardíacos e a nossa pressão sanguínea. Nessa região é que os hormônios, principalmente a TESTOSTERONA, estimulam o desejo por sexo.

Levando em consideração que o homem tem de 10 a 20 vezes mais testosterona do que uma mulher e um hipotálamo maior, podemos entender por que ele é capaz de fazer sexo a qualquer hora e em qualquer lugar e ela não. Por isso o “efeito galo”. O galo é um animal que dá para ser invejado quando se trata do assunto sexo. Ele pode acasalar mais de 60 vezes em um só dia. (Noossa, né?! Imaginem que loucura seria se existisse o HOMEM GALO!!! ). Mas tem um detalhe nessa história que o faz se aproximar mais com o ser humano, o galo pode ter todas essas ‘relações’ em um dia contanto que não seja com a mesma galinha. Depois de ter acasalado 5 vezes com a mesma cocota, ele perde o interesse, então só recomeça se for trazida uma galinha diferente. Esperto, né? Pois é, isso acontece com o touro, o carneiro e também o HOMEM. Assim a natureza pôde assegurar que a espécie sempre perpetuará.

O papel do homem na humanidade, biologicamente falando, é garantir a continuidade da espécie humana, e por isso, ter um impulso sexual bem direcionado. Para fazer sexo, a mulher precisa de um motivo. O homem precisa de um lugar. Essas diferenças entre ambos causam brigas, discussões e discordâncias. Entretanto, uma vez que souberem um pouco mais a respeito do outro, os sexos opostos poderão viver e conviver de maneira mais harmoniosa. Tendo em mente que são diferentes e conhecendo as causas fisiológicas de serem assim, fica mais fácil.

Quando se deparar com uma situação em que o parceiro do sexo oposto fizer algo que não te agrade, conte até 5, respire fundo e releve. Mas fica o recado pra cuecada: nem pensem em usar isso em seu favor pra darem aquela pulada de cerca marota, porque mulheres são peritas em descobrir esses deslizes e se vingar com maestria! Claro que ninguém precisa ser passado para trás, ser feito de bobo, mas dá para garantir uma boa vida ao lado dele/a respeitando as diferenças naturais de cada sexo.

E você, tem alguma experiência que comprove as diferenças entre os sexos? Conte pra gente!

Abraços e até o próximo post!

No twitter: /carolinadiniz

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Foto de Felipe Gomes

A matemática do “Caia fora!”

Publicado por Felipe Gomes em 1 julho, 2009 às 2:52 | 33 comentários
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Todo mundo tem lá seus defeitos - inclusive eu e você -, não é mesmo?
E existem pessoas com os mais diferentes tipos deles: ansiosas, agressivas, ciumentas, porcas, relaxadas, frescas e até as perfeitas demais.

Alguns desses defeitos aparecem logo de cara, já outros necessitam de uma certa convivência para darem as caras. Mesmo assim nós - cuecas - não precisamos esperar muito tempo pra ver se a garota vale o investimento.

Conforme o tempo foi passando e eu quebrando a cara, fui desenvolvendo uma espécie de matemática para saber se vale a pena ficar com determinada mulher ou é melhor seguir na putaria vida de solteiro.

Essa “matemática” consiste em dar valor de 1 a 3 em alguns defeitos. Se no final da soma a pessoa atingir mais de 5 pontos, é bom ficar esperto porque é encrenca na certa.

Vamos a alguns deles, primeiro os mais leves:

Defeitos de pontuação 1:

  • Logo nas primeiras ficadas ela fala como bebê? Pode marcar um pontinho aí.
    Se a mulher te chama de “bebezinho”, “cuti cuti” e todas aquelas coisas engraçadinhas, mas broxantes, é um mau sinal! Claro que isso é passível de correção com umas indiretas, mas tem mulher que não se toca.
  • Nostalgia excessiva: mulher que lembra do passado toda hora é mau sinal. Ou ela ainda não esqueceu o ex-namorado ou não esqueceu todos os outros. Ninguém merece.

Defeitos de pontuação 2:

  • Mulher pegajosa: se vocês mal começaram a ficar e ela já pega no seu pé, te cobra como se fossem casados e ainda dá “piti” por qualquer motivo ou desmarcada de compromisso, imagina quando o namoro engatar de vez? Deus me livre.
  • Ela é indecisa e pede muita opinião antes de tomar atitudes. Marque dois pontos aí.
    Mulher indecisa é perigo na certa. No mínimo ela pedirá opinião para outras pessoas sobre o relacionamento de vocês.

Defeitos pontuação 3:

  • Mulher ciumenta logo de cara também é um péssimo sinal. É um defeito auto-explicativo, mas é bom dar exemplos: imagine você encontrar sem querer uma ex no restaurante e isso fazer que ela fique com cara de bunda a noite toda? Ou então encanar com você por causa de scraps no orkut de pessoas que você nem lembra mais que existem e tampouco tem culpa de recebê-los? Garota ciumenta demais costuma estragar qualquer programa ou intenção que tenhamos com ela. Mais três pontos.

  • Falta de personalidade pra mim é um dos defeitos que mais pesam em uma mulher. Por motivos óbvios, acho que não preciso falar muito desse. Imagina se ela decide beijar mulheres na balada ou pagar peitinho só pra se sentir mais “aceita”? É só somar mais três pontos.

Existem muitos mais defeitos que esses, é claro. Mas os mais comuns e conhecidos são esses.
Quando uma mulher ultrapassa os cinco pontos, geralmente são as que menos dão certo. Comigo isso funciona. Se quiser testar, fique à vontade.

Essa é a minha matemática do “Caia fora”. Agora fica a sugestão pra alguma mulher da nossa equipe escrever sobre os homens. É justo!

Um abraço e até a próxima,
Felipe Gomes.

twitter.com/felipegomes
felipegomes[arroba]diariodesolteiro.com.br

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Foto de Gilson Pessoa

Perdendo o timing

Publicado por Gilson Pessoa em 30 junho, 2009 às 8:40 | 38 comentários
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Outro dia recebi um convite pra sair de uma menina que há muito tempo eu tinha um affair. Detalhes: o convite foi feito numa sexta à noite, o lugar sugerido por ela era uma balada bastante sugestiva para fins pegacionais, e a justificativa pro convite era que ela tava precisando sair e se divertir pra não ficar em casa pensando no ex. Tudo indicava que desta vez iria rolar.

Até então nós éramos apenas bons amigos. Durante o tempo que ela tava namorando fui um cara respeitador e não fiz nenhuma investida. De fato, ficamos amigos. Mas quando ela me falou que tinha terminado a história mudou, e numa sexta à noite lá estávamos nós dois dançando frente a frente com apenas um entrave. Na verdade dois. Dois amigos que ela encontrou na fila e resolveram fazer companhia pra gente. Na hora que os caras deram uma saída para ir ao banheiro juntos (ui!), ficamos a sós. Risos rolaram, puxei ela pra mais perto e… não beijei… apenas uma provocação pra começar a esquentar o clima. Os caras voltaram mas perceberam a situação e, pra nossa sorte, nos deixaram mais à vontade e se afastaram um pouco.

As provocações começaram também da parte dela. Vez ou outra chegava mais perto, encostava o rosto no meu e nada de beijar. E assim foi por um bom tempo, cheguei a pensar que não passaríamos daquilo, que sairíamos da balada do mesmo jeito que chegamos: como bons amigos. Só que numa das aproximações ela me beijou no pescoço daquele jeito que só se beija quem tem segundas e terceiras intenções. Puxei ela pelo cabelo e forcei o beijo. Ela cedeu, e com isso muitos outros beijos aconteceram seguidos de alguns amassos.

Até então, tudo foi acontecendo no tempo certo. E a cada minuto que passava o clima esquentava ainda mais. Pouco depois estávamos rodando a casa procurando um ‘cantinho’ mais discreto para ficarmos mais à vontade. Nós dois já estávamos no ponto e eu resolvi sugerir que a gente saísse de lá. Sem pestanejar ela aceitou. Ao entrar no carro ela me perguntou aonde iríamos, eu falei que iria deixá-la em casa, mas antes iria “errar o caminho” de propósito. Ela riu e me soltou um “tá bom, então”. Mas o meu erro aconteceu na hora de escolher o lugar para onde iríamos.

Mais cedo quando fui buscá-la em casa percebi que ela morava perto de um motel bem legal daqui de Recife. Tipo, o lugar ideal para impressionar. Só que ficava longe da balada, muito longe mesmo… Demoramos quase 30 minutos pra chegar no lugar. Chegando na porta do referido local ela me soltou a frase: “acho melhor não”. Ainda tentei algumas artimanhas pra reverter a situação, mas não tive sucesso. A menina já não estava mais tão animada assim.

Esses 30 minutos foram o suficiente para esfriar o clima. Por mais que tenham rolado alguns contatos físicos do tipo “mão aqui e mão ali” possíveis enquanto uma das pessoas está dirigindo, nada era comparável com o contato mais intenso que havia acontecido durante a noite toda. Quando a deixei em casa tive a certeza de que esse intervalo de tempo foi o problema, ela falou: “no caminho lembrei que nós somos amigos e blá blá blá”. De fato somos, e continuamos a amizade depois desse dia. Mas naquele dia poderia ter rolado algo mais, só que eu perdi o timing. Agora resta esperar uma nova oportunidade.

Tudo por causa de 30 minutos. Mas um amigo outro dia contou que o mesmo aconteceu com ele por causa de 3 minutos, tempo de um miojo, e foi por causa do miojo mesmo. Vejam a história.

Ele saiu com o irmão para encontrar duas irmãs que eles eram doidos pra pegar. O contato por telefone denunciava que tudo ia acontecer como eles desejavam, inclusive uma das meninas fez questão de dizer que as duas estariam sozinhas em casa durante todo o final de semana. Após a ansiedade dos dias que antecederam o encontro e uma noite mal dormida para meu amigo, os 4 se encontraram numa balada, beberam, dançaram e começaram a se pegar por lá mesmo. E como esperado, foram para a casa das meninas. Chegando lá, o irmão dele partiu direto pra um dos quartos com uma das meninas, enquanto a outra menina, sendo gentil, ofereceu algo pro meu amigo comer ou beber. Ele disse que tava com fome, para não perder muito tempo, ela sugeriu um miojo, e foi pra cozinha com a promessa de voltar em 3 minutos. Bom, o cara já tava esparramado no sofá, e instantaneamente dormiu. Como o sono foi pesado, ele só acordou depois de muita porrada que o irmão deu na hora de ir embora.

Pois bem, ficou o aprendizado para o resto da vida. É bem verdade que não é bom ir com muita sede ao pote e partir logo pro abraço. Mas quando o microondas apita, é porque já tá na hora de comer, se deixar esfriar não fica legal (ok, péssima analogia). Mas foi assim que aconteceu comigo.

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Foto de Bruno Buccalon

A Paraibana

Publicado por Bruno Buccalon em 29 junho, 2009 às 0:42 | 55 comentários
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É um prazer começar a escrever junto aos meus amigos do Diário de Solteiro. Há tempos que ando com essa turminha do barulho, e não faltam histórias para contar. Era questão de iniciativa escrever todos esses absurdos. A única garantia que ofereço é a de não citar nomes.

Era o sábado véspera de parada gay e eu, como morador da Av. Paulista, tomei por melhor opção ficar longe de casa no domingo. Fiz meu apelo a um amigo da equipe DdS que, gentilmente, ofereceu abrigo. Fomos então azarar cocotas na madrugada paulistana. (Esse amigo será identificado como “Mano”).

Primeiro fomos a um pub agradabilíssimo - cujo todas as garçonetes são bonitas - colocar a conversa em dia. Mano me contava suas ultimas experiências com moças virgens. Por uma questão de alta experiência, Mano agora consegue identificar virgens apenas pelo olhar. E não deu outra: três jovens, obviamente carregando seus hímens, chegaram ao local. Virgins Detected. Não, não pegamos as virgens. Elas foram embora em seguida. “Então por que falar das virgens?” Simplesmente para que nas próximas histórias vocês já tenham o carimbo “Virgin Detected” na memória.

Mano então sugeriu uma baladinha de freak people. Anote aí: O Mano sugeriu. Pegamos a caranga e fomos. O lugar é legal, mas conta com várias pessoas estranhas que, às vezes, parecem ser parte da decoração, sem contar que algumas mulheres eram mais homens do que nós. Mas como nem tudo é sofrimento, havia moças muito bonitas na casa.

Uma dessas moças chamou a atenção de Mano. Uma mulher com feições de tia safada, acompanhada por um sujeito sósia do Xororó. Tanto eu quanto Mano curtimos tias. E não deu outra: a senhorita foi ao banheiro e lá foi o Mano. Fiquei aguardando no sofá da baladinha. Derepente Mano volta contando: “O nome é Xxxxxx (pausa para risos, confirmando a teoria de tratar-se de uma tia), e não quis me dar o telefone”. Paciência, não é mesmo?

Apesar do toco no Mano, a digníssima sentou-se ao meu lado. Troquei algumas palavras, assistindo a cara inconformada de Mano, e fui para pista de dança com a moça (deixando Xororó com cara de bunda). Conversando mais próximo ao ouvido, descubro que a moça é uma jovem da Paraíba e (em teoria) Xororó era seu tio. Levei a moça para o canto da festa.

Enquanto eu conhecia melhor a cultura nordestina, Xororó surgiu with lasers. Mano me descreveu a cena como a mais hilária da noite: o ícone da cultura sertaneja se enfurecia diante da sobrinha sendo atacada por um abutre paulistano.

Mas o que valeu a noite mesmo foram as reclamações e tentativas de me desmoralizar vindos do Mano. Fui embora escutando “Eu nunca mais volto nesse lugar!” ,”Pegou a paraibana! Haha…”.

Não há preço para o ódio de um grande amigo.

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Foto de Participante Avulso

Mulher da minha vida

Publicado por Participante Avulso em 27 junho, 2009 às 0:10 | 27 comentários
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A vida é a consequência das nossas cagadas. Estava no bar com colegas de algumas das maiores empresas do Brasil, bebendo e rindo da vida. Parei de beber. Fomos a uma balada. Comi um cachorro quente que me fez mal. Entramos na balada. Dancei.

Beijei uma moça desonesta que não demandou nenhuma prospecção. Ela foi embora. Dancei. Não sou do tipo fica com várias na mesma noite. Gosto de curtir a pegada, não de colecionar saliva. Avistei outra moça. Sou alto e gosto de mulheres altas. Ela era alta. Era morena. Era magra. Era linda, e tinha uma trança tipo Rapunzel. Me apaixonei.

Ela dançava até o chão com uma amiga que devia ter 1,50m de altura. Não resisti e soltei um “Dúvido que você faz isso com alguém do seu tamanho”. Ela fez. E como fez. Dancei. Beijei. Curti. Ela me ofereceu a bebida de seu copo. Tomei um gole mínimo, que me fez lembrar do cachorro quente. Fui ao banheiro. Tentei exteriorizar o dog. Nada. Voltei e pedi uma água no bar. Ela chegou perto de mim e me beijou. Eu disse que não estava bem. Me virei e pronto, o cachorro quente pra fora.

Não tenho problemas em falar que estava mais bêbado que o Jeremias. Mas, infelizmente, eu não estava. “Infelizmente” porque pelo menos ficaria com a consciência tranquila (de alguma forma estranha, ok) pois não respondia por meus atos.

No fim da noite fui embora dando risada com meus colegas, esses sim mais bêbados que o Jeremias, e pensando nela. Eu conheci a mulher da minha vida (pelo menos naquele momento) e a deixei escapar por um cachorro quente que não caiu bem.

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Foto de Viviane Mclean

Mentiras, omissões e contradições

Publicado por Viviane Mclean em 26 junho, 2009 às 9:26 | 29 comentários
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Depois que eu não quis ficar com um cara, logo em seguida ele começou a ficar com uma outra pessoa. Eu já sabia disso, mas achei que não teria nada demais em chamá-lo pra bater um papo, tomar alguma coisa, afinal, antes de qualquer coisa éramos amigos. Ele tinha entendido que eu não tava a fim de ficar com ele, tinha entendido os meus motivos, estava tudo acertado depois de conversarmos e botarmos os pingos nos is. Além disso, a fila já tinha andado pra ele. Imaginei que não precisávamos ser inimigos nem deixar de nos ver, exatamente porque tudo terminou bem. Talvez eu tenha imaginado errado.

Como eu disse no Segunda chance para o ser humano, “…pode ser que eu seja daquele tipo de mulher besta romântica/mocinha da novela que por mais que as pessoas façam, ela sempre vai querer ver o lado bom das coisas pra não foder estragar tudo 100%…”

Num dos nossos encontros por acaso:

- O que vamos fazer hoje à noite? – eu disse.
- Acho que nada, trabalho até mais tarde hoje.
- Você nunca trabalha até mais tarde, o que é que houve?
- Nada. Trabalharei hoje, está cheio por aqui é só isso e, além disso, infelizmente não posso, pois minha “ela” vem me buscar quando eu for sair.
(como ela vai buscar ele se ele tem carro e o carro estava com ele no trabalho? – pensei) _ Ahã, claro. Podemos marcar outro dia então quando você tiver mais tranquilo?
- Claro! Só marcar.
- Me dá seu telefone de novo então, troquei de celular - pego o celular e já começo a prepará-lo pra gravar o número.
- Eu não tenho telefone.
- COMO você não tem telefone? Século XXI, baby, além disso, de onde você me ligava? - cara, ELE me ligava TODO DIA.
(ele desconversa)
- Ok, já entendi.

Tem gente que não tem coragem de dizer a real, principalmente quando está cara-a-cara com o outro, omite os fatos e em seguida busca saída tentando mentir. O problema é que muita gente não sabe mentir, só tenta. Quando não dá SUPER na cara que é mentira pela falta de olho-no-olho e outros detalhes, você tem CERTEZA que é mentira pelas contradições que chegam a ser ridículas.

Ele poderia muito bem dizer pra mim um simples: “Não rola mais de sermos amigos assim”. Pronto, já bastaria. Seria chato, mas eu entenderia. Só que não, ele preferiu optar pelo pior lado e o resultado foi eu simplesmente me afastar sem que ele precisasse dizer tal frase pra que eu me tocasse de que não rolava nenhuma aproximação.

Já presenciei um caso em que o cara, ao ser questionado pela mulher numa ligação sobre onde ele estava, disse X quando na verdade era Y. Ao perguntar a ele o porquê da mentira, eis que ouço a pérola:

- Ah, é pra ela não achar ruim, não podemos ser sinceros o tempo todo.

Ok, agora o culpado por você mentir é o outro? Legal, MUITO legal, campeão! Pior será quando a mulher descobrir a mentira. Se ele não tava fazendo nada de errado, por que mentiu pra ela? Não tem lógica. Talvez se o cara não fizesse isso, ela não seria encanada e não acharia ruim, até porque, como mentira tem perna curta, certamente ela já descobriu algumas.

O ser humano, no fundo, tem medo de briga, discussão, desgaste e por isso sente necessidade de mentir. Claro que tem muitas outras coisas que fazem as pessoas mentirem, inclusive, falta de coragem de dizer coisas, safadeza mesmo, ou porque não seriam bestas de dizer a verdade em alguns casos…

Um cara que trai sua namorada/noiva/esposa, por exemplo, não vai chegar pra ela e dizer:

- Olha amor, te traí hoje com a minha ex-aluna. Só contei porque sou sincero e pra você ver que não minto pra você.

Meio óbvio que não daria certo, muito pelo contrário.

As pessoas só precisam saber até onde podem ir sem lascar com tudo uma hora ou outra, porque mentira/omissão ou qualquer um dessa família, fato que não duram muito.

Beijos!

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Foto de Glaucio Henrique

Mães solteiras também amam…

Publicado por Glaucio Henrique em 25 junho, 2009 às 0:10 | 48 comentários
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Estão os dois ali, homem e mulher. O envolvimento acontece, as bocas se tocam, as línguas começam a fazer movimentos cada vez mais intensos, as mãos já não obedecem mais aos comandos. A primeira peça de roupa cai. Em poucos minutos as peles se tocam. A consciência nos abandona e vai tomar uma cerveja. O sexo começa loucamente, nenhum dos dois lembra de se proteger e de repente o (in)esperado acontece.

Uauu… sensacional, mais uma transa animal, suor, pernas tremendo, sorriso estampado. Legal, legal! Mas espera aí. Para onde foram aqueles milhões de espermatozóides? Para algum lugar certo? Hum… ela toma pílula regularmente. Se esqueceu? Tem a pílula do dia seguinte, chás caseiros, simpatias, mandingas, enfim, uma porção de “planos B” para evitar a tão polêmica GRAVIDEZ. Mas meu querido leitor, quando a coisa é pra ser, esquece! Nem colocando um aspirador dentro da menina vai puxar o que seu amiguinho cuspiu lá dentro. Pronto, tá feito. Mais um brasileirinho com nariz escorrendo e remela no olho que entra para os números do CENSO.

Se o casal se ama, se tem planos de ficar juntos, a criança terá uma família bonitinha, papai e mamãe juntinhos para cuidarem dele. Mas, e quando acontece o contrário? Quando nenhum dos dois tinha planos, quando o sexo foi uma louca aventura, quando ele era um “quase” desconhecido, quando o cara é um moleque que não está nem aí pra nada, quando não existe sentimento? Bom galera, apresento a vocês a tão comum e conhecida MÃE SOLTEIRA.

Deixando de lado todos os problemas que a mulher já passou durante a gravidez e o parto (que não são poucos), após um determinado tempo, a então mãe solteira passa a se preocupar um pouco com o coração dela. Ela começa a sentir falta de alguém para cuidar e dar carinho a ela e inicia a busca por um relacionamento.

Tudo beleza até então. Ela sai com as amigas, conhece gente nova, gente interessante, troca uns beijos, telefones, marca um segundo, terceiro, quarto encontro e, quando o papo começa a ficar mais íntimo e dando a entender que ela e o cara tem muito em comum e que chegaram a esse ponto porque querem algo a mais, surge a frase: “eu tenho um(a) filho(a)”. Pense no cara paralisado, estilo o Chaves quando vê uma assombração (fiu, fiu fiu, fiu fiuuuuuuuuuu - com a maozinha balançando). É bem essa sensação que toma conta da pessoa quando ela recebe essa informação tão chocante. A primeira resposta que parte da pessoa que recebe a notícia é: “ahh, que lindo (a)! Qual o nome dele (a)? Quando, na verdade, internamente ela está pensando: “poutz, uma criança?

O que acontece depois disso não é novidade pra ninguém. Muitas vezes o cara não liga mais, começa a dar uns perdidos, inventa uma viagem pra ver a avó no interior e mais um possível relacionamento vai por água abaixo. Não digo que essa reação é típica dos homens. Muitas mulheres reagem da mesma forma quando estão interessadas em um cara mas descobrem que o mesmo já é pai. Algumas acham fofo, bonitinho e tal, mas no fundo rola sim uma pulga atrás da orelha.

O que passa na cabeça nessa hora:

- A criança deve demandar muito tempo da vida dela(e), ou seja, agenda praticamente lotada;

- Provavelmente ela(e) não pode passar muito tempo fora de casa, ou seja, #notrip;

- O pai (mãe) deve ser um(a) mala folgado(a) que enche o saco de hora em hora;

- Você pensa em como sua família vai receber aquela notícia;

- etc, etc, etc.

Tudo isso listado são exemplos claros de PRECONCEITO!

Não se pode simplesmente deixar de viver momentos legais com uma pessoa pelo fato dela ter uma criança que não foi planejada. Tirar o time de campo significa covardia e frieza, pois essa mesma pessoa que tem um ser dependente dela, pode lhe ensinar N coisas que antes nem lhe passavam pela cabeça. Não me refiro a trocar fraldas, fazer mamadeira, por pra arrotar, nada disso. Me refiro a entender um pouco sobre o espírito de ter uma família própria, de ser exemplo pra alguém, de ter obrigações, de educar, etc. Entendo perfeitamente que muitos não querem saber de meninas ou de caras com “um brinde”, que estão na pegada da azaração, dos rolos, das ficadas sem compromisso. Mas deixar de dar oportunidade a uma pessoa e abrir mão de um lance que poderia ser legal por achar que a criança vai atrapalhar, não está com nada.

Já passei por essa situação e assumo: é complicado mesmo, mas é uma questão de adaptação e maturidade. Dependendo do que você está procurando num relacionamento, namorar uma menina ou um cara nessa condição pode não ser a melhor das experiências. Se o cara ou a menina forem imaturos, é melhor mesmo que não levem a relação a diante. Isso fará que outra pessoa sofra menos. Mas, se você gosta realmente dela(e), acredita no sentimento e está disposto(a) a ajudar de alguma forma no dia-a-dia, posso garantir que será uma experiência bacana.

Meu relacionamento com essa pessoa não deu certo por questões de mudança de cidade. Foi até uma barra pra mim, porque além de gostar da pessoa, tinha me apegado ao filhinho dela que aprendeu a torcer para o meu time. Gostava de conversar comigo, assistia filmes e desenhos, enfim.

Esse texto pode não ter muito a ver com o blog, mas o fiz como uma homenagem a uma amiga que vi chorando hoje por ter passado (mais uma vez) por uma decepção ao ver que o cara que ela estava se envolvendo simplesmente desapareceu ao saber da existência do filhinho dela.

Preconceito não está com nada! Todo mundo merece uma chance!

E você, caro leitor, já passou por uma situação assim? Como reagiu? Conta aí!

Não quero ver nenhuma leitora me discriminando só porque tenho duas filhinhas, hein?!

Beijos e abraços,
Glaucio Henrique

twitter.com/glauciomv

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Foto de Letícia Sanseverini

Casamentos chegando

Publicado por Letícia Sanseverini em 24 junho, 2009 às 10:13 | 22 comentários
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Se tem uma festa que me deixa tanto feliz quanto deprimida é festa de casamento. É tudo sempre tão lindo, tão arrumado e luxuoso. Eu me sinto a Serena Van der Woodsen da favela com as minhas tatuagens e os meus vestidos longos e luxuosos, cabelo arrumado e maquiagem impecável. Adoro a decoração e principalmente a iluminação dos salões e a impressão de que a vida poderia acabar em uma festa como essas. Adoro Bem-casado, se pudesse levava aquelas sacolas de feira e enchia umas duas pra levar pra casa, mas daí seria a minha parte favela falando e eu volto a ser Serena. Só em casamento e formatura você pode dançar de forma ridícula. Só nessas festas você gosta de TODAS as músicas que tocam lá, sem ligar se é axé, pagode, funk ou sertanejo. Nos casamentos nos embebedamos de champagne e vinho da melhor qualidade, de whisky e vodka que são os meus cães engarrafados. As refeições servidas são manjares pegos diretamente da mesa de Zeus e parece que nunca vai acabar a comida. Mas a melhor parte está por vir… Os solteiros.

Se o casamento é daqueles perfeitos como esse sonho que eu descrevi acima, os solteiros também tem que ser perfeitos, lindos, elegantérrimos em seus fraques, cabelos arrumados e um perfume irresistível. Eles vão ser cavalheiros e vão te convidar pra dançar, vão elogiar o vestido e o penteado e vão te acompanhar até a porta do seu quarto. Pode não acontecer nada depois do beijo da porta, pode ser que ele não te ligue nunca ou te ligue no dia seguinte, mas não importa porque a noite foi perfeita. A festa foi perfeita e o melhor de tudo, não era você quem estava no altar.

Porque todo mundo sabe, festas de casamento são feitas para os amigos ainda solteiros.

Mas falando sério, não vejo a hora de chegar outubro quando acontecerá o casamento do meu primo. E é aí que o meu sonho acaba. Eu não tenho amigos com idade suficiente pra querer casar ou sequer uma namorada decente pra isso. Os que tem idade não querem casar, logo só posso esperar que familiares resolvam se enforcar casar. Só que tem um pequeno problema. Metade dos convidados da festa tende a ser do noivo que é a família do meu primo, ou seja, da minha família, logo, ninguém solteiro ou permitido por lei para dançar.  Dessa metade, uma parte são os amigos do meu primo. Conheço os amigos do meu primo, e nenhum presta ou tem o meu tamanho. ¬¬’

Minha única esperança é a família e amigos da noiva que são de outra cidade, sequer tenho idéia que haja alguém além da família dela. Ou eu torço pra ter um acompanhante até lá, ou o meu sonho de cinderela Van der Woodsen da favela vai pro saco novamente.

E vocês, o que acham de casamentos e formaturas? ;)

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Aquele bom e velho xaveco

Publicado por Maria Eugênya em 23 junho, 2009 às 0:30 | 30 comentários
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Amado leitor, você que está aí em casa ou no trabalho lendo esse blog, solteiro, passando noites sozinho, momentos íntimos trancado no banheiro; você que tem pastas no “Favoritos” do Firefox com sites como “redtube“, “mclass“, “ninfetas2009“; você que vai pra balada e no segundo copo de vodka já declara a Jihad pra pista e sai nessa guerra santa atrás de um rabo (de saia) que lhe dê atenção, mas acaba sozinho e vomitando no banco de trás do golzinho mil do seu colega de trabalho (que agora já é seu melhor amigo): estou aqui hoje preparada para te dizer algo que você precisa saber. Aquela verdade dogmática que todos os solteiros entre 18 e 50 anos deveriam ter no chip padrão. Meus queridos, XAVECO NÃO FUNCIONA!

Opa-péra-lá-cumassim-cêtádoida? Eu explico.
Vejam este vídeo:

Quem assistir pode pensar “nossa que vergonha desse cara“, “meu deus, como pode?“, “que idiota” e por aí vai. Mas não é bem assim. Esse cara obviamente fez isso em tom de humor e MUITOS homens usam esse tipo de xaveco. Alguns usam tentando demonstrar uma sinceridade no que dizem, outros já o fazem no tom de deboche que já está implícito. No entanto, onde quero chegar é: as meninas não caem nisso. Aí vocês alegam “ah, mas eu peguei! Xavequei e funcionou!“. Não foi seu xaveco que funcionou, querido. Deve ter rolado uma química, ela deve ter gostado de você na hora, ela deveria estar carente ou até mesmo bêbada.

Você deve entender que pouquíssimas mulheres são tão ingênuas assim. A não ser que ela tenha 16 anos… Estou falando de mulheres, não de meninas. Nós temos aquele lance de percepção. A gente sabe quando um cara só quer comer a gente. E não adianta você falar “não é só sexo“. A gente sabe. Principalmente pelo tipo de xavequinho furado que você usa. Se você chega em uma garota, lança uns “linda, você é especial“, “gata, você é diferente das outras daqui“, “é só você, paixão“, “o que você quiser, amor“, “eu te ligo!” entre outros ainda no primeiro encontro…gatinho, ela não nasceu ontem.

Eu até valorizo os caras que xavecam sinceramente. Aqueles que não escondem que tão ali no “carpe diem”. Mas eu tenho raiva desses que representam o papel de apaixonadinhos. E pior, acham que elas estão caindo. Na real, a maioria das garotas que saem com caras mesmo ouvindo essas jóias sem fundamento estão representando um papel também. O papel da ingênua, dissimulada, bobinha. Porém está certa de que é tudo um jogo e sabe que você tem outras “paixões” por aí, assim como ela deve estar sendo o “xuxu” de outro manezão por aí. Isso não torna a moça uma vadia do mesmo modo que te torna um idiota. Acontece que ultimamente a vida solteira tem sido assim pros jovens: joguinhos de falsas verdades pra acalentar esse inverno. Celulares recheados de telefones de “petiscos” pra apertar quando quiser. Mensagens no MSN pulando freneticamente com convites pouco sólidos…

Ok, mulheres não são tão ingênuas quanto se fazem mostrar e homens tem que entender isso. Porém gostaria de deixar minha opinião sobre isso tudo: isso deveria ser proibido. Eu não vejo graça nisso. Não que eu seja do tipo que cai nessas coisas, não, eu faço parte da camada fina de ranzinzas e não-me-toques que existe nessa cidade. Na verdade nem chego a escutar esse tipo de xaveco porque meu jeito antissocial já faz uma barreira protetora tipo antivírus de xavecos-spam. Acontece que eu não ligo taaaaanto de ficar sozinha, diferente de muita gente, eu consigo me conter com uma paixão platônica e tal. Por isso não culpo quem vive com o celular na mão mandando sms pra 4 ou 5, pra quem sai com um na terça e outro na quinta. Pra quem diz que isso é “aproveitar ao máximo a solteirice”. Cada um vive como deve. Só por favor, não sejamos hipócritas. Joguem, façam sua cena, mas não acreditem que as máscaras do carnaval não estão ali, ok?

E você? Vive sua solteirice no teatrinho ou com os pés no chão?

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Últimos comentários

  • Postado por Carolina Diniz em 3 julho, 2009 às 2:49 pm
    Ai ai, Glaucio…sua histórias são as mais engraçadas. Sua vida deve ser muito divertida, viu! Parabéns pelo...
  • Postado por Loirah ! em 3 julho, 2009 às 2:31 pm
    Nada mais irritante pra uma mulher do que ouvir seu lindo e belo nome sendo trocado por um outro que com certeza ela acha...
  • Postado por Maica em 3 julho, 2009 às 1:56 pm
    É uma das piores coisas que pode acontecer é ser confundida com a ex-exu. Além da troca de nome tbm tem os famosos atos...