Por Natasha
Aqui vai um exemplo de como se divertir numa balada que aparentemente tinha tudo pra dar errado.
Tínhamos marcado, uma amiga e eu, de sair nesse fim de semana. Iríamos a uma casa badaladíssima na zona oeste de SP, mas na última hora, minha amiga mandou uma mensagem: “minhas outras amigas estão marcando de ir pra uma casa noturna no bairro X, pode ser?” Sem citar nomes, esse bairro que chamarei de X é pior do que o Bronx em NY, não se acha viva alma na rua após as 19h00. Meu nariz não farejou coisa muito boa não! Mesmo assim, liguei para uma outra amiga e saímos, as duas loucas na madrugada dentro de um carro com o guia na mão – sou antiquada, ainda não uso GPS – tentando encontrar o bendito do lugar.
Chegando lá – isso depois de termos ficado perdidas por meia hora num bairro ermo e deserto e com os nervos em frangalhos – nos deparamos com uma casa noturna no meio do NADA. O estacionamento era um posto de gasolina que ficava ao lado. “É 15 ‘real’ moça”, o tiozinho falou. Pagamos e entramos. Ao entrar, o cenário não estava dos mais agradáveis: como eu previa, estava vazia, um grupo tocava no palco, algumas meninas ensaiavam passinhos tímidos de samba.
Cheguei pra minha amiga que já estava lá e perguntei: “onde você enfiou a gente??! Que lugar é esse, a casa quase vazia, um negócio no meio do nada, não dá nem pra sair pra outro lugar?”. Ela concordou e riu: “Bebe para esquecer!”
Até aí normal… Tal foi o meu espanto quando o grupo de samba saiu e começou a tocar… funk! Detalhe: eu não curto funk, curto rock e o máximo que tenho me permitido é um sambinha, ou sambarock). Olhei para minhas amigas e ficamos paradas, estáticas, ouvindo a música, vendo o povo entrar em delírio, se sacudindo, rebolando, com movimentos frenéticos até o chão! Olhamos uma pra cara da outra, as cinco “garotas” que nunca tinham ido a um baile funk na vida… tudo bem que a música rolou só nos intervalos, mas estava difícil digerir a situação inusitada!
Bom, pensamos como uma amiga minha, “já que estamos no inferno vamos logo beijar o capeta!”. Decidimos ficar. Bebemos. Tinha muitas pessoas divertidas por lá, e os caras, apesar de “pegadores”, respeitavam bem a mulherada. E no meio da noite, tal foi nossa surpresa ao constatar que estávamos felizes da vida, dançando, rindo, bagunçando até não mais poder!
No fim o balanço da balada foi bastante positivo. E, apesar de eu continuar achando funk uma pegada um tanto agressiva, posso dizer que, de uma vez que estava lá e resolvi me despir dos preconceitos, me diverti muito.
Daí, lembrei-me da propaganda. Já pensou que o “pode ser” pode ser muito bom?
E vocês, já tiveram experiência parecida?
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Comentários do Post
Grayce Kelly comentou no dia 26/mai/2011 às 7:55 am
Já sim… mas também já tivem uma experiência “inversa”, o que é bem pior. Vc sai de casa achando que vai para uma balada maravilhosa mas simplesmente o lugar não é tão maravilhoso assim e a noite que prometia não acontece como deveria. #tenso… rsrsrsrs
Fernanda comentou no dia 26/mai/2011 às 11:10 am
Nossa,sensação de ‘deja vu’,hehehe…Já aconteceu comigo sim,e tbém resolvi abraçar o capeta.Resultado que com álcool e as companhias certas, a balada sempre bomba.Pelo menos pra mim,heheh…
Reis comentou no dia 26/mai/2011 às 11:17 am
Muito legal, isso anda acontecendo muito comigo, estou sempre em lugares que não acho que vai ser legal, mas no fim me divirto e bebo bastante
Talita comentou no dia 26/mai/2011 às 1:56 pm
Nooossa, queria ser assim. se chego nol ugar e tá paradão, cruzo os braços e fico emburrada! Manda a receita!!
Reis comentou no dia 26/mai/2011 às 2:29 pm
Talita
A receita é bem simples, vodka skyy e sweeps, nada melhor para animar uma noite como uma bela dose bem gelada, ai gata fica todo mundo bonito e divertido, ou tente sempre dançar pois é muito bom!!!
Jenny comentou no dia 26/mai/2011 às 3:46 pm
Eu concordo com a @Fernanda: um pouco de álcool e as companhias certas fazem vc se divertir em qualquer lugar! Mesmo!
Feio & Pobre comentou no dia 26/mai/2011 às 4:26 pm
cachorras….a cachorras….
Sandro comentou no dia 26/mai/2011 às 10:37 pm
A cachaça resolve tudo: conheço um sujeito que foi pro casamento da ex namorada e acabou ficando com a ex sogra: tem coisa pior no mundo? Mas pergunta se ele se arrepende… E, antes que alguém diga que o tal sujeito sou eu, juro que não! rsrsr
Piero comentou no dia 27/mai/2011 às 10:50 am
simm conhecemos bem. Aki em London se abraca o capeta , o Jose (Cuervo) o Jack TODAS as sexta feiras praticamente. parabens pela atitude de conhecer coisas novas
Gustavo comentou no dia 28/mai/2011 às 9:37 am
@natasha, você foi forçada a “gostar” da balada e gostou, mas você iria de novo nessa balada ai?
Cesar Nic comentou no dia 06/jun/2011 às 7:57 pm
Uma vez eu pedi uma coca e o garçom disse que só tinha pepsi, aceitei e não me arrependi.