Fim de ano é promessa de altas festividades. Todo mundo quer confraternizar, encher a cara e a pança, gastar dinheiro, viajar e ser feliz durante duas semanas. Além dos amigos que sempre marcam aquela cerveja de fim de ano – como se passassem os outros 11 meses sem beber – tem sempre aquele encontro “social”. Só que quando você é encalhado solteiro, às vezes fica uma puta situação aparecer em nesses lugares desacompanhado. Eu tenho experimentado essas ocasiões “desconfortáveis” desde que fiquei sozinha, e sei que o pior ainda está por vir.
Mês passado eu fui ao casamento de uma amiga em que o falecido estaria lá. Era o tipo de evento do qual eu não tinha como fugir, ou minha amiga ficaria puta da vida chateada comigo. Eu fui sozinha, não conhecia a maioria dos convidados, e os poucos amigos estavam no grupo em que o meu ex se encontrava. O resto dos convidados parecia combinado: todo mundo era casal. Puta que pariu. Conclusão: assisti à cerimônia sozinha, nos fundos, com cara de bolinho.
Aí, agora, com esse lance de fim-de-ano, rolou a famigerada confraternização dos funcionários da agência onde trabalho. Tudo bem que dessa vez não havia casais, mas uma vez que você é mulher, nova, tá sozinha e se acha o código de barras e o tamanho do seu sutiã é 42, você fica sujeita a comentários infames. Eu nem encaro como falta de respeito; homem e caipirinha fazem parte da receita pra invocação do ser cafajeste. E no churrasco em que eu fui, a coisa não fugiu à regra. É nessas horas que a gente usa todo o jogo de cintura e dá um sorriso amarelo pra não estragar o clima. Daí, se baixa a Laura, eu acabo abrindo a boca também, e no final da coisa, todo mundo sabe do meu passado sexual.
Além disso, vem aí o Natal e eu já conheço de cabo a rabo o script: reunião de família, piadinhas sobre o meu estado de encalhada (pelo menos o repertório vai mudar, não vou mais ouvir coisas do tipo “e aí, quando é que sai o casório?”), e na hora em que a mulherada da família se reunir pra falar dos maridos e namorados, eu vou ficar fazendo figuração. Afinal, não tenho mais um namorado de quem eu possa reclamar, ou com quem eu faça peripécias pra dar dicas pras primas depois. E certamente vai haver outro tipo de pressão – antes era sobre a oficialização da relação, como noivado ao menos; agora vai ser a contagem regressiva pro dia em que eu vou apresentar pra família o trouxa cara que vai dividir o sofá da vovó comigo no próximo Natal.
E como eu passei os últimos quatro anos comprometida, vai ser a primeira vez depois de tanto tempo em que eu voltarei a passar o Reveillon com a minha família, já que não consegui companhia, folga e lugar barato pra curtir a noite do Ano Novo. Ótima oportunidade pra eu surtar interagir com os parentes depois do Natal e ficar pensando que eu poderia estar trepando aproveitando a virada do ano em Búzios se eu tivesse um bofe comigo.
Pelo menos eu posso aproveitar o espaço e dar a deixa pros leitores do Diário: ano que vem, podem me convidar pra estourar o champanhe, que eu topo qualquer programa
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Comentários do Post
Pablo Almeida comentou no dia 22/dez/2008 às 9:43 am
Ano que vem a gente vai pra Cabo Frio, topa?! Hehehe…esse ano eu tô enrolado e vou ter que ficar em casa…mas ano que vem…….. [:D]
Bárbara comentou no dia 22/dez/2008 às 9:43 am
Caracas, Rose, nossa situação é absurdamente igual, estive os últimos 5 anos comprometida também… terminei no começo do ano e estou me sentindo exatamente assim! Impressionante…
Joice Viana comentou no dia 22/dez/2008 às 9:48 am
Bom, eu estive solteira (da última vez) entre fevereiro e agosto, então não rolou nenhuma ocasião especial em que eu precisasse encarar as piadinhas da família. Mas sempre tem aquela tia desinformada que vem almoçar em casa no domingo: ‘E o Falecido, tá bem?’ para acabar com nosso apetite. E se serve de consolo, tbm não vou fazer NADA no reveillon pelos mesmos motivos, aliás, nem sei onde vou passar ainda…
Rose comentou no dia 22/dez/2008 às 9:52 am
Aeeeeeeeeeeeeeeee, de cara já arrumei convite pro ano que vem huauhauhaua brigada, Pablo! Cabo Frio vira Petrópolis no fim do ano mesmo…vou facim!
@Bárbara, que bom que não sou a única huuahauahuah mas colega, relaxa que a gente sobrevive! E ano que vem tu pode ir pra Cabo Frio com a gente, ó!
@Joh, provavelmente tu vai estar com o bode, senão eu te chamava pra fazer algo. Se pá vou pra casa dos meus tios em Correas.
Felipe Augusto Carvalho Lopes - Billie Blade comentou no dia 22/dez/2008 às 12:49 pm
Mas como tem solteiro frouxo nesse planeta hein
Rose, se serve de consolo, juro que se estivesse perto convidava vc pra estourar o champanhe na noite de ano novo.
Festa antes e depois da virada.
Alguem ja percebeu que nenhum dos Felipes desse blog perdoa?
Rose comentou no dia 22/dez/2008 às 12:59 pm
O post dos homens frouxos fica pra depois hauhauhauhau
Mas te orienta, homem!!!!
Felipe Augusto Carvalho Lopes - Billie Blade comentou no dia 22/dez/2008 às 1:02 pm
hahahahahahahahah
Poxa, dps reclama q ngm convida… pfff
iueheuiheiuheiu
Rose comentou no dia 22/dez/2008 às 1:06 pm
Mimimimimi
Tá bom, eu tenho dois convites já…continuem…
Daniel Iserhard comentou no dia 22/dez/2008 às 1:21 pm
Mas pensa no lado bom. Se tu tiver solteira, alé, de curtir pra caralho e não se incomodar, vai poder contar pras primas como aprendeu aquele jeito novo com um carinha e depois ensinou outro.
Pierre comentou no dia 22/dez/2008 às 3:06 pm
Vejam bem, ultimamente tem rolado muito post se queixando de solteirice, rs
Rose comentou no dia 22/dez/2008 às 3:15 pm
Cara, eu sou a azarada do blog, não espere muita coisa de mim huahuahuahuahuahua
Natalia Mingione comentou no dia 22/dez/2008 às 5:16 pm
Muito bom, Rose! Eu tenho meio que um pavor de fim de ano também. Natal foi a invenção mais tosca da história da humanidade!
Mas todo ano novo eu tento viajar. Quando não consigo, encho a cara em qualquer canto. Esse ano vou acampar =). Ano que vem, te chamo! rs
Beijo!
Sabiá comentou no dia 22/dez/2008 às 10:12 pm
quanto drama, vem pro rio que eu te mostro que não é só Red Bull que te dá asas…
Edu comentou no dia 22/dez/2008 às 11:33 pm
Rose, vamos passear?
xananananananana comentou no dia 23/dez/2008 às 3:36 am
estourar o champagne tem outra conotação por aqui
hehehehehehehe
to com o sabiá…quanto drama…
Rose comentou no dia 23/dez/2008 às 8:52 am
Natalia, com esse monte de convites, eu é que vou te levar cmg ano que vem!!!
@Sabiá tá pertinho de mim!!! De onde tu é no Rio, filho?
@Edu, se pá ano que vem tow morando em Sampa…
E Xananana, já imagino a conotação…
Drama é o cacete ¬¬
Felipe Augusto comentou no dia 23/dez/2008 às 11:49 am
Xananana acredito q era esse sentido mesmo que eu queria usar.
Enfim, muito engraçado sacanear a Rose.
E na defesa dela, não é drama não, acho q ela é azarada mesmo.
Sabiá comentou no dia 23/dez/2008 às 6:01 pm
Percebam que plagiar campanhas publicitárias em cantadas funciona. Já podem anotar essa solteiros…
Rodrigo[NightSpy] comentou no dia 24/dez/2008 às 11:02 am
é… mas as piadas sobre solterice são menos contrangedoras do q esta famosa “qdo sai o casório?” – me dava uma raiva isso. hehehehe
Bom natal e Ano novo a todos!!