Diário de Solteiro


Aquela coisa de sozinho comigo mesmo…

Publicado por Maraisa Bueno em 14 outubro, 2010 às 11:18 am | 27 comentários

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De vez em quando a gente para e pensa sobre se queremos ou não continuar na vida agitada, de badalação/pegação. E tem horas que mesmo sozinhos, queremos literalmente ficar sozinhos (em casa, lendo um livro ou não fazendo nada mesmo), pelo simples fato de estar cansado e preferir o sossego de uma cama (tudo bem que se tivesse acompanhado seria melhor ainda, mas enfim…). É certo que muitos – não todos – gostariam de encontrar a tampa da panela, a metade da laranja, a alma gêmea, o grande amor e por aí vai. Mas, às vezes, vem a fase do estar sozinho não porque não encontrou a pessoa certa, mas por querer ficar assim, querer esse momento.

Mas, e quando surge uma pessoa legal, sincera que até abre a porta do carro para você entrar e você está neste momento “solidão consigo mesmo”? Digo pelo fato de que, como escrevi acima, às vezes a gente quer ficar sozinho não pelo fato de querer ficar para sempre, mas por se tratar de um momento. Talvez esteja trabalhando demais e a baladação acontece mesmo só pelo fato de querer ver pessoas diferentes, de ver algo além do que um computador em que você fica em frente a ele quase que 24h/dia durante toda a semana e, no sábado, você simplesmente não quer nem olhar para ele, muito menos lembrar que existe e quer ver gente, movimento, dançar…

Bom, mas voltando à “solidão comigo mesmo”, eu conheci um cara há algum tempo bem diferente dos caras das histórias que já contei aqui. Legal, simpático, educado, etc. No primeiro dia em que ficamos, eu não senti aquela química e tudo mais. Ok, trocamos telefone e ele me ligou no dia seguinte (até aí, parece semelhante com as histórias anteriores, mas o final dela é bem diferente).  Disse que queria encontrar comigo de novo, que curtiu minha companhia. Bom, pensei comigo “posso ter tido uma impressão errada na primeira vez que ficamos, então, vou sair com ele de novo”.

Por uma série de probleminhas de trabalho e afins, demoramos algumas semanas para conseguirmos nos encontrar. Até que um dia, ele me ligou e fomos ao cinema – meio programa de índio, mas tudo bem – conversa vai, conversa vem, trocamos alguns beijos e meu sentimento não mudou em nada desde a primeira vez que nos conhecemos. Claro, que eu fiz ele me trazer direto para casa, sem nenhum “acidente de percurso”.

Quando a química não rola, não adianta, pois “quando um não quer, dois não brigam”, mas, nesse caso, “não fazem”, certo? Tudo bem que eu estou em uma fase de não querer algo sério, devido a diversas coisas que não há necessidade de contar aqui e ele mesmo me disse que não quer nada sério, pois acabou de terminar um relacionamento e está a fim de curtir.

Mesmo assim, no dia seguinte, ele me mandou uma mensagem, me chamando para sair no próximo fim de semana, mas eu não podia, pois ia trabalhar (e não foi desculpa, de verdade, eu trabalhei!). Desde então, não nos falamos mais. Por um lado, achei bom, pois, caso ele viesse mesmo atrás, eu conversaria com ele e jogaria limpo, pra não ter nenhum tipo de problema.

Tudo bem que foram apenas dois encontros, o primeiro na balada (ah que novidade!) e o outro no cinema, mas deu tempo da gente conversar de tudo o que vocês possam imaginar e mais um pouco. Mas, mesmo assim, algo em mim dizia para não me envolver mais, coisa de sexto sentido, se é que isso existe mesmo.

São fases e fases e estou mesmo na da “solidão comigo mesmo”, como escrevi no começo do texto. Parece que não adianta, quando a gente não quer, não há santo que faça a ideia mudar. Tudo sempre depende do momento, de como você está consigo mesmo. E desencontros existem e a pessoa certa, às vezes, aparece na hora errada – isso é possível de acontecer, garanto por outra experiência que já tive (assunto para um futuro post). Só é preciso tomar cuidado e não fazer algo que te faça arrepender depois e, quando for atrás, levar um pé na bunda fenomenal. No meu caso, não rolou mesmo, eu até gostaria que rolasse, por se tratar de uma pessoa legal, mas não foi dessa vez.

E você? Já passou por algo parecido? O que fez?

Beijos e até a próxima!

www.twitter.com/Maraisabf

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Comentários do Post

  1. Michel_Wylde comentou no dia 14/out/2010 às 12:27 pm

    First!!!.. hehehe

  2. Francisco comentou no dia 14/out/2010 às 12:31 pm

    Muito legal o texto.

    Eu estou numa fase de “sozinho comigo mesmo”.

    Saí algumas vezes com uma guria e sempre deixei claro que não queria nada sério. Tivemos que parar de nos ver porque ela tava se sentindo muito envolvida e queria exclusividade.

    Acho que o mais importante é deixar claro para a outra pessoa que estamos nessa fase e também ver até quando vale a pena ficar saindo com uma pessoa sabendo que não vai dar em nada.

  3. Michel_Wylde comentou no dia 14/out/2010 às 12:35 pm

    Nossa.. me identifiquei demais com o texto, pq faz pouquíssimo tempo q meu namoro acabou (foi no último sábado)… Agora eu estou querendo exatamente isso.. um tempo pra refrescar, ficar na sombra e água fresca, ir acampar, visitar cachoeiras, aproveitar mais os amigos, tocar violão e cantar um pouco “high” rsrs… Mas, eu acredito que eu possa encontrar a minha metade da laranja sim.. heheh… abraço e excelente texto!

  4. William comentou no dia 14/out/2010 às 2:27 pm

    Chega a ser engraçado, quando realmente estamos em busca de algo serio parece q não encontramos ninguém, mas nos últimos tempos, q me encontro nessa mesma fase, eu tenho ficado com meninas maravilhosas, q em outros tempos investiria pesado em namoro, mas… sei lá… simplesmente não quero… rss… poderia dar uns vinte motivos pelo qual eu acho q esse não é meu momento pra namoro, mas no final é pq simplesmente não quero… =P

    Solteiro convicto? Não necessariamente, acredito q seja mais uma fase mesmo!

  5. maria comentou no dia 15/out/2010 às 12:59 pm

    claro que eu ja passei por tudo isso e mais alguma coisaa,,,,,hhehheh e vou continuar passando….faz parte do meu viver bem…

  6. kelly comentou no dia 16/out/2010 às 1:55 pm

    Estou passando pela mesma coisa, mas eu acho q a “solidão consigo mesmo” vem mais pelo fato de não se querer ficar com alguém só pra não ficar só,eu me basto melhor do que alguém com quem eu esteja só por companhia.Eu ainda não pus tudo às claras com o “cara legal”,mas assim que tiver oportunidade farei isso.Acho importante a reciprocidade nesses casos,ser com a pessoa o que ela é com vc.

  7. Dally comentou no dia 16/out/2010 às 11:33 pm

    Nossa sinhoora!! C me usou meus momentos?? .. rsrs Zuandoo! .. Pois eh .. e pior é que vai explicar pra turma que te xama pra sair ?! .. Dificil de entender .. mas é o que se sente, ficar em casa, ficar numa boa, sem se preocupar com a roupa do dia, ou com o cabelo despenteado .. POxa viida! E vc se sebte feliiiz! De paz! .. É bom … principalmente,porque será apenas uma fase… jajá ta de volta na badalação .. Otimo post! Beejoo!!! =))

  8. Nati comentou no dia 16/out/2010 às 11:44 pm

    Nossaa, amei o texto pq me identifiquei demais com ele. Estou exatamente nesse momento, se isso é bom ou ruim eu não sei, às vezes tenho medo de estar sendo fria, mas sei lá é totalmente sem querer querendo que ficamos assim rs.

    Beijos

  9. Maraísa Bueno comentou no dia 17/out/2010 às 3:30 am

    Galera, valeu pelos comentários! É muito legal quando se identificam com a história, pois assim podemos compartilhar de ideias e muuuuitas opiniões a respeito rs Como todos disseram e eu também: é uma fase, vivemos de fases e, com certeza, essa vai passar, TEM que passar rs
    Beijão e obrigada!! =)

  10. Dally comentou no dia 18/out/2010 às 9:28 am

    huhauahuaha.. TEM que passar! [2] Gentee.. Será que a minha tá começando a passar?? lalalala .. Mas já?? rs .. BeijoO a todoss!! Otima semanaaaa!

  11. Roberta comentou no dia 18/out/2010 às 9:49 am

    Me identifiquei com o texto tb… Acho que eu estou numa fase de repor minhas energias, to achando tudo mto igual ultimamente.
    O que é complicado é explicar pros amigos o motivo de n querer sair…=D
    Beijos

  12. Lu comentou no dia 19/out/2010 às 12:32 am

    Carambaa, eu aqui? O.O
    Vi minha vida aki, ou melhor, a fase em q estou…
    Ebaa ñ sou só eu neste mundão de meu Deus q me sinto assim!
    Parabéns pelo post,
    Abraço’

  13. Cinderela comentou no dia 19/out/2010 às 8:39 pm

    Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
    já diria Clarice Lispector esta frase esta me definindo neste momento de minha vida !
    bjs e sorrisos !

  14. Maraísa Bueno comentou no dia 20/out/2010 às 9:22 am

    Fico feliz que vocês se identificaram com o texto e mais feliz ainda porque não sou só eu que passo por isso rsrs
    Obrigada pelos comentários gente! =D

  15. Fred comentou no dia 20/out/2010 às 12:44 pm

    interessante!!! um retrato fiel da minha realidade… fim de relacionamento, traição, mentira, saudade… enfim, um turbilhão de sentimentos e sensações me fazem viver nessa fase “sozinho comigo mesmo” rsrs ainda bem que passa né? ufaaaa

  16. Maraísa Bueno comentou no dia 21/out/2010 às 9:19 am

    É @Fred realmente um turbilhão de sentimentos e sensações nos fazem ficar nessa fase. Parece que é a hora de “parar para pensar em tudo”, se é que tem como fazer isso hahahaha Mas, passa, oh se não passa! rs
    Obrigada pelo comentário! Beijão!

  17. Juliana comentou no dia 23/out/2010 às 12:05 am

    Oiie
    tipo.. eu me identifiquei com a sua história,digamos q em partes…
    pra mim não tem coisa melhor q ser solteira,acredito q seja pq nunca amei uma pessoa de verdade,nunca fui de falar “eu te amo” por simplesmente falar… Nunca consegui ficar com um mesmo cara por mais de 2 semanas (direto),pq gosto sempre de conhecer novas pessoas… o fato é que,aconteceu algo diferente comigo nessa semana… Numa festa,conheci um novo vizinho do meu prédio,ficamos e tals,ele me tratou super bem,e até me atrevo a dizer que foi o homem mais carinhoso q fiquei… isso fez com q eu gostasse da coisa,do tipo sentir vontade de vê-lo sempre… Mas eu paro e penso: “eu só posso estar louca de querer me envolver!”
    Nunca namorei,pq não consigo mesmo,gosto de curtir sem compromisso… mas senti q estava mesmo gostando da coisa,até q esse vizinho pelo qual estava gostando ( e quando digo gostar,é gostar mesmo e, o gostar passa) revelou q tinha namorada! Eu fiquei totalmente decepcionada! Porém ele disse q tinha dado um tempo,e q ele poderia voltar com a namorada. Claro,sinceridade em 1º lugar,mas se ele tivesse dito isso antes eu jamais teria dado chance à ele.. e agora fiquei um pouco sem rumo.. pq sei q ele vai voltar com a namorada,mas mesmo assim estamos ficando.. mas qndo ele voltar com ela não vai mais ser a mesma coisa! Caramba!! Será que estou me cansando de ser solteira????

  18. dannuza moraes comentou no dia 31/out/2010 às 5:19 am

    Querida me indentifiquei muito com vc
    mais eu estou nessa há dois anos e meus amigos me criticam como a encalhada da galera mais nao é.Até sou atraente aos olhos de muitos homens rsrsrs e consigo varios pretendentes a questão é que não quero nada sério e nada de casinhos e amigo quebra galho e sexo casual que ultimamente nao faço há milharesssssss de meses hehehehe.
    Bjos fica bem

  19. Mariana Iunes comentou no dia 31/out/2010 às 11:45 pm

    Já passei por algo parecido..
    Eu conheci um cara na cervejada da facul ( oo lugarzinho ).. aai a gente se via todos os dias no metrô, pq a ora q eu tava indo pra aula ele tava indo pra casa, aai dava pra nos ver.. até q um dia, depois de umas 2 semanas se vendo, ele foi pra micareta e ainda me perguntou s eeu ia todo assustado com medo q eu fosse… depois desse dia, a gente nao trocou mais mensagem, nem ligamos e nem fui mais ver ele no metrô.. achei melhor assim e foi assim. :~

  20. Antonio Cotrim - Salvador Ba comentou no dia 11/nov/2010 às 8:16 am

    estou te enviando um conto meu moro em ssa e sou arquiteto. fã de c. bukovisk

    POR QUE NÃO TE CALHAS ?

    Depois de muito tempo sem encontrar um amigo, a pedida é sair pra beber. É isso mesmo sem falsa hipocrisia ou perguntinhas do tipo: – E aí como está indo? – Tá ganhando dinheiro? – Como está a familia? O bom mesmo é nem fazer este tipo de pergunta. Afinal os amigos que são amigos nem querem saber dos seus entreveiros particulares. Os assuntos são diluidos em goles de cerveja.
    Foi exatamente o que fizemos eu e um amigo. Tempos que não nos encontravamos. Bebemos muito, mas muito mesmo. Ao ponto de no outro dia ao rever também um outro amigo, eu parar na orla da cidade de salvador e colocar os bofes pra fora atras de um trio eletrico todo enferrujadO. BLÉÉÉÉÉ! Ainda lembro dos pedacinho de camarão que por ali se encontravam com aquela poça de cerveja. Mas a coisa não parou por aí. Agora que eu sabia o porque do amigo retornar a velha amizade a coisa não era só sair pra beber, tinha lá no fundo um porque. Me confessou que estava separado da mulher, num desespero de esquecer, que tinha me dito, pediu um conhaque e virou. Acompanhei também. Pedi um conhaque, outra cerveja, brindamos, mas não esqueci o que ele tinha me dito. Eu sabia como era foda uma separação.
    O pior de uma separação é sempre achar que saiu por cima. – otario! ou otaria!. Ninguém sai por cima numa separação. Todos perdem. E ninguém ganha. Dai você deve estar pensando agora. – E quando existe outra pessoa? nem assim. a gente tem mais cavidades do que pensamos. Escondemos em algum lugar dentro de nós e o esquecemos lá.
    Enfim… saí de novo com este amigo, desta vez era meu aniversario, e não foi diferente. Só que no outro dia eu não vomitei. Ele tinha conhecido três meninas na praia e avisou! – VAMOS FAZER UM PROGRAMA LIGHT…. Eu sabia que não existia programa light com ele e eu.
    Encontramos as meninas. Apresentações devidamente feitas. Começamos a beber novamente, percebi que as meninas não eram profissionais do ramo. A nossa velocidade nos levou a optar logo por um bar, com cadeiras e mesas. Não que estivessemos num lugar ruim. Ao contrario. Tocava um jaz ao vivo. O lugar com quase quatrocentos anos de existência. Um antigo engenho, Um dos primeiros aqui no brasil. Uma grande engrenagem ao lado palco nos lembra a antiga função da casa. As pedras ainda daquele tempo, dificultavam um pouco o trajeto até o bar, mas o visual do mar e o barulho da ondas valia a pena.
    Mesmo assim foi unaânime a decisão, quando propus irmos até outro lugar. Saimos em disparada.
    Ocupamos uma mesa num barzinho muito agradavel, garçonetes muuuuuuuuito solicitas e tudo quanto que era de bebida existia no cardapio. Começamos com tequila e partimos pras cervejas. VARIAS. cheguei a querer dividir o tempo e criar uma rotina de momentos: sal, limão, tequila, cerveja, cigarro, conversa, azeitona, sal… e por ai eu consegui uma rotina de cinco rodadas. Depois comecei a conversar e prestar mais atenção a uma das meninas.
    Pra explicar agora o setor feminino, já que o masculino era só cachaça, uma das meninas era do Rio de Janeiro e as outras duas irmãs de São Paulo. A do Rio tinha um cabelo curtinho e parecia bem calma. não estava bebendo, tomava remedio pra garganta. A irmã mais nova estava já um pouco alta. numa conversa desenvolvida com meu amigo.
    Desde que conheci a irmã mais velha eu tinha gostado da sua companhia. Mas foi ali na minha rotina de sal tequila e cigarro que percebi que estava gostando de verdade dela. E de subito a convidei pra viver comigo. – A VIDA TODA! complementei. ela me olhou meio espantada. – COMO ASSIM? Dai em diante, eu comecei a fazer promessas e mais promessas. – Vamos morar juntos, numa fazenda…. com bois e …. um pomar…criei uma nova terra sem ninguém mais. Só eu e ela. Meu amigo que a esta altura, muito louco das ideias, discutia sobre Hugo Chavez. – POR QUE NÃO TE CALHAS? gritava. quando ele percebeu que tinha chamado a atenção da mesa. repetiu de novo: – POR QUE NÃO TE CALHAS? todos se entreolharam e viram o erro, mas meu amigo agora bradava aos berros: – POR QUE NÃO TE CALHAS? eu ria que não aguentava mais. só então ele percebeu o erro, mas continuou a piada. ao sairmos do bar, eu grudado nos beiços da irmã mais velha e meu amigo detonava uma cerveja quente que ele tinha prometido que beberia na volta. acho que aquela cerveja foi o que fudeu ele durante uma semana. levei todos pra casa. meu amigo, voltou a morar com os pais, as meninas estavam hospedadas num albergue. só que a irmã mais velha foi comigo pra casa.
    No outro dia combinamos uma praia. meu amigo não tinha nem condição de respirar direito. só me disse ao telefone. – NÃO…TENHO…CONDIÇÃO…ESTOU FALIDO… acho que ele ainda sob o efeito da birita aportuguesada, queria dizer; ESTOU DESFALECIDO. A ida a praia foi tranquila, sem birita, sem cigarro. Até as garçonetes mudaram, agora era um elemento que nos servia, com a bacteria ali nos dentes. coitado…não tinha culpa, alias, ninguém tinha culpa de nada. Era todo mundo santinho, principalmente em epoca de eleição.
    Saimos da praia. Voltei pra casa com a irmã mais velha de novo. No outro dia de novo. Dormimos três noites juntos. Na terceira noite, eu já bastante confuso, não sabia mais como lidar com a situação. Ela tinha mudado a passagem, e ficou mais uma semana aqui em salvador, a pedidos insistentementes meu. Agora eu não conseguia nem olhar pra ela. PORQUE? Nem eu sabia. Ela percebeu a mudança brusca de velocidade casamenteira e ficou na dela. Continuou em salvador e acredito que assim como eu, ela também não entendeu nada.
    É como a pessoa sentir sede, beber água e não passar a sede. Então assim que ela para de consumir o liquido, sua sede é saciada. Tenho vergonha de mim mesmo e não consigo enxergar essa situação acontecendo comigo.
    Eu me senti muito mal. Não queria saber o que provocava aquilo. Porque eu já sabia. É que eu tinha prometido a mim mesmo não gostar mais de ninguém. Só que eu não sabia que estava ligado o escudo protetor. Uma merda. Parece que é brincadeira.Eu não sabia o que fazer. Fiquei perdido. Passei três dias com vontade de chorar. Eu tinha encontrado uma menina legal. Mas travei. E como uma bagana de cigarro jogada numa sarjeta de um terreno baldio, fiquei ali nesses três dias, sem sequer ser recolhido pelo caminhão de lixo.
    Não sei, nem vou tentar entender o que se passa no meu coração. Não era ele que me preocupava, mas o coração dos outros. o que eu sabia era que meu coração estava ferido, por alguma coisa e enquanto não cicatrizasse, eu não poderia viver de novo.

  21. Maraísa Bueno comentou no dia 11/nov/2010 às 6:19 pm

    Nossa, Antonio! Sua história valeria um post aqui no blog =)
    Mas, às vezes o melhor é não tentar compreender o que se passa com a gente, senão ficamos loucos. O que acho certo é você jogar limpo com a pessoa, mesmo ela não entendendo, pelo menos ela vai saber que o problema não é ela, porque ela é uma pessoa legal, como você mesmo disse.
    Quanto ao escudo e a não gostar de mais ninguém…há aquele ditado, “nunca diga nunca”, porque a gente não sabe o que pode acontecer. Você tem que arriscar. Se der errado, a dor é forte, claro, sofremos, precisamos de um tempo pra recuperar o fôlego, mas é aquela típica perguntinha: “como pode saber se vai dar certo se não tentar?”. Mas se acha que não é a hora mesmo de ter algo mais sério, seja sincero. Por mais que machuque outra pessoa, você foi aberto, disse o que sente de verdade e não vai precisar mentir. Quem sabe ela até não compreende e não te ajuda e mudar seu sentimento? Basta tentar, é só querer =)
    Obrigada pelo comentário!! Ou melhor, pela história!!

  22. Antonio Cotrim - Salvador Ba comentou no dia 12/nov/2010 às 6:39 am

    não consegui colocar o texto no post
    por isso enviei pra vc por aqui mesmo
    me identifiquei tanto com seu texto
    que parece que foi eu quem escreveu
    bjs
    MEL

    Depois de ter certeza do que queremos. a vida se torna mais facil. ou até a certeza do que não queremos. a certeza na vida é como um fio que sustenta o equlibrista, sem o fio. nada existe.
    depois de saber o que eu não queria e ter sido um covarde frente a um namoro que não deu certo. eu simplismente não queria mais ve-la. mais são águas passadas e foi exatamente nas águas que conheci uma pessoa maravilhosa. naquele dia que acordei, inclusive acordei as 4:30 da manhã depois de tanto ouvir falar no nascer do sol, fiquei viciado em ve-lo nascer, mas, voltando a pessoa que conheci, estavamos nas águas do porto da barra. mas, também não foi tão rapido assim. primeiro nos conhecemos na academia. conversamos durante uns trinta minutos. eu olhava direto no olho dela e ela também me encarava. eu estava surpreso. tinha conhecido alguém que encarava. menina de personalidade forte e convicta no que quer. achei conveniente conversar mais um pouco. peguei o telefone dela, sem nem sequer ter olhado pra outra parte do corpo que não fossem os olhos. parecia uma pintura, uma obra de arte, um verdadeiro desenho de deus. liguei na hora do almoço. no mesmo dia, ou seja nos conhecemos na academia as nove ou dez horas, e eu apressadamente ligo ao meio dia. na verdade era mais uma vontade de ficar olhando pra ela. só ficar olhando.
    liguei. eu insistentemente, forcei a barra e marquei de encontra-la. eu ia nadar quase todo dia, então usei a desculpa que eu ia nadar até porque eu já tinha nadado pela manhã. combinei com ela que eu ia chegar as duas da tarde mas uma e meia eu já estava ligando pra ela.
    como ela não apareceu, resolvi nadar de novo. voltei pra o calçadão e resolvi ir embora. mas algo me dizia que eu devia ve-la novamente. durante o periodo que fiquei conversando com ela eu senti uma grande calma que emanava da sua presença. mas ela não apareceu e eu ia embora. eis que resolvi ligar de novo e desta vez ela disse que já estava chegando, me pediu desculpas. mas que em cinco minutinhos ela estaria lá. voltei pra praia de novo. tipo uma bola de ping – pong, mas a raquete valia a pena.
    finalmente quando ela chega. descemos pra areia. mesmo ela de biquine, o babaca aqui não reparou, não elogiou, e nem sequer, passou oleo nas suas costas. nada. ficou ali parado observando sua preponderância em emitir a sua boa indole de mulher que sabe o que quer. que tem alma. que é pessoa. apenas 5% dos seres humanos são pessoas. apenas 5% tem essencia. e eu estava ali do lado desse percentual.
    resolvemos ir até um barco. nadamos. começamos a nos abraçar. eu fiquei excitadissimo. foi então que a cabeça de baixo começou a mandar mais que a cabeça de cima e começei a reparar como ela era gostosa. ficamos na água, acho que umas duas horas. saimos. pedimos pra um casal olhar a cadeira verde que ela tinha trazido. lembro de todos os detalhes e cores que ela portava. um baton rosa-pink. uma sandalia de cor vinho com pequenas estampas pretas. um vestidinho branco. tipo uma bata. um biquine preto. uma bolsa rosa e um celular acho que vinho perolizado.
    levei ela pra casa. combinamos de sair a noite. mas eu não queria dividir aquela beleza de pessoa com mais ninguém. queria ficar ali olhando pra ela. como ela não quis vir ao meu apartamento, fomos ao pelourinho. contei ela a burrice que a galera fez em derrubar a igreja para passagem do bonde.eram os outros 95% dos seres humanos que decidiam sobre estas questões, depois do ato feito fizeram um monumento. a cruz caida. ficou até legal. é como se os 95% assinassem o atestado de burrice. derepente nos beijamos. que legal. que coisa maravilhosa. acho que o beijo proporciona 100% de felicidade. não aquele beijo futil, vulgar de carnaval, aonde as pessoas se beijam desnorteadamente. mas, um beijo que demorou a sair. eu sabia que uma hora eu ia beija-la. mas não sabia quando. isso me deixou ainda feliz. ficamos ali observando um senhor que vendia uma especie de helicoptero que atirado ao ar, quando descia ficava luminoso, e parecia planar. em volta deste brinquedo estavam varias crianças de rua. moradores de rua. os 95% que por coincidência ocupavam cargos públicos não enxergavam a necessidade humana. enconstou ainda um pequeno morador de rua. escurinho. fuvento. com os cabelos desgrenhados. cheio de meleca no nariz e lagrimas nos olhos me pediu dinheiro pra comer cachorro – quente. eu tinha certeza que não era pra isso. dois reais em pedras de crack. dei o dinheiro com a promessa por parte dele que voltaria e comeria na minha frente. fugiu. com dois reais. eu não evitava de dar esmolas. apesar de saber que poderia ocorrer isso. mas o meu coração não permitia que ao ver um ser igual mim se humilhar e pedir algo e eu não o dar, seria lgo muito ruim. imagine como eu conseguiria acordar de manhã cedo e ver o nascer do sol, se eu negasse uma besteira de um pedaço de papel que poderia acabar com a fome de alguém, mesmo que seja por um curto periodo.

  23. Gabriela comentou no dia 14/nov/2010 às 3:46 pm

    Bem!!

    Eu terminei um namoro de 3 anos há 1 mês e recentemente conheci um cara fantástico,muito parecido comigo em quase tudo! Mas ele também terminou um namoro de 5 anos recentemente e está na fase da “Solidão com ele mesmo”!O problema é que rolou uma química ultra forte entre nós!E não foi só empolgação da minha parte,não: da parte dele,também!!!Mesmo assim,ele insiste em querer ficar só!!! Estou chateada com isso,porque a gente tem tudo pra dar certo!!!!

  24. Maraísa Bueno comentou no dia 16/nov/2010 às 8:11 pm

    Oi, Gabriela! Obrigada pelo comentário!
    Mas vc chegou aconversar com ele a respeito disso? Não digo impor, mas no quesito “está tudo a favor, então, porque não tentar?” Quem sabe você não tomando atitude, ele não percebe isso também e cria coragem para tentar também? É um risco, mas pelo menos você será sincera e vai jogar limpo! Vou ficar na torcida pra que dê certo!! =D
    Bjos!!

  25. Jack comentou no dia 29/nov/2010 às 9:54 pm

    Putz, tô EXATAMENTE na mesma situation… Dispensei uma pessoa legal por não querer envolvimento agora… Mas sei lá, penso que se pra mim essa pessoa fosse TÃO legal assim, o momento mudaria né, rsrs….

  26. Manuela comentou no dia 21/jan/2011 às 2:09 pm

    No final do ano retrasado, terminei um namoro de três anos, devido a traição dele. Foi uma decepção imensa pra mim. A raiva me ajudou a permanecer de pé (as vezes as decepções nos ajudam a manter a postura). Hoje não o culpo, ele não teve capacidade de esperar o meu momento, eu era muito menina, não estava pronta.
    Comecei a curtir, sair todo fim de semana, coisa que eu não fazia antes. Estava de volta! Recuperada!
    Na passagem do Ano Novo (2009-2010) decidi sair com o irmão do namorado de uma amiga minha, depois de muita insistência da parte dela. Saímos, conversamos e quando ele veio pra me beijar, falei que estava alí pra conhecer ele. Ele pediu meu telefone e no dia seguinte me ligou. Conversamos uma semana para o próximo encontro. Fomos comer lanche perto de casa. Mas dessa vez foi mais divertido. Ele só ficava me olhando, não era de muitas palavras, enquanto eu, mesmo comendo, não parava de falar. Me levou embora, e desta vez nem tentou me beijar, então eu que iniciei a aproximação até nos beijarmos.
    Começamos a ficar sempre, mas eu deixava bem claro que eu não queria nada sério. DETALHE: ele mora na rua da minha casa. Toda vez que eu saia ele ficava sabendo por um de seus 11 irmãos, porém eu sempre fui sincera com ele quanto a minha posição.
    Ele não era nenhum santo, motivo ao qual me incentivava mais de não querer nada sério. Como ficantes, brigávamos direto… chegava a ser cômico. Ele sempre foi muito estúpido e eu não deixava por menos. O engraçado é que sempre acabávamos juntos. Rolava uma química muito foda entre a gente.
    Um dia brigamos feio e dessa vez confesso que foi minha culpa, na ignorância dele, ele me mandou ir embora.
    Um mês se passou, eu já estava ficando com outra pessoa e ele também. Mas naquele martírio de ter que vê-lo ir pro trabalho, enquanto eu voltava do meu, me encarando todos os dias, não agüentei, mandei mensagem pra ele: “Bom trabalho”, ele por não ter meu novo número, retorna sem saber quem seja. Ali voltamos a conversar e colocar todos os pontos nos i’s. Ele queria namorar, então vamos namorar, mas eu deixei bem claro o quanto levava a sério um compromisso. Diversas vezes, de maneira bastante sutil e cheia de orgulho ele me perguntava se eu o amava, eu dizia que gostava muito dele, mas amor ainda não. Parecia que ele queria dizer algo, mas não dizia.
    O fato é que ele continuou com aquela personalidade idiota dele (tudo por causa de uns malditos DVDs) o que fez eu ir embora outra vez. Na noite seguinte ele me liga pedindo pra conversarmos, então ele foi em casa, escondido claro. Ali a química começa a fluir como sempre, mas dessa vez era diferente. Aos beijos confessei estar apaixonada por ele e olhando nos meus olhos ele diz que me ama. Alí, naquele momento, me entreguei pela primeira vez a alguém e foi tão lindo quanto imaginei. Inesperado!
    Ele vai pra casa dele e antes de dormir me manda uma mensagem dizendo o quanto aquela noite havia sido ótima. Estávamos em romance.
    Quase duas semanas depois fomos comprar as alianças.
    Estava indo tudo bem, mesmo com nossas personalidades opostas, que nos faziam discutir algumas vezes, os momentos bons eram mais inesquecíveis, o resto virava realmente resto e não importava pra nenhum de nós dois.
    Um dia ele falou que queria comprar uma casa e começamos a falar de casamento (por iniciativa dele). Eu ainda não estava certa, tinha apenas 18 anos e ele já 26. Mas incentivei de comprar a casa.
    Começamos então a poupar dinheiro e quitar todas as nossas dívidas, as dele mais altas do que as minhas, então resolvo dar um força.
    Tudo progredindo, nossas brigas cada vez menores, até ele começar a mentir pra mim.
    Vi mensagens estranhas no celular dele e resolvi conversar sobre, pedi pra não vacilar comigo, se ele não queria mais, pra falar comigo que eu entenderia, mas traição não. Ele disse que jamais me trairia, pois me amava muito e que estava bem comigo. Eu acreditei.
    Um dia ele diz que precisa ir pra São Sebastião a trabalho, não estranhei, pois era comum. Só que fiquei com algo entalado, e não queria que ele fosse, estava insegura. Me pediu um dinheiro, caso ele precisasse usar, por precaução, depois ele me dava. Entreguei o dinheiro, ele me disse para ficar sossegada, ele me amava e eu era a vida dele.
    Aquela noite eu não dormi. Liguei e o celular dele só dava desligado. 3 horas da manhã consigo falar com ele, me disse pra ficar tranqüila e ir dormir, ele apenas precisou descansar antes de pegar a serra e o cel tava fora de área, mas que já estava a caminho.
    Dois dias depois, estamos nós namorando, quando o celular começa a tocar, é o mala do amigo dele, atendi e comecei a brincar, falando que o Léo não podia atender que ele estava muito ocupado e ficamos ali brincando, rindo… até que eu resolvo olhar na caixa de entrada de suas mensagens. Quem procura acha. Encontrei mensagens sobre 2 noites atrás. Entrei em desespero, mandei ele embora, ele disse pra eu ouvi, que eu tava entendendo tudo errado, ouvi e ele não sabia explicar!
    Liguei pra menina. Não sabia quem era mais mentiroso ela ou ele.
    Esperei dois meses ele confessar, até eu descobrir.
    Um conselho que eu dou: “desconfie também das feias” 0.o rs
    Eu perdoei, mas não consegui esquecer, o que me fez jogar na cara dele o fato por diversas vezes, gerando cada vez mais brigas. Eu achava que depois dele ter feito isso, ele iria me bajular, me agradar, fazer de tudo pra que eu esquecesse, mas não foi o que aconteceu, ele mudou um pouco, mas continuou o mesmo ogro… Poxa eu já estava me sacrificando em ter que conviver com aquilo, ele poderia tentar me ajudar de alguma forma. A cada dia que passava eu via que não valia à pena.
    Sempre estava disposta em conversar com ele, dizer o que eu achava sobre nosso relacionamento, o que podia dar certo. Sinto que ele queria colocar em prática, ele até tentou, mas era algo dele, ele É assim.
    Ninguém muda ninguém!
    Hoje não estamos mais juntos, tenho que encarar vê-lo quase todos os dias. Mas sinto que já vou me acostumando e a cada dia parece ser mais normal.
    Estou escrevendo esse depô, pois estou nessa faze de “sozinha comigo mesma”, não preciso estar com alguém pra provar nada pra ele. Agora vou cuidar de mim, dos meus objetivos e até mesmo dos sonhos que deixei de lado.
    Quando a gente começa a cuidar de nós e a enxergar o quanto somos, ficamos mais interessantes… atrativas… desejáveis… rs

  27. Maraísa Bueno comentou no dia 31/jan/2011 às 1:45 am

    @Manuela – CARAMBA!!! Que comentário foi este!? Quase um post aqui pro blog!! Mas o que você disse ao final de seu comentário é verdade. Temos que cuidar da gente primeiro, porque energias positivas atraem energias positivas! Parece difícil, mas não é!! Bjss e obrigada =)

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