Por: Nathália Karl
O que são as festas de casamento para nós mulheres? Caso você seja uma daquelas donzelas românticas, certamente vai resumir a história em “o encontro da princesa com o príncipe encantado no altar”, ou seja… TUDO na vida de uma pobre mortal! Mas o que fazer se você é só uma monstra sem alma e sem coração mulher bonita, inteligente e solteira? Essa é a oportunidade para colocar aquele vestido longuete da cor da moda, dar uma revolucionada no penteado, fazer uma boa maquiagem e ir à luta! E se para acabar de completar a tragédia eu perguntasse o que fazer se por um acaso você for sozinha? O jeito é redrobrar essa produção, aproveitar pra vestir seu melhor sorriso e acima de tudo socializar com todo mundo, afinal você é apenas uma solteira desacompanhada…
Pois é, e lá vamos nós para a cerimônia e nada melhor para começar a dar um gás na auto estima como chegar na igreja desacompanhada e passar linda por aquele típico grupinho de amigos do noivo e primos da noiva. Sim, falo daqueles famosos galinhas rapazes que não podem ver um rabo de saia que ficam agitadíssimos. Você então elegantemente tenta achar algum conhecido para sentar perto e faça isso o mais próximo do altar possível (aproveita e reza para desencalhar, amiga!). Depois disso, é só o padre finalizar literalmente a cerimônia.
Hora de ir para a festa: vamos considerar que você já conseguiu superar a primeira fase do jogo e já tem pelo menos uma amiga tão encalhada quanto você para te acompanhar na recepção dos pombinhos. Bem, obviamente você reparou que classe é a palavra de ordem, ou seja, nem muito soltinha, nem muito amarrada, sempre simpática!
Lembre-se que você saiu de casa para se divertir e não para despejar suas mágoas nos canapés, salgadinhos e afins… vá com calma na comida e principalmente na bebida, pois certamente você está sendo observada, ainda que seja por um cara comprometido ao qual você de cara já eliminou da listinha de possibilidades. Depois de dar aquela beliscadinha básica, para também não pagar o mico de desmaiar no meio do salão (mico sim, porque isso aqui é vida real e não comédia romântica americana!), vá dar a famosa voltinha. Vá ao banheiro, pra lá, pra cá, para o raio que te parta, mas jamais, eu disse JAMAIS, fique sentada na mesa (comendo). Pense comigo: “quem não é visto, não é lembrado!”
O ápice da festa todas sabem que é o momento do buquê, quando a noiva se vinga das amigas encalhadas e estas ainda se prestam ao papel de por em prática toda preparação típica de goleiro em campeonato para literalmente “catar”, sem nenhuma categoria, o maldito buqueê - que em 99.9% dos casos é aquela réplica horrorosa do maravilhoso original feito das mais belas rosas vermelhas do dia. Admito, dá vontade de entrar lá no meio e tentar essa sorte ou azar, mas… contenha-se! Deixe isso para quem está numa situação mais fatídica que a sua. No máximo, se comprometa a participar da brincadeira, mas nada de se empolgar. Não serão meia duzia de flores que vão mudar a sua vida. Se fosse assim, eu já estava pra lá de casada e com vários filhotinhos. Certa vez, quando me recusei a participar do “ritual”, o famigerado buquê caiu justamente no meu colo. Sinceramente, até hoje me questiono se fui contemplada com essa sorte ou esse azar, pois dois meses depois eu terminava um relacionamento de quatro anos e até hoje não consegui me apaixonar novamente! Enfim, aquela bela frase “solteira sim, sozinha nunca” tem cabido perfeitamente para a situação desde junho de 2007. Sorte no jogo, oi?
Então, mulherada, as dicas são mais ou menos essas. Evitem cometer os pecadinhos, sejam eles por omissão ou por excesso. E independente de estar solteira, sozinha e encalhada, curta a vida, os amigos, as festas, as boas (e muitas vezes, únicas) oportunidades, os morenaços, os loiraços…e tudo isso com um certa dose de responsabilidade, ou pelo menos ciência das consequências, lembrando sempre dos ensinamentos dos bambas: “camarão que dorme, a onda leva”.
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Comentários do Post
Menarren Santos Ramos comentou no dia 25/abr/2009 às 2:03 pm
Mais um muito interessante, ótimo e raro post seu, Srta. Avulsa.
Como representante do ‘típico grupinho de amigos do noivo’, no casório em questão, que toda a família da noiva odeia
(menos o coroa – pai da dita – que aceitou de bom grado a dose de whisky do lado de fora), estávamos a contabilizar as
possibilidades entre as primas gordinhas, a desconhecida que chegou rindo alto demais, a tia solteira que estava maravilhosa com aquele decote..enfim, a identificação ocorreu quando A Morena chegou, tão aos moldes de sua descrição que fiquei pasmo. Ela
olhou para nós, (dos outros eu não sei, eu particularmente estava com cara de cachorro com fome) e mandou um boa noite que
lhe deu o título imediatamente. Não participou do ritual mas alguém a ‘catou’ na pista de dança que eu nem vi quando saíram.(Sorte no jogo???) A noite terminou bem, pôquer e mais whisky, a maioria dos comparsas dança como um poste o faz, e vimos o sol nascer junto as encalhadas mais soltinhas e algumas das donzelas românticas em situação fatídica à beira do lago.
Raquel comentou no dia 25/abr/2009 às 2:17 pm
Nossa, amei o post! Gostei mais ainda que daqui uns dias tenho um casamento hahahaha
P.S.: O nome que colocam no autor abaixa a autoestima da pessoa, gente. Avulsa, não! hahahaha
Fernanda comentou no dia 25/abr/2009 às 5:04 pm
“Admito, dá vontade de entrar lá no meio e tentar essa sorte ou azar, mas… contenha-se!” É fácil dizer quando não te chamam no microfone. Minha amiga se casou ontem e fez exatamente isso, enquanto eu apenas queria ganhar o uísque dos garotos.
Mas foi bom ser madrinha, e ir quase sozinha. Pena que não fiquei até a festa acabar por estar sem carro =/
Nathália* comentou no dia 26/abr/2009 às 1:33 am
Nossa!! Essa semana postei no meu blog um pouco da experiência de ir sozinha a um casamento, já que passei por essa situação na semana passada.
É um dos pouquíssimos momentos em que uma companhia masculina me faz falta…
Elisa comentou no dia 26/abr/2009 às 3:27 pm
Concordo com a Nathália, nesses eventos uma companhia faz falta mesmo.
E agora sobre o buquê, eu não participo. Admito que quero casar e adoro toda essa cerimônia, mas eu jamais participei. E se for obrigada, juro que rebato as flores se elas vierem na minha direção. Imagina o mico? Hehe
gilsonpessoa comentou no dia 27/abr/2009 às 1:33 am
Seja bem vinda Nathi
É impressão minha ou pras as festas de casamento as meninas se produzem mais?
Bjus
Nathália* comentou no dia 27/abr/2009 às 10:28 am
@Gilsonpessoa: Realmente nos produzimos mais em casamentos, mas é pq a ocasião pede. Em casamento da pra abusar dos vestidos longos, maquiagem forte, sandálias altíssimas…
Ou seja: pra quem é peruinha (tipo eu) é a ocasião perfeita pra se emperequetar sem ser brega.
Rodrigo[NightSpy] comentou no dia 27/abr/2009 às 11:59 am
muito bom o esquema de ser vista e principalmente se mostrar disponível..pq ficar sentada diminui as chances de alguem bater um papo.
jani correa pacheco comentou no dia 27/set/2011 às 6:52 pm
ola sou un pastor solteiro tenho 43 anos quero me casar ainda moro foz do iguacu pr gostei da materia acredito todos devem devemos buscar nosso caminho que deus nos deixou por aqui devemos procurar encontrar essa pessoa nos espera fiquen com deus a pazzz olhen ten meus contatos la yutube jani pacheco