Por: Márcia
Faz pouco tempo que leio os textos do Diário de Solteiro. Me divirto com alguns, entendo a “revolta” de outros e os comentários são sempre interessantes, pois revelam como as pessoas entendem o texto dentro de sua própria bagagem de vida.
Eu que, entre idas e vindas nessa vida de solteira, tenho quase mais “tempo de casa” do que muitos dos leitores da vida, fico atordoada com o rumo das coisas. Não sou Matusalém, mas sou de outra geração.
Já tive minha fase de comer muito“lanche” e de ser parte da “merenda” de alguém, mas o mundo está ficando muito “moderno” e eu não estou querendo acompanhar isso. Eu nunca marquei transa por MSN, nem acho normal ficar transando a torto e a direito com mil pessoas diferentes, com quem nem conheço (e pior, vejo que tem muita gente fazendo festinha sem camisinha).
Confesso que uma vez pra ter essa vivência, eu fiz sexo com alguém que acabara de conhecer. No fim, o corpo saiu satisfeito e a alma totalmente vazia. Não, não houve ressaca moral. Não me arrependi da transa, o cara mandou direitinho (até me procurou depois, eu é que desconversei), mas aquilo não me disse nada, não fez sentido e foi aí que eu notei que eu preciso mais do que gozo pra considerar o sexo bom…sei lá. Mais sedução, mais desejo, ser conquistada, algum envolvimento…
Respeito todas as filosofias de vida, mas calma lá: O cara fica beijando mil meninas e depois vem pra cima de “moi” – se ele é o rei da baba, o problema é dele, mas daí vir querer que eu encare esse reinado…não dá, né? Se gosta de beber rabo de galo, litros de cerveja ou amoníaco e não está nem aí pro fedor que exala da boca dele, “me inclua fora dessa” barca furada!
Apesar da experiência citada, não curto transar com quem não conheço razoavelmente bem. Putz, se eu não beijo qualquer um, imagine se eu dou “passe de entrada” pra qualquer mané. Se minha boca não é bafômetro, nem depósito de baba…imagine o resto do corpo e os países baixos.
Não estou desesperada (ao menos não, ainda) e, também, não me sinto à vontade de acariciar ou ser acariciada por alguém sem qualquer significado pra mim. Será que se eu fosse homem eu pensaria da mesma forma? Hummmm, na próxima vida, se eu vier na forma de homem, eu respondo. No mais, se bater a fome e não tiver lanche, eu dou um jeito e “me resolvo”
Já me chamaram de cu doce metidinha, fresca, antiquada só por dizer “não”. Sou bonita, inteligente (olha a modéstia aí, gente!), independente, me respeito, me valorizo e por fim, sou careta. Parece que sou meio démodé pra hoje em dia. Você já se sentiu assim?
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Comentários do Post
Alexandre comentou no dia 19/dez/2009 às 8:20 am
E quando você quer uma coisa séria e a menina NÃO ACREDITA?
Como você faz pra convencer que não tá querendo só brincar com ela, que quer conhecer ela melhor?
Claudio comentou no dia 19/dez/2009 às 8:56 am
Olá Marcia. Sou leitor deste espaço a algum tempo e apesar de ser homem e de estar na tricheira oposta, gostaria de parabenizá-la pela coerência do texto. Aproveito a oportunidade para dizer que me identifiquei muito com seus pensamentos e que seria um prazer podermos trocar mais algumas linhas. Beijo grande, Claudio
Ntlia comentou no dia 19/dez/2009 às 9:18 am
Gostei bastante do texto, me achei alí em algumas partes, bem interessante. O que acontece é isso msm, ja me acostumei com esse cenário. Parece uma venda, aliás um negócio.
Todos com suas embalagens reluzindo, cheios de apetrechos. Cada um mostra o que “Tem” de melhor, mulheres hiper vulgares, exibindo sua mercadoria, e na outra parte, chaves tilintando, carteitas sendo escandaradas.. enfim um jogo que não acabará.
Mas acho uma troca justa, porque de ambas as partes, ninguém está interessado nos seus valores, conduta moral, anseios, ou no nome do seu cachorro. Então é isso mesmo…Cada um faz o que quer. Não fico assustada com isso.
Ntlia comentou no dia 19/dez/2009 às 9:18 am
Mas pelo menos pra mim, ja não faz sentido algum banalizar ou facilitar tanto as coisas, estou beeem longe de ser puritana, mas simplesmente não acho muita graça em coisas previsíveis, que não surpreendem, geralmente os “Reizinhos” da noite são de dar dó, cabeça de amendoim, não sabe o que é conquistar, pelos seus apetrechos materiais, já estão acostumados com o passe livre para muitas gazelas livres desesperadas para serem caçadas.
Mas preciso dizer que cada dia que passa está aparecendo mais gente legal e interessante, com bagagem de vida, valores, enfim pessoas interessantes. O negócio é identifica-las.
Maya comentou no dia 19/dez/2009 às 9:57 am
Me sinto assim todos os dias,não julgo quem faz diferente,nem acho que o mundo está perto do fim. Cada um age como quer,se é feliz,parabéns!
Quando você falou de modernismo,me fez lembrar dos meus amigos que me chamam de clássica. Vida de universitário morando fora de casa é perdição total,aí quando tem algum evento mais moderno,fico de fora mesmo e a justificativa “ah,tu é clássica demais,não ia dar certo.’Não consigo nem descrever o modernismo deles,então imaginem…
Leonardo Xavier comentou no dia 19/dez/2009 às 11:32 am
Eu não vejo nenhum, problema. Cada um é cada tem gente que acha que qualquer um serve pra ficar. Tem gente que acha que mesmo pra uma ficada, tem que ser alguém com quem se sinta a vontade. Eu não chamo isso de cú de doce.
RaphaelReis comentou no dia 19/dez/2009 às 12:13 pm
Ouço muito aquela conversa: “Ah, as pessoas tem que se valorizar mais.” Não sei se é uma verdade absoluta, acredito que o que as pessoas tem que valorizar mais na verdade, são os seus relacionamentos, sejam eles namoros, casamentos, ou vá lá, uma ficada descompromissada. Vc se pergunta sobre como os homens se sentem em relação à isso!? De forma honesta, não é tão diferente da sua interpretação, sim, nós possuímos um desprendimento maior, mas isso não significa os homens consigam transar com uma mulher sem envolvimento algum e ainda encontrar algum significado naquilo, mesmo falando de homens em geral. A palavra chave que você citou é: “envolvimento”. Essa é a palavra que cria uma relação saudável e prazerosa, sem isso indepedente do rótulo que a relação tenha, com certeza é mais díficil curtir a transa ou um momento íntimo com alguém de forma adequada. É nisso que acredito.
Gabi comentou no dia 19/dez/2009 às 3:49 pm
Me voilà!
Achei que eu era a única…
Eduardo comentou no dia 19/dez/2009 às 4:35 pm
Marcia, parabens pelo texto esta bem escrito.
Moro em SC, e claro que ha cafas em todos os lugares, mas meses atras ja tenho reparado que o comportamento que vc descreveu acima vem se tornando presente inclusive em antigos figuroes pegadores (sejam homens ou mulheres). Pode ser um novo movimento que esta surgindo, que tem por principal objetivo estabelecer relacoes mais duradouras com as pessoas.
Acredite, essa comunidade eh pequena, mas vem crescendo rapidamente. Ja ouvi alguns dizendo que apenas estao buscando a qualidade ao inves de quantidade, por mim tanto faz.
O importante mesmo eh que ele existe.
Abraco
Nati comentou no dia 19/dez/2009 às 8:08 pm
Nossa perfeito seu post, eu me sinto exatamente assim. O mundo está perdido mesmo ou só posso ter nascido na época errada, mas enfim, prefiro ser quem eu sou ao invés de ir na onda do momento
Bju
Marcia comentou no dia 19/dez/2009 às 11:23 pm
Alexandre: se a menina não acredita ou vc fez a abordagem de n. 547 e a menina já conhecia essa cantada, ou vc assustou a garota (muita sede ao pote). Pode ser que ela não queira nada sério, tb. Se vc quer convencer que não quer brincar, não brinque… como já sugeriram num post, olhe no olho e diga o que vc quer.

Claudio: estamos aqui pra isso, só não sei se e legal colocar o e-mail aqui… não sei as regras da casa
Ntlia: pois é… eu ainda me assusto às vezes… e espero encontrar e conseguir indentificar essas pessoals legais e interessantes
Maya: concordo – cada um tem que fazer o que precisa pra ser feliz, mas esses modernismos “inomidados” são fogo… e pode me colocar na lista de “super clássica”
Leonardo: na verdade, o “cu doce” é mais uma tentativa de inibir e tentar convencer a garota de fazer o que ela não quer do que um modo de ofender.
Raphael: bom saber que os rapazes, de certa forma, tb pensam assim.
Gabi: vc não está só no mundo:D … bem vinda ao clube das “clássicas”
Eduardo: obrigada!!!! vc me deu esperanças de um dia achar minha tribo… já tava pensando que eu era de outro planeta
NAti: Bem vinda…mais um membro pro clube das “clássicas”… (dê uma olhadinha no comentário acima)
Pat comentou no dia 19/dez/2009 às 11:44 pm
P-E-R-F-E-I-T-O
Concordo com texto, sem tirar nem pôr
Parabéns, vc n é a única MESMO q pensa assim. Graças a Deus.
Dizz comentou no dia 20/dez/2009 às 1:02 am
Achei otimo a abordagem do texto,dou o maior ponto a essas mulheres que não se dão a qualquer um e tão pouco ficam se gabando de quantos beijou o se deitou por ai.esse “modismo” não tá com nada,e muitas pessoas não percebem isso,preferem tudo facil e sem perceber acabam ficando vazias de si.nada contra as pessoas que querem algo casual(as vezes).mas passar o tempo com uma mulher que se dar o valor é bem mais gratificante.tomar cuidado com sigo mesma(o) nunca deixou de ser tão “atual”,é que as pessoas se esquecem de si e querem embarcar no mundo do ego tolo,chamnado as pessoas que não embarcam nisso de “classica”.da um tempo.
Edy comentou no dia 20/dez/2009 às 4:23 pm
Ola Marcia, conheci o site a algum tempo e venho gostando muito do que leio aqui assim como você, e penso igual você (apesar de ser homem) não vou pra balada ou pra outro lugar pensando em pegar geral, é legal conhecer alguem interessante mas sair dando em cima de todo mundo não rola, tenho amigos que saem por ai e fazem a festa e no final saem sozinhos e ficam sozinhos depois, o legal é conhecer alguem criar afinidades e pelo menos ela lembrar seu nome no outro dia, eu busco qualidade e não quantidade em mulheres na balada. Curti muito o seu texto.
Nati comentou no dia 20/dez/2009 às 8:52 pm
Será que ser do clube das “clássicas” é bom na opinião masculina?? Acho que quem faz parte desse “clube” concorda que sim né?
Bju
Maya comentou no dia 20/dez/2009 às 9:19 pm
Deixaram o termo demodé e agora é ‘clássica’. Vou mostar esse post pra meus amigos
Eu como clássica assumida não sei se ser desse jeito é bom ou ruim na opinião masculina,até agora ninguém nunca chegou pra me dizer “vai lá,campeã,continue assim,você está no caminho certo’.
Como eu já disse em um comentário acima ‘o importante é ser feliz’ seja como você for,sem se importar com o que os outros vão pensar.
Marcos Fujiwara comentou no dia 21/dez/2009 às 5:52 am
Alexandre: eu não tenho paciência com mulher assim, se ela não acredita, que volte a correr atrás dos cafas que a chutaram. Quer dizer, elas são complexadas pra caralho com cafajestes e nós pagamos o pato.
Zombie comentou no dia 21/dez/2009 às 7:17 am
Vai lá, campeã, você está no caminho certo!
Márcia, você está certíssima.
E homem que fala que o seu comportamento é cu doce, é porque SÒ queria te comer mesmo.
Homem prega muito que quer bem-resolvida pra comer e a guria não encher o saco depois, ok?
Pra achar alguém legal, num tem fórmula.
Mas ser você mesmo, se respeitar, e FILTRAR E CORTAR quem num presta, já diminui boa parte dos problemas.
De resto, é dar tempo ao tempo.
Tati comentou no dia 21/dez/2009 às 7:27 am
Mais uma pro time das “clássicas”
Ótimo post!
Camy comentou no dia 21/dez/2009 às 8:27 am
Sei lá, acho que vem de cada um mesmo. Se eu faço isso e to feliz, o problema é meu. A diferença é que não pego o primeiro por aí e vou dando na certa. Sempre tenho amigos que vem a calhar, então acaba não sendo uma coisa estranha. Eu to bem asssim
E como não me envolvo demais, acaba sendo fácil, não me sinto vazia porque foi com uma pessoa legal, aquele amigo.
Patricia comentou no dia 21/dez/2009 às 10:27 am
Bom saber que mesmo no time das solteiras ainda existem mulheres que pensam assim!
MCláudia comentou no dia 21/dez/2009 às 10:35 am
Muuuuuito bom esse texto, Marcia!
Como disse o Claudio lá no segundo comentário, o post está bem coerente!!!!!!
Bjs
Daniel Iserhard comentou no dia 21/dez/2009 às 10:38 am
Senti uma necessidade de desabafo pessoal e aceitação pelo público, e no fundo uma mágoa. E discordo, mas acho legal a iniciativa de tentar se encontrar.
Delio comentou no dia 21/dez/2009 às 12:02 pm
Bem Marcia, acho q se soubessem um pouco da minha historia me chamariam de moralista…
Pra mim não existe lanche nem merenda, festa so com convite e programação bem antecipada… apesar de ser homem e infeslismente a maioria de nos “come” qualquer coisa, sou do mesmo pensamento que vc.. esse corpinho aqui não é pra qualquer uma, tem q mostrar q mereçe e q vai valer a pena, tbm ja disse não e fui taxado de viado, mas como não tenho q provar nd a ninguem nem ligo!
Parabens!
Marcia comentou no dia 21/dez/2009 às 5:10 pm
Pat, Patrícia, Dizz e Edy:



.. bem vindo ao clube dos “clássicos” !
Nati: na boa… não me importo com isso… será que é por isso que estou solteira?
Maya: é isso aí… cada um tem seu jeito de ser feliz, eu só coloquei meu jeito de ser
Zombie: valeu a força
Tati: bem vinda!
Camy: se pra vc funciona, vá em frente e continue feliz… como a Maya disse “cada um tem seu jeito” … não tenho nada contra quem curta essa “modernidade toda”… só não serve pra mim.
Daniel: desabafo? mais ou menos. Aceitação pelo público e mágoa? nenhuma. Você discorda? é seu direito, como já se disse “cada um tem o seu jeito de ser feliz”… eu não estou aqui pra julgar e nem ser julgada… só expressei como eu penso.
Délio: parece que os démodés não está tão fora de moda assim
Lírio do Campo comentou no dia 22/dez/2009 às 7:59 pm
Bacana d+ o texto.. Bom perceber q não estamos sozinhas(os) no mundo. Que ainda existem pessoas capazes de perceber no outro um pessoa tbem com desejos, sonhos e sentimentos e não mais uma carne pra abate. Infelizmente, a grande parte das relaçoes de hj são vazias e rápidas; numa busca desenfreada do prazer pelo prazer. Mas o prazer é passageiro. Ainda tem muitos querendo relacionamento curtos e passageiros, mas percebo, como muitos já postaram, que essa realidade bem mudando… Realmente é relaxar e selecionar. Assim, como tem mulheres que pensam assim, haverão homens no mesmo sentido… O que não pode é perder o foco daquilo que se quer, independente do resto.
Marcinha Bo comentou no dia 27/dez/2009 às 7:31 pm
Concordo de “A a Z”. Costumo dizer que não sou mercadoria onde passamos na prateleira, pegamos o que desejamos no momento…. usamos, comemos, sei lá o que e depois descartamos.
Amei seu texto. Acho bom vc ser membro do Diário….rsrs
Bjs
Mayara comentou no dia 07/jan/2010 às 11:19 am
Também achei que era a única a pensar assim… Não consigo me acostumar com essa modernidade toda!!
Amanda L. comentou no dia 18/jan/2010 às 7:44 pm
Parabens pelo post Marcia…
E concordo plenamente com vc!!!!!!
E fico feliz em ver q tem mais gente q pensa como a gente….
Bjusss
- Bia _ comentou no dia 24/jul/2010 às 4:00 am
Márcia,vc está de parabéns e me sinto da mesma forma,meio que antiquada aos temos de hj,realmente temos que respeitar a filosofia de vida de todos,mas não embarcar nessa onda que se encontram! Realmente hj as coisas estão mt banalizadas,eu por ver mt disso no meu cotidiano (pois tenho 17 anos);vejo garotas com comportamentos extremamente vulgare,e os rapazes nada bobos aproveitam dessa vulgaridade.Vejo e ouço coisas que fico perplexa hj em dia os meninos já chegam beijando e qnd vc percebe e lá já foi ele e vc nem viu ql era a cor dos olhos e tão pouco sabesse o nome!
E por eu me respeitar acima de ql qr modinha e pensar,que não é ql qr um que vai chegar a mim e levar um beijo ou me levar pra cama,sou chamada de careta,velha antiga e até comparada com a MÃE,de amigas.Mais se for para me comportar de formar que não é do meu stilo,tanto me impota se digam que a minha identendidade é de uma adolecente e personalidade fora de moda,não importa do que serei taxada CLÁSSICA,DEMODÊ ou não o que importa é que tenho uma persolnalidade, e pensamento que ainda se mantém viva pela minha felicidade!
ADOREII O SEU TEXTO e fico extremamente feliz por não ser a única. Me valorizar e seguir os meus principios sempre! DEMODÊ OU CLÁSSICO, SEREI SEMPRE ASSIM !