Publicado por Jackeline Aguiar em 8 janeiro, 2010 às 0:30 | 18 comentários
Casais, Homens, Mulheres, Orgasmo, ponto g, Saúde, Sexo
Olá. Como estão?
Antes de tudo, feliz ano novo e que 2010 seja simplesmente “the best”. Aliás, ele já chegou causando polêmica e não estou falando daquela moça que fará parte de certo reality show global famoso, ao que parece durante essa semana um dos maiores mitos femininos foi desmascarado e foi tanta a felicidade dos homens, que decidi falar sobre o assunto.
O ponto G foi declarado invenção da cabeça de pessoas sem ocupação – pessoas do sexo feminino, diga-se de passagem – e aqueles que se sentiam frustrados por nunca terem proporcionado as mulheres que passaram por sua cama tal prazer, puderam respirar aliviados. Se ele existe ou não, não cabe a mim dizer, afinal nunca fui afortunada com tal graça, mas ele não é e nunca foi uma invenção do sexo feminino, muito pelo contrário. O ponto G tem este nome em homenagem ao médico alemão Ernst Gräfenberg – o primeiro a estudar em 1950 as diferenças do tecido vaginal -. O termo foi reconhecido na década de 80 e de acordo com Gräfenberg, essa região é mais sensível e quando estimulada durante a penetração pode se expandir até atingir o tamanho de uma pequena moeda. O que termina em um intenso orgasmo. O tal ponto é levado a sério pelas americanas, que estão bem à frente das brasileiras quando o assunto é satisfação própria. Lançado por lá em abril, o livro “Thanks for coming” – escrito por Mara Altman que narra sua busca ao famoso orgasmo fodástico que é proporcionado pelo ponto G – já rendeu muito. Eu não li o livro, só sei que ela alcança seu objetivo. Aliás, é de lá também que vem o polêmico “Indústria do Orgasmo”, documentário que mostra os bastidores da indústria farmacêutica em busca de alternativas que possam auxiliar o prazer feminino. Exemplos? A polêmica injeção intravaginal de colágeno, mais conhecida no Brasil como a técnica que promove o aumento do ponto G. Para muitos a aplicação é semelhante ao uso de próteses para aumentar o tamanho do pênis, já que recorrendo a essa alternativa, a mulher pode ficar mais autoconfiante e, como consequência, estará mais aberta psicologicamente. Ainda sim não é recomendado por especialistas que acreditam que o caminho para a satisfação sexual é o autoconhecimento.E não é?
O ato sexual parece bem simples a primeira vista. Dois corpos com um único objetivo: foder muito atingir o orgasmo. Para o homem a matemática geralmente é fácil. Seu membro de anatomia simples é formado por muitas terminações nervosas que estimulado da forma correta, proporciona grande prazer que, diga-se de passagem, é bem visível através da ejaculação. Dizem que os homens também podem fingir orgasmo. Como? Não faço idéia. O fato é que desde pequenos eles são incentivados a exibir e adorar seu incrível instrumento de poder prazer. Já a mulher, bem, com elas o buraco é mais embaixo, com o perdão do trocadilho. Desde cedo somos levadas a crer que devemos ter vergonha do próprio corpo, que devemos nos portar de maneira correta na presença do sexo masculino, que nosso órgão sexual é feito para dentro justamente porque deve ficar escondido e, todo aquele blábláblá de brincar de casinha. Boring.
A questão é que por mais que o tempo passe, anos de modernidade vão por água abaixo quando o assunto é sexo versus amor. Primeiro por causa do típico “ah, o que ele vai pensar de mim? Vai me achar uma puta se eu pedir pra ele fazer assim e não assado. Se eu pular em cima dele com tudo, capaz de perguntar como eu aprendi tais técnicas”. Segundo por medo de ferir o ego masculino: “como ele ficará se eu disser que odeio aquele “golpe do cachorrinho?”. Então tanto homens quanto mulheres desistiram do tal orgasmo através do ponto G.
Mas a ciência está ai para ajudar não é mesmo? Primeiro os comprimidos azuis feitos para auxiliar homens mais velhos com problemas de ereção, que são usados por homens cada vez mais jovens e agora injeções que garantem a satisfação feminina sem muito esforço. Hoje tanto ele quanto ela, deitam na cama sem maiores complicações, ele sabendo que poderá aguentar uma maratona de 10 horas de sexo e ela sabendo que não precisará do orgasmo. Legal hein? Não.
O sexo deveria ser um ato de exploração mútua onde tentamos descobrir de que forma levar o outro a loucura através do toque. É quando fechamos os olhos e sem pudores nos entregamos, damos ordem, obedecemos, somos putas, sadomasoquistas e o diabo a quatro, ou de quatro. Se a mulher não está satisfeita com o próprio corpo, nem o conhece bem, todos estes métodos não passam de ilusão e no fim ela jamais saberá o que é o sexo de verdade. Porque este é bom, ainda que não sejamos presenteadas com um orgasmo no final. As mulheres precisam entender que o autoconhecimento é o único caminho para a satisfação.
E vocês, o que pensam sobre o assunto? Acham válidos todos esses caminhos artificiais que garantem noites perfeitas? Como mulher, faria a cirurgia? E o homem, se sentiria bem sabendo que o orgasmo de certa forma nada teve a ver com ele, mas sim com a cirurgia que simplificou a vida dela?
Beijos!
Referências: Injeção pode estimular o ponto G.
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Pamela postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 8:36 am
Mto legal o texto, só restou uma dúvida: Como é o golpe do cachorrinho?! haha
Luiz postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 8:51 am
Mto legal o texto, só restou uma dúvida: Como é o golpe do cachorrinho?! haha[2]…huahuahuahuahua
Achei interessante o texto, e bem contextualizado, com relação a polêmica do ponto G, não existir, mas se pensar bem as pessoas viveram 1950 anos depois de cristo e sabe-se lá quantos anos antes, sem saber dele, colocar a existência dele em cheque não muda muita coisa, o grande problema das pessoas é o medo do pensamento alheio, o que torna a questão da falta de orgasmos e problemas na sexualidade, mais uma falta de confiança e realmente autoconhecimento e conhecimento mútuo entre os parceiros!!!
Bom e todos esses caminhos artificiais, devem ser totalmente frustrante, apesar que hj em dia tem gente que se contenta com sexo virtual, deve ter gosto pra tudo!!!!huahuahuahua…até a próxima, bjos!
Naninha postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 9:40 am
Mto legal o texto, só restou uma dúvida: Como é o golpe do cachorrinho?! haha[3]
Dizz Terryfild postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 10:05 am
Assunto bastante interessante.com toda aliberação de hoje ainda tem genet te não se auto-conhece,mesmo sem liberação,as pessoas deveriam tratar isso com algo essencial na vida.recorrer a caminhos artificiais reflete no hoje.onde as pessoas querem tudo pronto eacham com facilidade.mas cada um escolhe seus mainhos né?e são felizes do seu jeito né?
Na minha opinião sem essas “parafernalhas” todas,há um sexo gratificante e gostoso,as pessoas estão ansiosas,não se conhecem e esperam que as pessoas adivinhem o que elas querem na hora do prazer.
e só uma coisa que ja perguntaram e tambem estou curioso.Como é o “golpe do cachorrinho”?rsrsrsrsrsrsrsrsr.
Um abraço Jackeline,seus textos são otimos.
Jackeline Aguiar postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 10:30 am
Pamela, Luiz, Naninha, Dizz … obrigada gente!
Golpe do Cachorrinho? hauahua sabe né? o movimento que o cachorro faz com a lingua quando está bebendo água? = sexo oral… haahauahauhaua
Alexandre postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 10:55 am
esse texto me deixou com tesão.
Leandro Duarte postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 11:15 am
huauhauhauh golpe do cachorrinho é simplesmente sensacional
rí muito
Alias, cachorro que late, morde?!
Ótimo texto Jack, beijão
Luiz postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 11:16 am
“Eureka!!!!”uhauhahuauhahuahuauh agora entendi!!!=P….eu tava pensando no golpe do cachorrinho onde o homem ajoelha e implora e a mulher decide se dá ou não o “biscoito”!!!huahuauhauhahuahua…(OK, podre essa…mas serve pra rir!!!eu li o texto 8:30 da manhã…me deem um desconto!!!uhahuahuahuahu)…e pelo menos não fui o único com dúvida!!!!valews companheiros e companheiras de dúvida!!!hehe
Lih postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 11:39 am
Adoreiii essa de Golpe do cachorrinho. Ri horroreeees!
Assunto muito bem explorado. Bom texto, Jack.
Maya postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 12:08 pm
Eu também não tinha entendido o ‘golpe do cachorrinho’ hehe.DsD é muita cultura,sempre ajudando a adicionar novos termos ao meu vocabulário,além do conhecimento adquirido,é claro.
Excelente texto,Jack.Você está cada dia melhor!
Veronica Couto postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 1:09 pm
show de bola seu texto!!!
o golpe de cachorrinho foi o melhor…huahuahuah
Angolfur Lems postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 4:51 pm
Realmente, o tal “golpe do cachorrinho” foi deveras interessante e divertido.
Em latim é cunnilingus.
Mas, gente, a parte do texto: “ah, o que ele vai pensar de mim? Vai me achar uma puta se eu pedir pra ele fazer assim e não assado. Se eu pular em cima dele com tudo, capaz de perguntar como eu aprendi tais técnicas”. ???????
Em alemão: Was ist das? Wie das?
Brincadeira, mas analisando por partes:
- ah, o que ele vai pensar de mim?
Não penso nada.
- Vai me achar uma puta se eu pedir pra ele fazer assim e não assado.
Não acho nada, pede que eu faço.
- Se eu pular em cima dele com tudo, capaz de perguntar como eu aprendi tais técnicas.
Não pergunto nada, juro, e não machucando, bota o trem pra pular.
Mas, muito bom texto para começar o ano.
Tschüss!
Jacke postou em sexta-feira, 8 janeiro 2010 às 5:39 pm
@Alexandre,

obrigadaaa
@Leandro Duarte, Vai ver que ele só late porque está do outro lado do portão… né não? Se você entrar, certamente sairá mordido…
@Luiz, quando me contaram isso a primeira vez, eu também não entendi… hauahaua
@Lih Obrigadaaa
@Maya … obrigadaaaaaa
@Veronica hauahaua
@Angolfur Lems
Agatha Paulline postou em sábado, 9 janeiro 2010 às 12:07 am
Disse tudo mulher, não existe receita melhor para alcançar o prazer que do que conhecer o próprio corpo. To começando a me sentir uma sortuda…hehahaha…beijos…
Transeunte postou em sábado, 9 janeiro 2010 às 1:34 am
Que me desculpem as meninas que concordam que “não existe”, porque vocês tão sendo mal-comidas! Tão perdendo uma das experiencias mais intensas que poderiam ter como mulheres… Troquem de macho, ou ensinem o seu!
E quanto à pesquisa.. Dá pra entender a distorção: foi feita com ingleses, um dos povinhos mais feios e sem-sal que ja habitaram esse planeta…
Renata postou em domingo, 10 janeiro 2010 às 12:43 am
Jacke, me chame de old-fashioned, mas pra mim nenhum truque mecânico funciona se não houver envolvimento e um mínimo de química e intimidade. Aliás, tudo que eu já comprei ou usei como artifício na vida foi pura perda de tempo e dinheiro. Beijos, querida!
Rúbia postou em terça-feira, 12 janeiro 2010 às 9:19 am
A intrigante questão do prazer feminino vai looooonge… Eu acho que a mulher deve descobrir o seu prazer ela mesma… por mais que isso seja um tabu, que seja “feio”.
A nossa sociedade (machista) não fomenta o prazer feminino; isso é muito dito, discutido, mas o que há mesmo é aquela coisa: as mulheres mais “atiradas” (ou que se permitem sentir prazer em toda a sua potencialidade?) são umas vagabundas q só servem pra curtir… e as “certinhas” são pra casar. E dentro dessa lógica… lá se foi o prazer feminino, ou a parte realmente boa dele, pelos ares…
Aí os laboratórios têm q ficar inventando injeção…
Piero postou em sábado, 16 janeiro 2010 às 11:21 am
aEHaAHUeHUaHUa
Jacke eu te amo
o jeito que voce escreve eh tudo na minha vida.
Assunto interessante, eu ja tentei axar varias vezes, ja estudei sobre e tudo. Mas p/ mim, ate existe um Ponto G, e isso eh psicologico, mudando de lugar de mulher p/ mulher. Esses pontos sim, ja achei varios, totalmente diferentes em cada uma.
Entao, dado essa minha teoria, concordo contigo 100% em:
“O sexo deveria ser um ato de exploração mútua onde tentamos descobrir de que forma levar o outro a loucura através do toque”
Bom fds p/ vc