Qualquer pessoa que viaje por um período considerável para o exterior considera a hipótese de pegar um gringo(a). A idéia da body language e de um louco romance tórrido com data de validade marcada é tentadora. É o tipo da história que você quer viver para contar para os seus netos e falar “ah, a juventude!”. O problema é que isso aparentemente só acontece nos filmes.

Desembarquei em Lisboa e em pouco tempo já percebi os olhares. Seriam 23 dias em território europeu, 9 cidades e muitos loiros aguados pela frente. Na primeira saída do hotel pro Mc Donald’s mais próximo já ouvi umas cantadas e tudo mais, mas nada que não aconteça aqui em São Paulo. Só que a diferença é que europeus simplesmente não têm esse tipo de abordagem: ELES NÃO TÊM ABORDAGEM.
Dias se passando, cidades se passando e eu só observando ser observada e a cara de ponto de interrogação masculina que costumava ir da minha cara para as minhas pernas perguntando-se “de onde raios ela é?”. Freqüentemente acharam que eu era italiana (e eu não tenho nada de italiana). Porém, ao chegar na Itália, desconfiaram que eu fosse espanhola, mas geralmente acertaram ao chutar “sul-americana? Brasileira? *cara feliz*” e só.
Aquela lenda toda de brasileira chamar atenção (e eu me incluo aqui, pois sou o “tipo” típico brasileiro – morena-não-magrela) talvez seja verdade, mas os gringos simplesmente não sabem o que fazer com isso. Vou confessar que não fui em nenhuma balada pois não podíamos perder tempo dormindo até mais tarde, só que também não sei o quanto isso seria útil, já que as gringas saem de shortinho e meia fio 20 com temperatura a 2ºC e eu, brasileira que sou, estava sempre friorenta e fina de sobretudo de lã.
Mas, vamos lá, né? Eu também não fiquei trancada no hotel ou num ônibus turístico: saí pra tomar cerveja, fui em pubs, conversei com gringos e etc. e o máximo foi ganhar um abração de um francês maravilhoso, muitos olhares e um espanhol simpático que conversou comigo e com minha amiga por quase uma hora no restaurante à beira do rio em Veneza e pagou nossos cafés. Gentil. E, enfim, ele deu o cartão dele, pois visita o Brasil duas vezes por mês à trabalho e quer companhia pra sair à noite em São Paulo. Como minha amiga gostou dele, mais observei a coisa toda do que participei. Aliás, vou perguntar se ela mandou e-mail pra ele…
Agora, tá, contei relativamente bastante sobre a parte que interessa a vocês da viagem, e digo onde quero chegar com isso tudo: apesar dos gringos serem absurdamente mais lindos, gentis e estilosos do que 90% da população masculina de São Paulo, eles simplesmente não têm ação (nem com as gringas de roupa curta). Fora que a a nata da população parece estar comprometida. Logo, concluo inevitavelmente que prefiro nossos latinos calientes.
E, ah, um recado para os meninos: corram logo para Amsterdam, pois estão tentando “limpar” a cidade. Limpar tanto das putas quanto do resto da festa que vocês imaginem que é por lá. O que eu achei? Uma cidade pacata e liberada, cheia de coisas safadinhas para se fazer (sim!), mas que tem vida noturna morta, pois imaginem vocês que às 23h de domingo tudo já estava fechando. Pois é. São Paulo dá uma surra neles.
Un besito para todos los chicos calientes de mi Brasil.
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Comentários do Post
Alexandre Formagio comentou no dia 10/fev/2009 às 9:17 am
Que maravilhaaaaaaaaaa
Cara, mas só de ir na Europa já vale, neste caso EU considero pegação como um segundo plano
Sabiá comentou no dia 10/fev/2009 às 9:38 am
Pintosa, o Rio de Janeiro continua lindo. Não se esqueça disso.
Karolina comentou no dia 10/fev/2009 às 11:20 am
Fui nas férias de julho pra França. Tive a oportunidade de ver um francês em ‘ação’. Meo, que lerdeza. Foi tipo, umas duas semanas de cortejo saca? Se fosse brasileira, a menina já tinha mandado ele a pqp.
Acho que o cara era mané mesmo, menino inexperiente. Mas pelo pouco que eu fiquei lá, as meninas têm bem menos mimimi e chegam bem mais nos caras do que as brasileiras.
Ótimo blog!
Beijos
Abigail comentou no dia 10/fev/2009 às 11:23 am
Europa e EUA, é mais passeio e cultura. Pegação é mais na América Latina. Gringo tem medo de processo… lá as mulheres provocam mas não agem e eles são mais receosos.
sanseverini comentou no dia 10/fev/2009 às 11:38 am
Ahhh, se eles limparem Amsterdam antes de eu ir pra lá, vou cometer suicídio.
Que fique bem claro que não é com as putas que eu tô preocupada tá.! ahahhahaha.!!!
Fê comentou no dia 10/fev/2009 às 11:47 am
Sim, eles são bem lerdinhos e respeitadores. É fofo e gentil, enfim.
Lá a coelhinha da playboy não seria bolinada.
Fê comentou no dia 10/fev/2009 às 11:49 am
@Abigail
sim, pra mim também foi passeio e cultura, senão eu tinha topado ir pra baladas e perdido uma manhã no museu, por exemplo. Não mudaria nada na minha viagem! Mas foi interessante observar o comportamento por lá…
Nigro comentou no dia 10/fev/2009 às 12:01 pm
O que são os extremos, não é mesmo? Aqui no Brasil a mulherada reclama que os caras são sem-noção, chegam de qualquer jeito (e, porra, é verdade… os malucos tão acabando com a já moribunda reputação masculina) já lá pelo Velho Mundo os caras são tirados por débeis mentais, bundões ou no mínimo ‘devagar-devagarzinho’ no melhor estilo Martinho da Vila.
Será que existe um lugar no mundo, um pouco mais equilibrado? Ou é tudo questão de adaptação? Será que as mulheres de lá tem as mesmas reclamações que as daqui… sei lá, qualquer dia desses descubro (ou não).
GUTO comentou no dia 10/fev/2009 às 12:13 pm
E tu precisou ir do outro lado do oceano para se dar conta que homem é bom é o brasileiro. Só a Gisele B. discorda, afinal de contas ela só pega gringo. Enfim. Ótimo relato o seu.
Fê comentou no dia 10/fev/2009 às 12:16 pm
@Guto
eu fui lá pra ver outras coisas na verdade. hehehe
Gringos são só um plus.
Paula comentou no dia 10/fev/2009 às 12:52 pm
sou leitora recente do blog mas resolvi dar meu depoimento sobre europeus. realmente, eles são mais devagares, gentis e estilosos. mas eu acho que é porque eles dão um valor diferente a relacionamento. eles não ficam tão fácil porque não se envolvem a toa. relato pessoal a parte: o nosso problema é que viajamos rápido demais. explico: como tempo e dinheiro não sobra a ninguém, passamos pouco tempo em cada lugar, então não conseguimos realmente conhecer alguém para que eles decidam tomar uma atitude. na minha última viagem tive um mini-romance com um belga mas admito; eu tive que dizer com todas as palavras que queria dar um beijo nele pra acontecer alguma coisa =) e foi bem legal! na verdade, rendeu; nos falamos até hoje, diariamente =) porém teve o outro lado: ele era amigo de um amigo próximo, que ficou indignado com a situação e me perguntou qual era minha intenção no homem que fiquei; ou seja, eles ainda não encaram o ficar por ficar com tanta facilidade!
Camilla comentou no dia 10/fev/2009 às 1:50 pm
Ahh, tem toda aquela coisa do romantismo na França, né. Quanto mais tempo durar a conquista, melhor para eles. Lembrando que é uma coisa de cultura. Brasileiro tá acostumado a fazer tudo de uma vez e depois disso acaba todo o tesão da coisa, não tem mais magia, nem o que fazer com a pessoa, e…partem pra outra.
Rafaela Buss comentou no dia 10/fev/2009 às 2:08 pm
quase 3 meses em Berlim foram mais que suficientes pra ver que não há nada como os latinos. Por ser uma cidade turista, altamente frequentada exemplares de todas as nacionalidades possíveis, vi de tudo. Europeus não estão com nada!!
Os mais interessantes ainda são os espanhóis, mas eu tinha um certo receio. Como era inverno, eu tinha a impressão que eles não tomavam banho frequentemente. E isso me dá nos nervos… Urgh!! Sei não… prefiro os brasileiros, quem sabe uns paraguios e argentinos… Além de quentes constumam tomar banho todos os dias!
sanseverini comentou no dia 10/fev/2009 às 2:36 pm
Nossa, eu peguei um uruguaio uma vez em SP. Que meu deeeus. Ele era jogador de futebol de uma universidade x lá.. Nunca mais esqueço. E no reveillon de 2007/2008 eu tava em Maresias, vendo se ainda dava pra entrar no Morocco e um gringo de localidade x me beijou. ahuahuah. Fora isso, peguei um inglezinho filé e só. Preciso aumentar minha interação internacional. ai ai.
Fê comentou no dia 10/fev/2009 às 5:04 pm
hahaha
é, meninas, eu peguei um chileno faz TEMPO e até hoje não esqueço.
Eduardo Lima comentou no dia 10/fev/2009 às 5:22 pm
— pois sou o “tipo” típico brasileiro – morena-não-magrela —- Adorei ler isso.
a proposito, quando tu vens em recife?
Eduardo Lima comentou no dia 10/fev/2009 às 5:23 pm
ah, foto massa. gostaria de ver mais fotos da tua viagem … pareces bem criativa
Alexandre Formagio comentou no dia 10/fev/2009 às 6:46 pm
Eduardo lima, vai xaveca-la em PVT feladapota asuhashuas
Cris Pereira comentou no dia 10/fev/2009 às 7:14 pm
Ahhh que deliciaaa de viagem!!!
Se viajasse pro exterior não sairia pra pegação não, se rolasse rolou!
Um dia também vou! Legal a foto!!
bjaooooooo
Stefani comentou no dia 10/fev/2009 às 8:30 pm
Pra que se preocupar com a solteirice na Europa ?! HAHAHA
Mya comentou no dia 11/fev/2009 às 3:39 am
Eu já tive experiências com ingleses, argentinos e espanhóis. E vou te dizer, o sangue latino realmente é o melhor!! Po, ir pra Europa é pra conhecer lugares e tirar fotos, se quer pegar gringo vai no O’Malleys aqui em Sampa! lol
Gabriel Freitas comentou no dia 11/fev/2009 às 8:58 am
hahahahahaha, mas mesmo assim deve ter sido proveitoso conhecer e comparar pessoas de diferentes lugar né?
Meu primo foi pra lá (EUROPA) e falou que as alemãs são lindíssimas. Da próxima que for pra EUROPA dá um passadinha rápida na Alemanha. Meu primo disse que eles são muito mais legais até do que os franceses. Bjaum!!!
Eduardo Lima comentou no dia 11/fev/2009 às 3:22 pm
Ae Alex, to chavecando nao véio , hauhauhhuahua nao colaria… se os lindos loiros da europa nao convenceram o que seria de mim , preto , pequeno, feio , liso e de jaboatao dos guararapes. hauahuhuahuauha
Na comentou no dia 02/abr/2009 às 2:25 pm
Vou totalmente com a Paula. Já fiz intercâmbio e percebi q o lance é esse mesmo: “eles dão um valor diferente a relacionamento”. Não ficam por ficar com a mesma facilidade que nós brasileiros, esperam até ter certeza do que querem pra chegar numa menina e, mesmo tendo certeza, só chegam se tem intimidade com ela. Isso tudo tem que ser no local e no momento certo. (!!!)
No começo fiquei indignada com essa lerdeza toda, depois compreendi que era questão de cultura e comecei até a achar bonitinho…
O lado bom? Meus relacionamentos com gringos, mesmo tendo “data de validade marcada”, foram os mais intensos que já tive. Acho que toda essa preparação e essa educação pra chegar em mim, criou uma relação de confiança bem diferente de tudo o que eu já tinha visto. Lembro sempre com carinho de um certo “chico muy guapo”…
Thiago BD comentou no dia 16/out/2009 às 4:01 pm
Bem, todo esse discurso só reforça a tese que brasileira gosta mesmo é de homem cafajeste…
Alexia K. comentou no dia 08/fev/2011 às 11:26 pm
@Thiago BD
Talvez mais iniciativa e uma pitada de cafajestagem.*
Jose Carlos comentou no dia 24/mar/2011 às 4:43 pm
Minha amiga, tu é uma periguete e deve ser feia pra burro !! A sua experiência não é a realidade que outra pessoas passaram por la, e nesta incluo eu mesmo.
Saul Gestich comentou no dia 04/abr/2011 às 1:10 pm
Hmmm … estamos fazento o roteiro para Europa … por enquanto 17 dias !!! .. alguma sugestão ???? =) .. temos mais ou menos pre definido alguns paises, masss, queremos é muita farra !! kkkk … eeee coitada das gringas !!! rss