Uma experiência extraordinária, que me fez esquecer um relacionamento corrompido.
Nasci em Pindamonhangaba SP… sem gozação, por favor (risos)! Uma cidadizinha do interior muito acochegante.
Tenho 27 anos, cresci encadernando meus primeiros cadernos com imagens de surf e com minha mãe me perguntando “porque você gosta tanto dessas imagens?”
Não sabia responder e logo em seguida escutava “surfar é coisa de quem não tem o que fazer”. A figura do surfista estava à beira da marginalidade. E assim é, a depender do meio onde somos educados, acreditando em crenças antigas que são passadas ao longo de gerações. Outra crença: só se aprende a surfar enquanto criança, pois somos mais flexíveis e destemidos. Meia verdade, pois flexíveis e destemidos podemos ser enquanto adultos.
Terminei um relacionamento de 7 anos, ops, ela terminou. Comecei a freqüentar a casa de meu irmão todos os fim de semana, que fica em Caraguatatuba, Litoral Norte SP, umas duas horas de carro da minha casa.
Ficava na areia só olhando e admirando, homens e mulheres que passavam horas no outside e se divertia deslizando nas ondas da Lagoinha e da Sapé. Será que alguém já viu esse filme? Olha aí a velha crença se fazendo valer novamente. E eu… só na vontade! Até que um dia, meu irmão me ofereceu o curso de surf de presente de aniversário.
No início achei que ele estava brincando. Demorei a fazer algo diferente em minha vida, pois estava muito abalado com o fim do relacionamento e após alguns meses fui usufruir do presente, e finalmente resolvi iniciar o curso.
E lá fui eu: praia todo fim de semana aulas de vídeo à noite, junto com uma galera de alunos vindos de toda parte do mundo e instrutores alto astral.
Uma ótima surpresa! Consegui ficar em pé na prancha já na segunda aula, com direito a filmagem e tudo. A técnica, a boa vontade, o incentivo e o alto astral dos instrutores fez com que eu acreditasse no que antes não passava de um sonho.
Fui aprendendo o passo a passo gradativamente, e a cada dia percebia de fato uma evolução. Tudo isso me exigiu bastante força de vontade, determinação e um maior preparo físico.
Depois de quatro dias começei a ir para o outside. Enfim, frente a frente com as ondas. Elas pareciam infinitamente maiores lá fora. Eu estava diante de um grande desafio: uma mistura de medo, respeito e fascínio ao mesmo tempo. Aos 27 anos de idade, confesso que não foi tão tranquilo assim no início.
Ao mesmo tempo aconteciam coisas engraçadas, como estar sentado na prancha e de repente começar a desequilibrar como se estivesse sobre um touro indomável e finalmente cair. Descontração geral!
Depois de descer várias vezes no turbilhão das espumas, ao som dos comandos “segura firme”, “1,2,3” e “posição de ataque” ou ainda… “você é forte!”, numa atitude sempre atenta e pró-ativa dos mestres do surf, fui ganhando mais confiança, me soltando mais e me divertindo muito. Uma “vaca” ou outra foi inevitável.
Até que finalmente chegou o grande dia. O dia em que entendi a sensação de liberdade, leveza e bem estar que o surf trás. Ao som de um vibrante “vai que é sua!” do mestre Luciano, e um pequeno empurrãozinho na rabeta da prancha, dropei minha primeira onda. Uma experiência extraordinariamente feliz e instantânea, um verdadeiro “rapport” entre a prancha, a onda do mar e eu. Silêncio absoluto… e puro deleite, sensação indescritível! Parece que você está num lugar além do sol e do mar, é como se entrasse num mundo escondido, em um paraíso submarino. A velocidade da onda, o som do mar, o sol no rosto, a pele quente e salgada enfim tudo é perfeito.
No mar cheguei a esquecer do rompimento do relacionamento que estava me fazendo sofrer e das dificuldades que estão ocorrendo em minha vida.
Olha que eu nem surfo pra valer, só comecei a pegar uns restos de ondas…. e essa sensação de estar sozinho e solteiro não me deixa mais chateado nem triste!
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Comentários do Post
Pablo comentou no dia 10/abr/2010 às 1:02 am
Foi uma onda que passou e Sr dropou !!!
Eric comentou no dia 10/abr/2010 às 3:50 am
Com todo respeito: que post fraco. Ninguem compartilha nada com voce aqui além do fato de estar solteiro. E você não fez conexão nenhuma com esse fato.
Pra mim esse texto faz tanto sentido quanto algum novo evangélico que vem falar das alegrias da nova religião e como foi importante descobrir Jesus em sua vida.
Resumindo: post fora de propósito. Devia estar na comunidade de surf.
Laura comentou no dia 10/abr/2010 às 6:28 am
Acho que o sentido está ligado a dificuldade que algumas pessoas tem de “se encontrar” após tanto tempo vivendo uma relação e se deparando sozinho novamente.
Eu, pelo menos, entendi como um incentivo aos novos solteiros a buscarem novas atividades, a ousarem, fazerem coisas que sempre tiveram vontade, e, com isso, começarem uma nova fase.
Eu fiz isso com a dança (mas nem foi tão emocionante quando sua história do surf hehe).
Não sei se era essa a intenção do posto, mas foi o que eu entendi :]
Concordo que o texto não foi dotado do tÃpico humor que o blog propõe, mas não creio que isso o desmereça e nem que devem estar em blogs de surf hehe (seria muito flufy =P)
Roberto comentou no dia 10/abr/2010 às 7:26 am
Exatamente o que a Laura falou. O mais difícil e que muitas pessoas não conseguem perceber é que quando um namoro termina não importa o tempo que durou, as pessoas envolvidas ficam bloqueadas a novas aventuras. E como o autor falou foi preciso um empurrão do irmão para ele abrir os olhos e entrar na vida de solteiro de braços abertos e não carrancudo e depressivo como muitas pessoas ficam.
Parabéns pelo primeiro “drop” rapaz =D
André Muda comentou no dia 10/abr/2010 às 1:13 pm
@Eric… algumas pessoas se acostumam com o feijão com arroz de muitos dos posts do DdS (não que não sejam bons), mas as vezes é necessário uma abordagem diferente para expressar-se.
Tarcy comentou no dia 10/abr/2010 às 3:50 pm
Post diferente do que se costuma ver por aqui…
Gostei muito! Ter uma meta pessoal na vida nos torna capazes de enfrentar os obstáculos e enxergar que o mundo é repleto de possibilidades que podem nos trazer felicidade.Alguns recém-solteiros preferem buscar as baladas,as bebidas, enfim, cada um busca o que lhe convém para superar a dor do fim de um namoro,mas acho que nosso colega do post fez uma escolha inteligente, pois superou a tristeza,descobriu-se capaz em mais uma atividade,galgou o preconceito contra o surf, enfim, se saiu vitorioso.
bjus
Érico comentou no dia 10/abr/2010 às 5:11 pm
Na literatura isto se chama epifania.
Carol comentou no dia 11/abr/2010 às 1:42 am
Embora tenha entendido a mensagem que o autor “tentou passar” com o texto, mensagem esta reiterada por Laura e Roberto, não posso deixar de concordar, em parte, com Eric. Senti um vazio quando terminei de ler o post. Talvez seja a falta do “arroz e feijão” e da pitada de humor que estou acostumada a encontrar por aqui, como bem citou André. Mas tbm senti falta de um link melhor estabelecido entre a vida de solteiro (logo após o pé-na bunda) e a vida de solteiro após a epifania.. algumas coisas ficaram no ar como a citação ” é coisa de quem não tem o que fazer” no início do texto que não teve menção alguma no decorrer ou no final deste… eu fiquei esperando… Pq o texto foi escrito, a qual reflexão ele quer nos levar? Não sou professora de redação nem nada, mas senti este VAZIO e esse texto me fez lembrar uma disciplina de redação que cursei na faculdade e a minha professora extremamente exigente dizendo: faltou concretude, faltou objetividade, faltou questionamento!
Agora, críticas à parte (espero que sejam construtivas, a intenção foi essa), acho que buscar uma nova atividade, algo que proporcione prazer, que faça a mente funcionar e não ficar pensando besteira é uma atitude extremamente válida, não só no término de um relacionamento, mas em qualquer momento difícil da vida, acho que a vida é movida à paixão, mas falo de paixão pelas coisas, não pelas pessoas, pode ser paixão por um time, por uma dança, por uma religião, por uma causa social, ou por um esporte como o dono do post, o importante é cada um encontrar a sua. Essa paixão sempre nos dará forças quando passarmos por momentos difíceis.
Maria Edwirgens comentou no dia 11/abr/2010 às 2:20 am
Muito bom. É encontrar a cura. Eu nunca passei por situação assim. Mas isso serve pra vida, em qualquer situação difícil. As vezes a gente esquece como a vida é muito mais do que um problema que aparece. A gente só pensa negativo, não se encontra. É preciso um drop seja no surf, na música, dança… enfim, alguma coisa que te cure.
Piero comentou no dia 11/abr/2010 às 10:53 am
Well done
Exemplo otimo de dedicacao e forca de vontade.
Concordo totalmente com a Maria ai a cima. Todo mundo tem uma coisa que te cura, no teu caso o surf, no dela, provavelmente a musica e danca, no meu, o flirting. Nao importa o que seja, o importante eh mergulhar com tudo e confiar em si mesmo p/ fazer aquilo que gosta.
Isso nao tem a ver com ser solteiro ou nao, mas com lifestyle. P/ os solteiros que querem uma namorada, sigam o exemplo do nosso amigo ai e tenham um estilo de vida interessante primeiro. Nenhuma guria de qualidade vai querer namorar contigo se vc passa o dia inteiro no computador vendo blogs and stuff.
bjos e otimo domingo p/ voces
moni comentou no dia 11/abr/2010 às 11:26 am
Olha, eu nunca comento por aqui, mas esse post me senti na obrigação. Tb achei o post meio vazio.
No final eu fiquei com aquela interrogação em cima da cabeça me perguntando: e? O texto dele tem uma mensagem legal, mas por favor, não se enquadra no perfil do DDS. Talvez num outro tipo de blog estaria perfeito. Eu prefiro o “feijao e arroz” de sempre.
Rick comentou no dia 11/abr/2010 às 2:35 pm
rs… tem um pessoalzinho meio de mal com a vida por aqui.
se por um lado destoa, por outro acrescenta. é um lado muito foda, não de estar solteiro ou não, mas de um fato muito, muito importante pra qualquer um: se conhecer, buscar seus limites e também superá-los. é olhar pra dentro de si, e que seja surfando ou fazendo sabe-se lá o que, se encontrar, esquecer do mundo. Quem não é capaz de se amar certamente vai ter problemas pra ser amado por outra pessoa.
Fato que isso é um blog, e claro, nem todos são experts na arte da comunicação, mas esse texto em si me agradou, saiu de dentro, e o cara se deu ao trabalho de dividir essa experiência, esse fato, esse conselho com todo mundo.
Jamais faria outra coisa que não agradecer. vamos olhar um pouco pro lado. ajuda um pouco na hora de olhar pra dentro também.
Grato parceiro, e parabéns pela onda.
Feio & Pobre comentou no dia 11/abr/2010 às 2:41 pm
Normal, se o post não é de pegação, não é um bom post. Tá certo que achei uma merda, mas é um testemunho interessante de quem conseguiu esquecer um chute no rabo! #fato
Fernanda Martins comentou no dia 11/abr/2010 às 8:22 pm
Faço do @Rick minhas palavras…
é uma questão de superação …a vida de solteiro não é só sexo, pegações, etc…todo mundo já teve (ou vai ter) seu momento de fossa após um término de ficada, namoro, etc….
um beijão e boa semana a todos,
Fernanda
Angélica comentou no dia 11/abr/2010 às 9:01 pm
nossaa!!! que bacana o surf é mesmo algo surreal é a perfeita interação entre homem e natureza… muita gente fala que surfista é vagal e tudo mais…mas eu conheço muita gente boa que no meio da semana anda de terno e gravata e no fim de semana corre pra ubatuba. Eu também ja fiquei horas no sape e na lagoinha (praia em que passo todas as ferias de verão) vendo os surfistas é que sou muito mole nunca me aventurei mass esse textinho deu uma motivada quem sabe depois de velha posso tentar!!
beijuss
Maya comentou no dia 11/abr/2010 às 9:33 pm
“vamos olhar um pouco pro lado. ajuda um pouco na hora de olhar pra dentro também.”
Bem,isso me levou a refletir,@Rick.
Muitos comentários são “um post a parte”.
Beijos =*
@romullo comentou no dia 12/abr/2010 às 11:31 am
“Ninguem compartilha nada com voce aqui além do fato de estar solteiro. E você não fez conexão nenhuma com esse fato.” [2]
Talvez eu não tenha entendido, ou não.
Alexandre comentou no dia 12/abr/2010 às 11:57 am
Sincero e engrandecedor.
Grazie comentou no dia 12/abr/2010 às 3:52 pm
Para o escritor do post.
Uma musica pra vc:
Lulu Santos – Como uma onda no mar
” Nada do que foi será, denovo do jeito que já foi um dia
tudo passa, tudo sempre passará
A VIDA VEM EM ONDAS, COMO O MAR
num indo e vindo infinito,
Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu a um segundo,
tudo muda o tempo todo no mundo,
não adianta fujir, nem mentir pra si mesmo,
agora há tanta vida lá fora,
aqui dentro, sempre
COMO UMA ONDA NO MAR”.
Vazia é a cabeça de quem achou este texto do nosso amigo “avulso”
vazio…… Esse texto só relata o quanto devemos ousar, buscar novos ares, o quanto podemos superar momentos ruins, buscando coisas simples que podem nos fazer um bem danado……. Aqui é um blog pra solteiros, mas duvido se não tem um monte de comentaristas aqui que dá um de “solteiro mega plus feliz da vida”, mas no fundo já levou um pé na bunda bem bonito, e ainda chora as magoas no travesseiro. Não achei o texto vazio não, afinal, pra um bom entendedor, meia palavra basta………..
Eric comentou no dia 12/abr/2010 às 11:57 pm
Velho, acho legal um cara achar um novo hobbie, mudar de religião, conseguir um promoção…Só não acho que aqui é o lugar pro pessoal exteriorizar essas novas descobertas.
O tema do site é vida de solteiro. E o cara não fala nada da vida de solteiro, só de surf. Eu não gosto de surf, nem moro perto do mar. Então não vi muito propósito pro texto aqui.
Imagina se um corintiano ou flamenguista quiser escrever um texto pra falar como a paixão pelo time… Nada a ver
Rick comentou no dia 13/abr/2010 às 12:01 am
analfabetismo funcional é uma coisa tão triste…
André Muda comentou no dia 13/abr/2010 às 12:45 am
@Eric… desculpe ser insistente em forçar a minha visão sobre o post….. mas cara tu tem que ler na entrelinhas… as entrelinhas não falam de surf.
Abs
Grazie comentou no dia 13/abr/2010 às 11:28 am
Interpretação de texto é realmente uma coisa fundamental.
Felipe Gomes comentou no dia 13/abr/2010 às 9:06 pm
Gente, é exatamente isso que o @André Muda disse. As entrelinhas não falam de surf. Tem algo bem maior e mais importante que isso por trás da história.
Grande abraço.
Eric comentou no dia 15/abr/2010 às 12:31 am
A entrelinha é clara: um novo hobbie ajudou o cara a curar uma fossa. Só que essas entrelinhas ocuparam 9 parágrafos!!!
Meu ponto continua o mesmo. Imagina um flamenguista mandando um post falando como o título do Brasileiro do ano passado o fez curar um pé na bunda. Claro, falando do time dele, e deixando a “mensagem nas entrelinhas”.
Flávio comentou no dia 20/abr/2010 às 5:31 pm
Gostei do seu post, me indentifiguei bastante, não somente porque sou surfista, mas porque recentemente perdi a minha namorada e isso foi bem difícil para mim. Fiz algo parecido, como surfo e ando de skt, faltava algo para mim liberta o stress e minha saída foi o muai thai, lá penso em tudo que fiz por essa pessoa que não me deu valor e desconto a chutes e socos, foi melhor do que pagar algum médico, porque a dor foi grande..rsrs
Parabéns, entra no outside em 3 dias só no mar de Sp aui no sul você levaria no minímo uns 6 meses..rsrsss
Flávio comentou no dia 20/abr/2010 às 5:35 pm
Cara como tem gente chata comentando seu post..rsrs
Aposto que são todos sendentarios, e ta ai a dificuldade de achar alguém..
Liga o fod*-se..