Foto de Gilson Pessoa

Perdendo o timing

Publicado por Gilson Pessoa em 30 junho, 2009 às 8:40 | 40 comentários
, , ,

Botão de diminuir a fonte Botão de aumentar a fonte

Outro dia recebi um convite pra sair de uma menina que há muito tempo eu tinha um affair. Detalhes: o convite foi feito numa sexta à noite, o lugar sugerido por ela era uma balada bastante sugestiva para fins pegacionais, e a justificativa pro convite era que ela tava precisando sair e se divertir pra não ficar em casa pensando no ex. Tudo indicava que desta vez iria rolar.

Até então nós éramos apenas bons amigos. Durante o tempo que ela tava namorando fui um cara respeitador e não fiz nenhuma investida. De fato, ficamos amigos. Mas quando ela me falou que tinha terminado a história mudou, e numa sexta à noite lá estávamos nós dois dançando frente a frente com apenas um entrave. Na verdade dois. Dois amigos que ela encontrou na fila e resolveram fazer companhia pra gente. Na hora que os caras deram uma saída para ir ao banheiro juntos (ui!), ficamos a sós. Risos rolaram, puxei ela pra mais perto e… não beijei… apenas uma provocação pra começar a esquentar o clima. Os caras voltaram mas perceberam a situação e, pra nossa sorte, nos deixaram mais à vontade e se afastaram um pouco.

As provocações começaram também da parte dela. Vez ou outra chegava mais perto, encostava o rosto no meu e nada de beijar. E assim foi por um bom tempo, cheguei a pensar que não passaríamos daquilo, que sairíamos da balada do mesmo jeito que chegamos: como bons amigos. Só que numa das aproximações ela me beijou no pescoço daquele jeito que só se beija quem tem segundas e terceiras intenções. Puxei ela pelo cabelo e forcei o beijo. Ela cedeu, e com isso muitos outros beijos aconteceram seguidos de alguns amassos.

Até então, tudo foi acontecendo no tempo certo. E a cada minuto que passava o clima esquentava ainda mais. Pouco depois estávamos rodando a casa procurando um ‘cantinho’ mais discreto para ficarmos mais à vontade. Nós dois já estávamos no ponto e eu resolvi sugerir que a gente saísse de lá. Sem pestanejar ela aceitou. Ao entrar no carro ela me perguntou aonde iríamos, eu falei que iria deixá-la em casa, mas antes iria “errar o caminho” de propósito. Ela riu e me soltou um “tá bom, então”. Mas o meu erro aconteceu na hora de escolher o lugar para onde iríamos.

Mais cedo quando fui buscá-la em casa percebi que ela morava perto de um motel bem legal daqui de Recife. Tipo, o lugar ideal para impressionar. Só que ficava longe da balada, muito longe mesmo… Demoramos quase 30 minutos pra chegar no lugar. Chegando na porta do referido local ela me soltou a frase: “acho melhor não”. Ainda tentei algumas artimanhas pra reverter a situação, mas não tive sucesso. A menina já não estava mais tão animada assim.

Esses 30 minutos foram o suficiente para esfriar o clima. Por mais que tenham rolado alguns contatos físicos do tipo “mão aqui e mão ali” possíveis enquanto uma das pessoas está dirigindo, nada era comparável com o contato mais intenso que havia acontecido durante a noite toda. Quando a deixei em casa tive a certeza de que esse intervalo de tempo foi o problema, ela falou: “no caminho lembrei que nós somos amigos e blá blá blá”. De fato somos, e continuamos a amizade depois desse dia. Mas naquele dia poderia ter rolado algo mais, só que eu perdi o timing. Agora resta esperar uma nova oportunidade.

Tudo por causa de 30 minutos. Mas um amigo outro dia contou que o mesmo aconteceu com ele por causa de 3 minutos, tempo de um miojo, e foi por causa do miojo mesmo. Vejam a história.

Ele saiu com o irmão para encontrar duas irmãs que eles eram doidos pra pegar. O contato por telefone denunciava que tudo ia acontecer como eles desejavam, inclusive uma das meninas fez questão de dizer que as duas estariam sozinhas em casa durante todo o final de semana. Após a ansiedade dos dias que antecederam o encontro e uma noite mal dormida para meu amigo, os 4 se encontraram numa balada, beberam, dançaram e começaram a se pegar por lá mesmo. E como esperado, foram para a casa das meninas. Chegando lá, o irmão dele partiu direto pra um dos quartos com uma das meninas, enquanto a outra menina, sendo gentil, ofereceu algo pro meu amigo comer ou beber. Ele disse que tava com fome, para não perder muito tempo, ela sugeriu um miojo, e foi pra cozinha com a promessa de voltar em 3 minutos. Bom, o cara já tava esparramado no sofá, e instantaneamente dormiu. Como o sono foi pesado, ele só acordou depois de muita porrada que o irmão deu na hora de ir embora.

Pois bem, ficou o aprendizado para o resto da vida. É bem verdade que não é bom ir com muita sede ao pote e partir logo pro abraço. Mas quando o microondas apita, é porque já tá na hora de comer, se deixar esfriar não fica legal (ok, péssima analogia). Mas foi assim que aconteceu comigo.

Pergunte aos solteiros Participe enviando sua história ou dica

Coment�rios desde post

  1. Glaucio Henrique postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 9:16 am

    hehehehe.. pô Gilsão… que merda hein cara.. mas na boa… talvez nem teria sido tão legal assim, já que a menina estava fragilizada pelo término do namoro… Já pensou se no meio da transa ela começa a chorar… ou levanta querendo ir embora?? ehehehehe… mantenha a amizade com ela e se for pra rolar, vai rolar brother!! òtima história!!
    Mas… esse é o lado bom de morar em são paulo… aqui tem tanto trânsito e tanto semáforo que dá pra ir se amassando no caminho até o motel… com isso, o clima nao esfria… hehehe
    abs lek!!

  2. Romulo Silva postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 9:30 am

    Cara…Post muito show….Mas mto trash também tu ter perdido o timing….Mas agora é esperar a próxima oportunidade e fazer acontecer…. Abraços..

  3. Gabriel postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 9:47 am

    rsrr pesssima analogia..kkk fechou com chave de ouro. rsr otimo texto…

    é sempre bom ter noção de tempo e espaço!

  4. Alexandre Formagio postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:01 am

    Excelente post e desculpa seu amigo foi FROUXO, porque poxa, todos estavam ali para transar, por mais que a menina tenha sido educada, com certeza ela não queria fazer um miojo e ficar olhando o cara comer… o miojo pra depois come… enfim

    Tinha que se foder mesmo :D

  5. Latino postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:22 am

    é… tem gente que não sabe que não se deve comer antes das refeições.

  6. Leandro Duarte postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:26 am

    Cara a moça mora longe heim, imagino que se fosse em são paulo a menina moraria em São Miguel, Itaquera, coisa do tipo … meia hora de carro de madrugada rs… Esse tipo de mulher deveria vir com auxilio transporte uhauhauha

    Cara agradeço por não gostar de miojo rsrs

    abraço ótimo txt

  7. Sérgio postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:31 am

    Poutzzzz….aconteceu a mesma coisa comigo a duas semanas atras!…gostosa me convidou pra sair e as coisas esfriaram voltando pra casa!..mas….as borboletas sempre voltam!…espero outra oportunidade!

  8. Cammy postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:34 am

    Ótimo post.
    Acho que quando o clima esfria, a bendita consciência aparece e acaba trazendo um monte de pensamentos negativos.

    Por isso que fazer as coisas no calor do momento, além de muito mais fácil, é muitooo mais gostoso… O problema é que corremos o risco de enfrentar o arrependimento no dia seguinte, mas ai, é outra história rs

    Ah, mas acho que mesmo o problema da distância ou do tempo, vale tentar deixar o clima no mínimo morno, e isso da para fazer até dirigindo =)
    Adorei!

  9. Naninha postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:34 am

    O problema é dar tempo pra mulher pensar muito, rsrsrs.

  10. Nathália* postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:38 am

    Nossa, esse seu amigo foi muito idiota! Se deu mal merecidamente!

    Quanto a vc, acho que foi melhor assim. Se a menina desistiu na porta do motel é pq ela realmente estava insegura, não estava muito afim e iria se arrepender depois caso as coisas tivessem rolado no calor do momento. Talvez ela até travaria na hora da transa e acabaria rolando uma bimbada meia boca…

  11. Loirinha postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:47 am

    Oi Gilson!!! Tá complicado p/ vc postar hein? Já tava com saudades dos seus textos!
    Olha, na verdade acho que por vcs serem “amigos” dificulta um pouco as coisas na hora da transa…Eu me sentiria um pouco envergonhada com tal situação. E quer saber? A transa vai rolar, é só dar um tempinho pra ela se recompor. Saca?

    Grande beijo! (boca totalmente lambível, lembra?)

  12. Diego Fávero postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:01 am

    huauhauha o problema não foi o timming e sim o alcool que já tinha caído o nível

  13. liana postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:28 am

    NEVER EVER demore 30 minutos pra chegar num motel né… q coisa mais non sense. Tá a fim, vai pra um legal e perto, rápido.

  14. Kevin postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:40 am

    eu sou campeão em “timing’s” perdidos rs

    mas é foda o lance da amiga ae… depois pode acontecer arrependimento e aí lá se vai a amizade… =/

  15. Raquel postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:42 am

    Adorei a história. E, sinceramente, achei bonitinho da tua parte! (:
    Ri muito do Leandro com: “Esse tipo de mulher deveria vir com auxilio transporte”
    hahahhahaha

  16. D-Boy. postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:46 am

    Hahaha bom post.

    Vc perdeu o timing msm, devia ter levado pra o primeiro drive-in que encontrasse pela frente!

    E seu amigo nao perdeu o timing… ele perdeu foi o TEMPO mesmo, em bom português! A mulher que tava com ele deve ter ficado frustrada… Se bem que ele abriu oportunidade pra um menage a trois :)

  17. Bruno Príncipe postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:54 am

    Ainda bem que ela desistiu na entrada! Imagina se ela desiste lá dentro? Além de não ter cafuné, ia ter que pagar o tetel….

  18. Carolina Diniz postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:12 pm

    Ah, Gilson. O que aconteceu com você pode acontecer com todo mundo, mas acredito que tenha aprendido a lição, né?
    Agora só uma coisa, se o cara viesse na minha casa e pedisse um miojo…ah…ele só ia comer o miojo mesmo.

    Beijos e bacana o post

  19. Leandro Duarte postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:15 pm

    hauuhauhauha Poxa @Raquel, me senti um palhaço, não escrevo as coisas pra rirem de mim…. uhahuahuauha estou magoado

  20. Juliana postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:33 pm

    Ahn….essas coisas acontecem mesmo…kkk’
    30 minutos suficientes para a menina pensar…como eu sempre digo: pensar as vezes é um grande problema! Pensamos,e daí surgem dúvidas e mais dúvidas! Gilson querido, poderia ter parado o carro em uma rua tranquila e fazer o que tinha de ser feito…hasuahsuahs

  21. Dan postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:40 pm

    Mulher tem pensamentos muito confusos, que se esvaem na hora do tesão. É um eterno conflito “dou ou não dou”. Por isso, não se pode dar tempo p/ pensar. Mas é uma boa lição p/ mim também. Nunca passei por situação assim e sei o que fazer da próxima vez.

  22. César Flokos postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:41 pm

    “poderia ter parado o carro em uma rua tranquila e fazer o que tinha que ser feito…”
    concordo com isso…mas pegar no carro é uma coisa + espontânea do que ‘marcada’… como os 2 já sabiam o que ia rolar acho que o erro foi só o tempo perdido no carro msm..
    O que rola agora é brincar sobre o acontecido e não decepcionar na próxima! =D
    bom texto

  23. Sanseverini postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 1:53 pm

    ahuahuhauhauhuahuauha, vaaai pra motel longe. Meu filho, nessas situações vai é no carro mesmo. hahahahaha =)

    (E você não leu isso de uma menina.) =D

  24. Sergio postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 2:18 pm

    ahahahahaahahahahaaha
    é foda essa situação mesmo…
    mew…. mas teu brother vacilou muito mais hein, com a mina no ponto ele me faz ela fazer um miojo….. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    ótima história
    abs

  25. Apenas um Cara… postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 4:02 pm

    Série de erros (na primeira história):
    1 – O primeiro erro é morar em Recife (rs). Brincadeiras à parte, é uma cidade com uma péssima mobilidade. Tem que se dar muitas voltas pra um deslocamento pequeno, em termos absolutos (ai, as aulas de física =\).
    2 – O segundo erro é não fazer um reconhecimento da área que ela escolheu. Se a dona quer sair com você e você sabe que vai rolar, não custa nada: a) dar uma sacada em motéis (e afins) que supram minimamente o conforto na área; b) abrir a boca e perguntar pra ela se ela conhece algum lugar legal na área.
    3 – Numdeixusambamorrê, numdexusambacabá… É sua obrigação pedir beijo, deixar a pegada mais forte, abusar de conversa mais sacana, cobrindo a garota de elogios sinceros vez ou outra. Se a parada for realmente lenta, dê uma parada estratégica antes, pra requentar a parada. Um posto de gasolina pra comprar uma ice, um ponto da cidade que dê uma visão bonita de qualquer coisa. O importante é que não dá pra ficar meia hora sentada e com tesão. Aproveite a parada (RÁPIDA!) para dar aquela pegada, aquele beijo, aquele sarro. Diz qualquer bobagem e volta pro carro, porque ninguém aqui é mané pra morrer num assalto de madrugada. Música quente ajuda, mas o segredo é manter baixinho e um diálogo afiado, constante. Assuntos chatos dever ser mantidos longe.

    Já tratando do amigo miojo… seis erros gravíssimos:

    1 – Não ter dormido direito sabendo que ia pra farra.
    2 – Pra que comer um miojo, meu deus, pra quê??? Se a fome fosse enorme, pedia um copo d’água e engolia um drops (é a cura pra todos os males de hoje, hahahaha).
    3 – Se você está com sono, não beba mais. Se possível, passe pro energético.
    4 – Se está com sono e bêbado, não sente sozinho.
    5 – Nunca deixe a garota dar uma de mãe. Vá junto pra cozinha, fique dando uns amassos. Pode ser muito bom ficar ali tirando um sarrinho perto do fogão, fazendo um carinho, jogando ela na parede enquanto o forno apita. Alías, seria ótimo que ele fizesse isso… depois! Era garantia de segundo tempo.
    6 – Nasceu Mané. Vá ser mamão assim na casa do baralho, hahahaha!

    Abração!

    @maisembaixo

  26. Naiara postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 6:20 pm

    Hahahaha! Gostei do post.
    Realmente, quando se perde o timing fica complicado. Homens estão sempre “a ponto de bala”, mas mulheres parecem montanha-russa, cheias de altos e baixos.
    Se a coisa tá esfriando, dá pelo menos mais álcool pra ela.
    hahahaha

  27. Giovanna postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 6:38 pm

    muitoooo bom o post… mas aí, concordo com o Glaucio.. até melhor nao ter rolado na hora, tinha grandes chances da menina desistir no meio ou ficar depre e tal… se for pra rolar… vai rolar kra ;)

    bjo bjo

  28. Gabriel Khan postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 7:41 pm

    Gilson num esqueça de uma coisa.
    Nós temos duas cabeças e as mulheres só uma.
    Elas conseguem racionalizar bem mais rápido, são mais inteligentes, mas espertas e claro a melhor coisa que Deus criou…
    Por outro lado nós temos duas, temos que dividir toda a energia do corpo em duas cabeças, no caso, você dirigindo, se preocupando com transito, e não deu tempo nem a cabeça de baixo esfriar, enquanto que a dela já tava geleda…
    Pela minha experiência o timing não pode passar de 10 min.
    Uma maneira de reaquecer a coisa é dar umas paradas e reaquecer as cabeças, isso se tiver certeza que num tem outro jeito e tiver que ir num motel na PQP. Eu ja fiz isso e deu certo, a cada 5 min eu parava o carro e falava que num aguentava mais ficar sem tocar, sem beijar e caia com a mão, beijo, palavras e tudo que dava pra não deixar a chama apagar…
    Excelente texto…

  29. Igor postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 10:35 pm

    Aconteceu algo não muito parecido comigo, mas que foi engraçado e triste ao mesmo tempo.
    Eu moro em Campinas – SP mas sou de Goiânia, como são mais ou menos 1000km de distância, não rola nenhum pouco dirigir quase por 24 horas.
    Cheguei em Goiânia sexta pela madrugada, sábado fui à uma famosa boate de minha cidade chamada Sedna com alguns velhos amigos. Logo depois de minha entrada na boate, por volta de meia noite – como meus amigos tem VIP Card, entro como acompanhante na faixa e sem fila – dirigimo-nos diretamente ao bar, duas doses de tequila para cada com o intuito de “aquecer” a noite. Brindamos a primeira dose, só alegria, percebo uma bela morena vindo em minha direção, ela me comprimentou pelo nome e ainda tomou minha outra dose e ainda me olhou com um certo aspecto de safada. Na hora não entendi muito bem o que estava acontecendo, mas eu gostei, sentia falta desse ar de confiança das goianas. Não lembrava do rosto dela, da onde eu a conhecia, muito menos o nome. Então extendi a conversa com aquele extremo cliche, oitudobemquantotempoquetáfazendodavida, ela riu da minha cara e falou que eu não lembrava dela. Me esclareceu que estudou comigo da 5ª série até o 1º ano, ainda não lembrava, só depois que lembrei da menina tímida e magrela que sentava na frente e não falava nada durante a aula. Estava gostosa, linda e depois descobri que ainda é filha de um grande empresário do ramo de engenharia (por acaso, estou procurando estágio na área para o próximo semestre). Ganhei a noite, meus amigos foram circular por aí e eu conversei com ela por mais alguns minutos, fomos dançar e eu a beijei – ela beija maravilhosamente bem, não é qualquer uma que “turn me on with a single kiss”.
    As coisas foram esquentando, esquentando, mão ali, mão aqui, mordida no pescoço, a mão desce, os movimentos vão ficando mais intensos. Ela alega falta de ar (cliche mais batido que estar com calor) eu a chamo para sair dali.
    Neste momento eu paro um pouco pra pensar. Eu estava em Goiânia, e moro em Campinas, eu vim de avião, meu carro não estava no avião, eu cheguei na boate de taxi, logo EU TO SEM CARRO, ou seja, FUDEU!
    Tentei pedir o carro do meu amigo emprestado, mas, bem, emprestar um A4 3.2 V6 é complicado. Chegar em um motel de taxi é muito ridículo. A única e mais plausível solução encontrada foi dada pelo mesmo amigo, ele possui um apto denominado ABATEDOURO, utilitário para economizar com motel. Foi a salvação. Me explicou o endereço e me passou a chave.
    Quando encontrei ela para irmos embora, falei que morava em Campinas e vim de avião, tava sem carro, mas tinha o apto de um amigo meu que tava vazio… só que tinha que ser de táxi. Ela concordou. Tive ainda que passar no banco porque não tinha direito vivo para pagar o taxista. O apto do cara é meio longe da boate, contando com a parada, foram 20 e poucos minutos.
    A mãozinha nada boba dela me esquento até chegarmos lá. No elevador ela já voltou com tudo. Tento colocar a chave na fechadura, não entra. Tento dar uma desculpa qualquer só que a chave simplesmente não quer entrar toda. Aí acabou o clima, estava com a cara raxada no meio de vergonha, não sabia o que falar para ela. Liguei pro meu amigo, ele disse que passou a chave errada sem querer. Filho da puta, pensei alto. Minha última opção era ir a um hotel, mas ela não queria, paguei o táxi para ela voltar pra casa e esperei meu amigo vir me buscar. Acabei a noite dormindo no sofá da casa da minha mãe.
    Lembrete mental: SEMPRE alugar um carro ao chegar em Goiânia.

  30. Gustavo postou em terça-feira, 30 junho 2009 às 11:13 pm

    “poderia ter parado o carro em uma rua tranquila e fazer o que tinha que ser feito…” repito o que nossa amiga Juliana disse….boaaa garotaa!

  31. leodip postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 6:36 am

    hehehe… é uma diferença entre homem e mulher. Mulher precisa estar “no clima” para dar uma trepada, precisa justificar o ato, tem mil dramas, culpas e what not. O homem trepa em qualquer hora, sem rodeios, com ou sem miojo.

  32. Nathália* postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 9:02 am

    @Igor: Que dó de você! Mas escadas de prédio costumam render boas histórias…

  33. Alezinha postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 9:12 am

    3 minutos ..o tempo de um miojo foi otima rsrssss

  34. Natália – BH postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 9:48 am

    É, concordo..
    No calor das coisas não pensamos muito, mas é só a coisa esfriar para que a mulher resgate instintivamente o mandamentos do manual de conduta feminino, “não copularás de primeira” (salvo em alguns casos, como: Vc tá afim de transar, não nutri muita coisa pelo cara, acha que ele não vai grudar no seu pé, então essa é a hora!) Mas se curtiu o mancebo, é hora de prender um pouco o prêmio….baixar a guarda e deixar o cara trabalhar….
    Mas esse é oooutro assunto…
    Foda!
    Enfim… voltando ao texto, nas preliminares, basta apenas um comentário ignóbil, um escorregão na falta de senso crítico, que manda o tesão volátil para espaço.
    Eu ainda prefiro os que instigam, os que fingem que não se preocupam em abater.
    Só em curtir o momento alí e pronto (acredito viu?!) Mas vou na onda se o cara for legal [legal = sexy, gostoso, inteligente, sensato, cheiroso e confiante]
    E finalizando, eu acho que o tesão é cumulativo, claro que se o aquecimento for bom, vamos ficar esperando o gol….
    Mas se for aquela água com açucar né… aí.. perdeu mesmo..

  35. Transeunte postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 10:34 am

    Não é bem questão de timing… É questão de RITMO mesmo!

    Como o amigo “Apenas um Cara…” colocou: Dá pra fazer um paralelo com as escolas de samba. Quando a bateria entra na avenida não pode perder o pique.. As “paradinhas” até aumentam a tensão e amplificam o embalo que vem a seguir.. Mas se perder o compasso meu amigo.. prejudica toda a evolução!

    Quanto à situação toda.. meus comentários:

    1- Estratégia
    Saiu de casa e chegou na “night” sem saber se ia beijar, se ia pegar legal ou se ia finalizar no tatame. Errado. Tem que ter um objetivo, mesmo que ele vá mudar durante a interação. Se o seu objetivo é beijar, dá pra ficar enrolando a noite inteira. Se vai comer, não adianta sair da boate às 5am já com sono.

    2- Lugar
    Isso não preciso nem explicar. Leia a dica #2 do “Apenas um Cara…” ali encima. O macho tem que ser dono do território, tem que conhece-lo. Nessas horas vale mais um carro com vidros escuros, o ap de um amigo, do que um motel top no outro lado da cidade.

    3- Ritmo
    O ritmo tem que ser ascendente. É muito comum perder oportunidades assim, porque quanto maior a excitação, maior a expectativa, e aí se a pausa for grande, a expectativa vira frustração. Não dá pra ficar a mil na boate depois entrar no carro e ir na marcha-lenta, é brochante.

    Uma boa estratégia é cortar o ritmo de proposito, só pra manter a cadência da situação.. 2 passos pra frente e 1 pra trás! Assim você vai regulando a expectativa, e evita que o climax da garota chegue antes do momento apropriado.

    Mulheres tem por natureza bem menos noção de tempo/espaço que nós homens, então não é dificil planejar uma atuação que o favoreça, é só pensar com a cabeça de cima ANTES da de baixo tomar conta do raciocinio.

    Como diz o ditado, “vergonha é roubar e não poder carregar”.

    Sucesso nas proximas missões! ;)

    []’s!

  36. Renan postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 1:39 pm

    Bro duas dicas bem simples e rápidas pra nao rolar a mesma coisa da próxima vez:

    1- ESCOLHA BEM O LOCAL. Tanto da balada como do abatedouro.

    2- MANTENHA A MENTE LÓGICA DELA OCUPADA. Quando tiver no carro saindo da balada com ela, vire uma matraca. Não pare de falar enquanto não chegar no motel, conte uma história daquelas que não acabam nunca.. E mantenha ela quente beijando e provocando a cada parada de semáforo.

    Abraço!

  37. gilsonpessoa postou em quarta-feira, 1 julho 2009 às 3:01 pm

    Galera! Muito legal os comentários…. Tô com um probleminha de saúde e preciso de repouso total, quando voltar a ativa faço questão de responder a todos.
    Abraços

  38. A. Serravalle postou em quinta-feira, 2 julho 2009 às 8:36 am

    “quando o microondas apita, é porque já tá na hora de comer, se deixar esfriar não fica legal”

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk De f.

  39. eduardo postou em sábado, 8 agosto 2009 às 12:15 am

    esse motel longe das baladas deve ser o senzala uahuahhau

  40. Rafael postou em domingo, 16 agosto 2009 às 2:03 am

    Porra meu!
    Essa menina te deu mole na balada e depois vem com esse papo de que são amigos……..ela amarelou quando viu que vc iria levá-la pra um motel e tirou a dela da reta!
    Se vc continuar sendo amigo dessa infeliz depois disso, vc é um mané! Esqueça essa vadia e parte pra outra véio!


Fa�a seu comentário






Últimos comentários

  • Postado por ricardo em 20 março, 2010 às 9:52 pm
    Vida de solterio é assim mesmo, imprevisivel! Eu a comparo a vida de um caçador, tem dia que tá bom sobra comida(mulheres)...
  • Postado por rodrigo em 20 março, 2010 às 8:29 pm
    hahahaha como esse povo é imbecil
  • Postado por Babi em 20 março, 2010 às 4:44 pm
    anda sem criatividade ou é a necessidade de postar , pra aparecer algo desse nivel no blog ? *