Publicado por Participante Avulsa em 4 julho, 2009 às 12:15 | 50 comentários
Homens, Mulheres, Solteiros
Por Érica Hans
Esse texto é fruto de um longo bate papo over wine, com um amigo que cá entre nós considero uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e preferiu manter sua identidade secreta (ui). Está longo mas vale muito a pena ler!
No início do mundo, tempo das cavernas, onde cada um era o que realmente era, sem influências sociais, as mulheres tinham como missão de vida achar o melhor macho possível (o alpha dog). A mulher tinha que se dedicar a arrumar um bom reprodutor para ter sua prole boa e bem protegida enquanto o homem tinha que tentar fecundar o maior número de mulheres possível para tentar manter os seus genes na terra.
Com a evolução, as mundaças comecaram a surgir: a mulher então servia para o sexo (que o homem precisa muito mais que a mulher) e o homem entrava com a proteção. Nos dias de hoje (lembre que somos os mesmos homens e mulheres com os mesmos instintos apenas talhados para a nossa realidade), a mulher continua querendo segurança/proteção. A diferença é que hoje em dia a gente não precisa mais de homens que matem dinossauros e sim de um homem que dê estabilidade emocional, social e financeira (isso atende aos pré-requisitos da pirâmide de Maslow – que é para o que nós vivemos).
O homem bom de hoje é o cara que vai estar do lado da mulher quando ela quiser chorar, que tem opinião forte e sabe guiar a família, que não vai expor a mulher socialmente (tipo trair em público) e vai dar conforto pra ela e pra família (financeiramente falando) – há quem diga que o aspecto físico também seja relevante.
Conclusão: a mulher “normal” continua com o seu mesmo instinto de procurar o cara mais alpha, porém adaptado a vida moderna. Enquanto isso, o homem busca reproduzir e ter seus genes mantidos na terra, porém como as mulheres não morrem mais com 20 anos e também não há mais a cultura das mil esposas, surge o modelo de família atual.
Quando os homens estão solteiros, eles vão pra balada e pegam todo mundo – sendo isto parte do instinto, então pra eles está tudo certo. Teoricamente, todas as mulheres que ele pegou têm algum (por menos que seja) interesse em ter algo a mais com ele, afinal elas procuram o mais alpha possível e não a maior quantidade.
Chegamos às mulheres metropolitanas. Com a revolução feminista, as mulheres “mais ousadas” se deslocaram para as áreas de produção, que se tornaram as atuais metrópoles. Essas mulheres criaram filhas com preceitos femilistas, que criaram as suas filhas com preceitos feministas and so on…
Então hoje, nas metrópoles, as mulheres acabaram por ter seu comportamento totalmente deturpado pela criação. Com o avanço da tecnologia, isso se estendeu a mulheres criadas em familias tradicionais. As metropolitanas são criadas para a competição, pra serem fortes e vencedoras e não mais para serem mulheres 0 como era no início da história.
É lógico que não temos que ser amélias, mas será que cruzamos a fronteira do razoável?
Isso é muito claro nos relacionamentos de pessoas de 20 e poucos anos. Hoje em dia, uma metropolitana termina um namoro na quinta, sábado vai pra balada e pega 10 caras. Faz isso por 5 semanas, depois arruma outro namorado e a vida segue. A maioria não para por um tempo pra curar a ferida do término do namoro, simplesmente vai pra próxima sem estar com o alicerce novamente, o que faz que a próxima relação seja mais rasa e a repetição do ciclo (termina, pega, namora outro seja mais fácil ainda). E é nesses momentos que a gente vê tantas meninas com medos, inseguranças, e todos os tipos de distúrbios psíquicos que há numa metrópole – bote nisso anorexia, bulimia, e a grande influência que as revistas de celebridades e moda exercem. Essas meninas não se sentem nem confortáveis em falar com a mãe ou amigas sobre isso, afinal, quem sofre é fraco e não faz parte do clube das “born to win”.
Voltando aos instintos, o homem aceita a família originalmente: terá sexo garantido e pra isso protege a mulher (mulher, que quer ser mãe e não dona do mundo). Hoje são poucos os caras que conhecem uma mulher metropolitana e aceitam ( consciente ou incoscientemente) lutar, brigar e se esforçar para ter uma mulher que de repente pode ir embora (afinal ela é toda independente) e que provavelmente nao fará suas funções de mãe ( cuidar do filho e do marido), como era no princípio. Enfim, é muito legal ter uma mulher cheia de ideais e atitude. Mas é muito importante ter uma mulher acolhedora, sentimental carinhosa e tal. Agora, é possível ser os dois? Daí surge o fenômeno de tanta gente solteira:
Pro homem: pra ter alguém todo racional, determinado, lutador e tal e melhor ficar com os amigos e ir pra balada pegar mulher (lembre-se q esse é o instinto original);
Pra mulher: a relação fica tão rasa que é muito facil terminar e ela acaba não aguentando ter do lado dela um cara que exija as características que ela não tem (mulher mãe). Pra mulher que fica solteira não é tão humilhante como não ser a super winner que as outras esperam que ela seja.
O que está acontecendo atualmente é que os homens metropolitanos estão se adaptando a esse “fenômeno”, optando por ficar cada vez mais solteiros. E os que casam com essas mulheres sempre estão prontos/dispostos a se separar.
E disso tiramos de onde vem toda essa bagunca que virou o mundo, tanta promiscuidade – a mulher passou a trair pra não ficar pra trás, a dar o primeiro passo, a dar em cima desesperadamente de homens que namoram e são casados.
Qual seria o ponto de equilíbrio em tudo isso? Eu particularmente acredito que é justamente na pergunta que fiz acima – não cruzar a fronteira do razoável, saber o limite de ser super mulher mas respeitar o fato de ser mulher – sou super a favor de que a mulher precisa ser cortejada bem mais do que cortejar, ser mais recatada (dentro dos padrões atuais), manter uma aura de elegância e educação e fazer realmente seu papel de mãe (ou não teríamos tantas crianças e jovens “fora do cabo”).
E isto não quer dizer que se você é diretora, até mesmo CEO de uma multinacional, você precisa deixar de dar carinho e proteção, que, de um jeito rústico ou não, aparentemente, os homens sempre continuaram tendo.
O que acham?
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Sabiá postou em sábado, 4 julho 2009 às 12:56 pm
Aquela música “AGORA AGUENTA CORAÇÃO…” é a trilha sonora para esse post…
Wellington postou em sábado, 4 julho 2009 às 1:10 pm
Muito bom o texto!
Lynoka postou em sábado, 4 julho 2009 às 1:17 pm
Pois é,tanta promiscuidade.
Também acho.
E não entendo.
…
Mas cada um sabe de si,não é?
Ah,sobre o texto,ficou mesmo muito grande.
Treinei minha leitura dinâmica! ;D
@Sábia,adoro seus comentários irônicos,mas dessa vez eu não entendi.
César Flokos postou em sábado, 4 julho 2009 às 1:21 pm
“No amor pós moderno, os homens tentam preservar suas grandes mulheres: as mães e as 1000 pretendentes.” ;DD
Li isso no texto de uma amiga.. achei muito interessante!
Acho que a era que estamos hoje é a dos ‘alpha’, porque as pessoas nascem e crescem quase sempre visando SOMENTE o que há de melhor no outro sexo! Só querem os machos e femeas “alpha”… quem foca a penumbra atrás deles faz a festa!
Raquel postou em sábado, 4 julho 2009 às 1:30 pm
Precisa comentar algo? Tu já falou tudo. Ótimo texto!
Carlos postou em sábado, 4 julho 2009 às 1:34 pm
Excelente texto, parabéns.
Também como @Lynoka, não entendo tanta promiscuidade…
Anelize postou em sábado, 4 julho 2009 às 2:24 pm
Texto excelente!
Mas sabe o que é pior? Querer ser diferente. Quando você assume que simplesmente quer trabalhar em alguma coisa legal, mas que te porporcione tempo para cuidar de uma família, o resto da mulherada fica chocada. A gente é criada para competir, ser égua premiada. Quem não faz isso perde o direto de ser admirada…
Zé Nascimento postou em sábado, 4 julho 2009 às 3:51 pm
Pois é… o q não dá pra entender é qdo vc é o “macho alfa” por alguém e ainda assim ela decide partir pra outra! Isso aconteceu comigo, eu já desencanei e tudo o mais… mas ainda não consigo entender uma coisa dessas!
Enfim… gostei muito do texto! E concordo que hoje em dia as relações estão ficando muito superficiais. Os motivos que você expôs são exatamente o que eu penso: homens não querem se dar o trabalho de construir uma relação que pode acabar, e mulheres tentam parecer as grandes vencedoras mas escondem frustrações e neuras… “e assim caminha a humanidade”! hahahhaha
Nana postou em sábado, 4 julho 2009 às 4:39 pm
hummm… tenho outras explicações para o que está ocorrendo no mundo… Mas é uma longa história… Deixa quieto por enquanto.
Nana postou em sábado, 4 julho 2009 às 5:26 pm
Masssss
Acompanha meu raciocinio:
1: Se as coisas não tivessem se “desvirtuado”, teríamos todas as mulheres como sendo mães e fiéis a seus companheiros, certo?
2: Seus companheiros ofereceriam proteção, carinho, etc… 3: Segundo o que você e muitos outros andam especulando por aí, os homens tem a necessidade de “espalhar seus genes” o máximo possível e, por isso, “precisam” trair.
Agora me diga, trair com quem? Se pela afirmativa 1, todas as mulheres estão destinadas a serem de um homem só.
“A solução é o homem ter várias mulheres, você me diria.” Ok, dois problemas:
- ele teria que conseguir oferecer a todas elas o carinho, proteção, segurança, estabilidade, etc. Afinal, todas precisam disso.
- precisaria existir no mínimo o dobro de mulheres no mundo para que cada homem tivesse pelo menos duas mulheres…
Me parece ter um furo aí em algum lugar, não?
Talvez na parte em que os homens “precisam” sair por aí “espalhando” seus genes.
Todos nós temos instintos bons e ruins, alguns levam ao crescimento, outros à ruína.
Ex:
Você sabia que 1 em cada 3 pessoas no mundo é psicopata? (isso não quer dizer que todas vão até as últimas consequencias, claro!). É uma grande massa da população, você acha que elas deveriam seguir seus instintos psicopatas, pq se os tem deve ser por algum motivo evolutivo, ou você acha que deveriam trabalhar seu psicológico para que vençam essas más tendências?
Sei que meu comentário pode ser um pouco polêmico e que provavelmente muita gente discorde. Mas é apenas uma reflexão.
Giovanna postou em sábado, 4 julho 2009 às 5:48 pm
Gostei muito do texto e acho que vc questionou pontos cruciais na mudança das mulheres. Mas novamente me soa que no fim a culpa é toda da mulherada, que decidiu ser alpha, que largou o lado feminino mulher-mãe. Não estou dizendo que discordo.. acho que esse lado tem q existir… mas tem muitos detalhes nessa história, e a culpa da mulher ter se tornado cada vez mais alpha não é somente das mulheres né?
ótimo txt… fez a galera pensar… isso que é bom!
Carlini postou em sábado, 4 julho 2009 às 6:05 pm
Texto perfeito. Isso é o que vemos hoje, e daqui pra frente? Vai ter que casar por contrato hahaha semestral ou anual.
Johnny C postou em sábado, 4 julho 2009 às 7:59 pm
cara… pulei todos os comentários rs.. mas li o post inteiro, seguindo a indicação da Lu Sabbag no twitter. e tenho que dizer… pelo menos até agora, acho que posso me considerar um sortudo – assim como minha namorada. Corri atrás pra estar com ela, faço questão de sempre demonstrar pra ela o quanto me sinto sortudo por tê-la na minha vida… especialmente porque ela (até agora, pelo menos) demonstra possuir esse equilibro: sabe ter a vida dela, está terminando a faculdade e começando a correr atrás de trabalho, estudando pra concursos, mas nunca deixando de lado a parte carinhosa dela que eu adoro tanto =)
ótimo artigo Érica! mandou muito bem, espero que alguns e algumas por ai leiam e reflitam
Thaddeu postou em sábado, 4 julho 2009 às 9:51 pm
Ótimo texto. Qto à discussão de quem é a culpa disso, acho q não é só da mulher, mas ao se tornar independente e não precisar mais de um marido para sustentar a si e sua prole, com a revolução feminista e a entrada no mercado de trabalho, houve a troca de parâmetro para escolha de seu “macho alpha”, e o homem atual não sabe o q + interessa a essa nova mulher; hj ñ basta ser rico, ter um bom emprego, além disso tem q ser bonito, se cuidar, e um algo a mais. Esse algo a mais, q faz a diferença e seduz a mulher, ainda falta a nós homens o discernimento para compreender
Lou postou em sábado, 4 julho 2009 às 10:18 pm
O texto é realmente bom, porque faz refletir.Mas sinceramente a evolução das mulheres (ou não) deve-se muito mais ao meio em que ela vive do que a uma escolha. Não vamos esquecer que hoje a mulher cria os filhos no sentido mais amplo da palavra, porque muitos homens preferem dar vazão aos seus instintos mais primitivos e ter vaaaarias mulheres, não dar o apoio necessário, fugir da responsabilidade de ser o provedor da casa (ah claro , sim mulher tem que trabalhar..)muitas novas responsabilidades foram lançadas para a mulher, mas e aí , em que mesmo que o homem mudou? Cada ação tem uma reação, e a reação das mulheres pode não ser a mais adequada, acho que ainda esta na linha das tentativas, erros e acerto, talvez as filhas das nossas filhas acertem a medida, já existe uma tendencia pra isso. NÃO acredito que alguem se case para separar, mas é certo que ninguém rompe um relacionamento onde há harmonia, RESPEITO e SINCERIDADE. Antes de achar que vai acabar…que tal agir para que não acabe??? Que tal pensar um pouco mais nos motivos que levaram a mulher a precisar se defender, se fortalecer…enfim ser um pouco ou muito o HOMEM Da casa???….VALORES INVERTIDOS…Talvez o desafio da nossa e da proxima geração seja encontrar o equilibrio nas relações pessoais. O homem por comodismo cedeu muito do seu espaço para a mulher… e agora ?
thalles postou em sábado, 4 julho 2009 às 10:41 pm
eu gosto de mulher da putaria, sem pudores… se ela vai para a balada eh para beijar e transar ate dizer chega… pena que eu nao more uma metropole…
mas falando serio agora, eu nao vejo nada de errado nesse novo modo de a mulher se portar. ora, o homem sempre fez isso… o tipo galinha… e tal. porque a mulher nao pode tambem?
agora outra coisa diferente eh ela querer ser galinha com o namorado, querendo chifra-lo… ai eh ruim, uma falta de respeito.
tudo com um certo equilibrio… e muita camisinha
hehehe
vlw
Carolina Diniz postou em domingo, 5 julho 2009 às 12:29 am
Uma visão muito inteligente. Gostei bastante.
Parabéns
mari postou em domingo, 5 julho 2009 às 2:01 am
a verdade é que as mulheres estão, desde o início do século XX, mais ou menos, procurando se igualar aos homens. ignorando o fato de que somos seres inteiramente diferentes. as diferenças sociais entre homens e mulheres não foram impostas, foram criadas ao longo do tempo e houve aceitação até um determinado periodo. quando essa aceitação se foi, as diferenças caíram por terra também. o que mostra que a mulher não foi tããão imposta a sua posição assim. é muito cômodo pra qualquer um, ser diretor de uma empresa, ter a liberdade financeira e sexual… e ainda querer o lado mulherzinha de antes. IMPOSSÍVEL. forçam uma situação de casamento e filhos, que elas abriram mão no momento que quiseram ir “pro outro lado”. uma pessoa não pode dirigir uma empresa e educar bem os filhos. um dos dois lados vai ficar deficiente… infelizmente, as crianças é que vem sofrendo. as mulheres querem ganhar tanto quanto os homens e não querem dividir a conta. se eu fosse homem, não ia querer me relacionar sério não. é absurdamente fácil comer garotas lindas e bem criadas por aí. e de graça. porque insistir em relacionamentos, ter o saco cheio… pra uma monotonia no sexo? o amor já foi banalizado ha tempos… o egoísmo reina e com ele, o amor é impossível. logo, os relacionamentos são bizarros e DESNECESSÁRIOS.
@garotageek postou em domingo, 5 julho 2009 às 2:02 am
Concordo com cada palavra…
A culpa não é exclusiva do homem… as mulheres mesmo falam que não querem casar, que não querem filhos, eu mesma sou uma das que levanta a bandeira por não ter filhos. Mas pensando pelo seu ponto de vista, não estou errada, numa sociedade onde adolescentes de 15 anos estavam engravidando na década passada, eu diria que quem “sobreviveu” à essa época viu como a vida foi “mais fácil” sem filhos, como foi menos penoso estudar porque não tinha criança pra deixar em casa… o ponto é… a mulher tem que querer ter filhos SIM, mas querer não com cada um que lhe aparecer, mas sim o alpha…
E infelizmente as mulheres perderam um pouco da feminilidade… até conversa de metrô é ruim escutar, mulher que quer roubar o marido da outra e não tem um pingo de vergonha de falar isso com todo mundo ouvindo e coisas do tipo.
Abaixo ao amor… ou abaixo com o que restou do amor…
=*
Lou postou em domingo, 5 julho 2009 às 8:15 am
Mari…Tem muitas mais mulheres diretoras do que voce imagina , que fizeram sim uma escolha pela carreira , estudaram e obtiveram sucesso no mundo corporativo e depois dos 30 anos tiveram seus filhos.Vou te contar que cuidamos muitos mais dos nossos filhos do que as menininhas de 20 e poucos que casam e largam os filhos nas maos das avos , tias e etc ou ainda aquelas que tiveram filhos muito cedo e nem uma carreira conseguiram construir, bom mas estas nem servem de comparação, aqui.Essas mulheres em sua maioria, acordam muito cedo, arrumam filhos pra escola, cuidam da lição, comparecem em reuniões, apresentações, saem de reuniões varias vezes por dia para controlar os filhos e suas atividades, dedicam cada minuto fora dos trabalho a familia, e isto é possivel sim.Quem disse que mãe dentro de casa full time é sinonimo de sucesso na criação dos filhos? se assim fosse todos os problemas do mundo teriam surgido nesta geração ou ainda nao, talvez na proxima.A qualidade e a confiança que se passa para os filhos é o que vale. Se não conhece ninguem que tem uma vida assim, existem varias literaturas que demonstram que filhos de mulheres realizadas ,felizes e mais confiantes desenvolvem as mesmas caracteristicas.Se basear nos filmes americanos que mostram a mulher workaholic que abandona os filhos e familia é muito pequeno, o mundo real não é assim, as empresas hoje abrem muito mais espaçao e há um entendimento muito maior , diria respeito, não é o fim do mundo faltar a uma reuniao importante porque seu filho amanheceu com febre, conciliar ferias com ferias escolares, e por ai vai…quanto a promiscuidade é opção de cada uma desde a idade da pedra.Fazer discurso que mulher tem que fazer opçao entre familia, filhos e profissão é um horror.Evolui muito profissionalmente depois do nascimento da minha filha e isso é maravilhoso, filhos não atrapalham, nunca ! O que atrapalha são relacionamentos complicados onde náo existe respeito e harmonia(como ja disse ai em cima)…e isso acontece com diretoras e donas de casa…pode acreditar!Olha esse assunto rende…vou parar por aqui…
Gabriel Khan postou em domingo, 5 julho 2009 às 10:42 am
Érica Hans, redundante eu falar, mas ótimo texto.
Pessoalmente entrei 2009 mais preocupado que 2008. Espero que minhas preocupações não aumentem, vamos lá pq…
Em 2008 tive 4 namoradas, e algumas (poucas) ficantes de uma semana.
Uma delas tinha um filha linda menina de 5 anos, que até hoje pergunta sobre mim, mas que a mãe quando estava comigo e no inicio do periodo fértil (leiam o artigo da Carolina), olhava descaradamente para os Cafas, ou seja, queria um pai para a rebenta, e continuar dando para os cafas. Como sou um “balzaco” de 35 anos, situação financeira ótima, razolvelmente culto, saudavel e medianamente inteligente, era o pai perfeito. Pulei fora, e olha que pra homem perceber que uma mulher tá olhando pra outros caras a coisa tem que ser descarada, pois essa não é uma das competências do homem.
A outra disse na cara dura que não podia abrir mão dos lanchinhos da geladeira dela. PQP corno de muitos é foda, caí fora…
As outras duas eram da turma das mulheres chamadas “resolvidas” que até hoje não entendi o que é isso, e se mantinham muito distantes, tbém não deu certo, e olha que garanto a ultima coisa que sou é “chiclete” mas não ver a namorada pelo menos uma vez por semana, não dá.
O que analisei profundamente para ver se eu não era o problema, o que talvez até seja, e conclui uma coisa comum nas 4: incapacidade de amar, se envolver, se mulher de um homem só, até porque da minha parte a reciprocidade seria a mesma.
O que está acontecendo? Onde está os erros se é que existem?
Confesso minha preocupação!
M. postou em domingo, 5 julho 2009 às 12:27 pm
Adorei o texto! Passei a semana discutindo algo em torno disso: a vulgarização dos relacionamentos e como aceitar falta de respeito tem se tornado normal. Até criei um blog para debater isso. Mas concordo com a Nana e Lou… no final, parece-me que a narração desemboca na culpa da mulher… da culpa em ter evoluido conforme os tempos e as necessidades de uma vida em metrópole.
Acho que é possível sim ser uma mulher forte, batalhadora, empreendedora e, ainda, mãe, esposa, carinhosa e dedicada à educação do lar. É uma questão de escolha!
Mas para isso ela deve ter ao lado dela um homem com os mesmos predicados, e isso está cada vez mais raro de encontrar, afinal, na “necessidade de sair por aí espalhando os genes”, parece-me mais fácil aos homens pular a cerca ao primeiro problema no relacionamento (afinal, mulher há aos montes por aí, inclusive dando em cima de homens casados!), do que trabalhá-lo e fazê-lo crescer.
Homens, parem com isso de “necessidade orgânica”. Sexo é tão importante para nós quanto para vocês, não tem essa de sexo ter peso maior para homens, isso é machismo, do tempo lá das cavernas!
Felipe Gomes postou em domingo, 5 julho 2009 às 1:07 pm
Mandou muito bem, Hanzinha do meu coração!
Escreva mais vezes pra nós.
Um beijo,
Felipe Gomes.
Glaucio postou em domingo, 5 julho 2009 às 4:20 pm
Muito bom o texto… disse tudo…
beijos
APOLION postou em domingo, 5 julho 2009 às 5:03 pm
RONALDO!
Naty postou em domingo, 5 julho 2009 às 6:27 pm
Não li os comentários, então talvez eu repita algo….
O mundo moderno trouxe sim muitas mudanças, até mesmo no conceitos de família, que hoje em dia não são mais composta por pai, mãe e filhos. A mãe de hoje não precisa ficar cuidando da casa, lavar, passar e cozinhas, bem como o pai não tem mais a obrigação de ganhar bem o suficiente para sustentar todo mundo. Todas as mudanças sociais influenciam o comportamento humano, mas seria correto brecar a evolução?
Acho que as pessoas poderiam repensar atitudes e relacionamentos antes de sair por ai fazendo e acontecendo, como se ninguém mais exstisse….
Lincoln postou em domingo, 5 julho 2009 às 8:35 pm
” sou super a favor de que a mulher precisa ser cortejada bem mais do que cortejar, ser mais recatada ”
Concordo plenamente, encontrar mulherres recatadas hoje em dia é SUPER RARO.
Na minha opinião mulher que procura “conforto pra ela e pra família (financeiramente falando) ” é uma INTERECEIRA, o tipo de mulher que todo homem odeia.
Sergio postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 10:29 am
Sensacional o texto….
Vou dar meu comentario mais tarde!!!!!
Alexandre Formagio postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 10:51 am
Não tinha lido o texto, mas acabei de ler, simplesmente sensacional
Tu escreve MUITO bem Erika, parabens mesmo
Igor postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 11:27 am
Bem, a reflexão foi boa, mas o início do texto me desmotivou.
Para fazer uma alusão histórica dessas, conheça melhor o que está falando.
O início dos tempos foi a mais ou menos 4,2 bilhões de anos atrás
Os hominídeos surgiram a 1,6 milhões anos atrás, e os dinossauros já estavam em extinção há 64 milhões de anos antes do aparecimento dos hominídeos.
Bem, você só pulou alguns (bilhões) de aninhos, nada de mais.
Apenas um Cara… postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 3:27 pm
@Nana: vamos aos fatos.
- Uma cidade grande, como Fortaleza (a quarta, digo, quinta maior do país, onde moro) tem mais de 150 mil mulheres a mais que homens. Isso dá uns 45% a 55%.
- A poligamia é um instinto do “homem de sucesso”. Isso já corta um monte de caras na razão homens/mulheres.
- Existem mais homossexuais homens que homossexuais mulheres. Corta mais uns na conta.
- As mulheres vivem mais que os homens. Logo sobra mais mulhers no mundo… e sobrará cada vez mais.
- Quanto ao lance que o homem precisa sair espalhando genes por aí é verdade. A reprodução, para o homem, dura cerca de duas horas. Para a mulher, nove meses (fora a amamentação).
Já parece mais equacionado.
Teoria fail, a sua. Mas tudo bem. Seguimos.
Mas concordo com você que, graças a Deus, existe evolução. A camisinha, a pílula, o D.I.U., a tabelinha, o sexo an.. ops, o diafragma, etc, etc, etc. Isso é evolução, baby.
Outra coisa: Onde você viu essa estória do psicopata? Link?
@maisembaixo
Apenas um Cara… postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 3:38 pm
@mari: <i:”mulheres querem ganhar tanto quanto os homens e não querem dividir a conta” – Pô, verdade, isso.
@M.: Nem concordo, hahahaha!
Eco postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 6:11 pm
Eu caso com vc!!!
Dan postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 6:38 pm
Olha, pelos comentários, as mais lúcidas aqui, a meu sentir, são a Érica e a Mari. Gostei de ver meninas, conseguiram captar bem a essência do problema. Beijão
Lu.a postou em segunda-feira, 6 julho 2009 às 10:27 pm
eu acredito no amor, eu quero um relacionamento, eu sou independente e sei ser carinhosa/mãe..para cuidar de quem quer que seja.
O problema está no egoísmo…na visão apenas do prórpio umbigo.
Se soubermos traçar planos juntos, os dois saem ganhando….sem caça e caçador…
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 11:27 am
Mew Dells dú céu….
Não sei o que digo, sinceramente!
Eu sou mulher, menstruo todo mês, sou relativamente independente e escolhi uma área de trabalho em que os homens predominam.
Agora me imaginem, 1.90 de altura, cabelo curto, ombros largos, com um palito de dente na boca…
Pois é, eu sou o protótipo da mulher moderna com excesso de testosterona, extremamente macho e com o coração de pedra…(então é isso?)
Mulher antiga na visão do texto: meiga, carinhosa, atenciosa, submissa, dependente, feminina.
Mulher moderna na visão do texto: mandona, dominadora, insensível, ignorante e sem coração.
Isso não existe…
Muita coisa procede no texto, mas esta generalização, homem/mulher, macho/fêmea, preto/branco, claro/escuro…
Que somos diferentes? Clarooooooo! claro que sim!
Mas porque somos nós fêmeas/mulheres que sofrem com esta desvantagem, porque diferença é uma coisa, mas desvantagem é outra.
Não sofremos pelas diferenças, mas pela desvantagem…
Desde o princípio nos ferramos, quando a biblia foi escrita e reeditada por machistas sem cérebro é que acabamos de nos ferrar de vez..
E por aí vem, tanta injustica, desvantagem….
E estamos aí lutando, questionando, no dia a dia, aceitar esta desvantagem como obra divina? Justificar a submissão da mulher como determinada?
Não existe um padrão certo para a felicidade, a questão é amadurecer emocionalmente para escolher um parceiro que valha a pena construir algo dentro dos seus conceitos, idéias.
Continuar com esta visão imutável, extremamente arcaica é um retrocesso.
Cada um faz o que quer, copula com quem bem entender, eu só não faço isso porque não vejo fundamento.
Mas seu eu gostasse de transar com um, dois, três…, mulher ou objetos inanimados..Fodas! Problema é meu. E meu direito acaba quando começa o dos outros… Então é negócio é ser feliz!
Sou feminista desde os 3 anos (quando aprendi a questionar as coisas)
Mas fico extremamente chateada quando associam o feminismo com o machismo, uma coisa não tem absolutamente a ver com a outra.
Feminismo é a IGUALDADE de oportunidades, de valores.
Não vamos dominar o mundo, e colocar os homens como escravos, fazendo o jantar. ( O que já acontece..hehe…)
Não creio que o nível de testosterona caia pelo fato do homem entrar na relação em pé de igualdade.
A mulher (inteligente e resolvida) busca um parceiro, para dar seu carinho, tempo, atenção…E que ele seja digno disso.
Não precisamos mais de um macho para pagar as coisas, não estamos a mercê disso.
Então fica realmente difícil, encontrar um homem que não tenha conceitos machistas impregnados.
E vislumbre uma parceira, cúmplice, com tanta força e determinação quanto ele. Não uma maria mijona que precisa de dinheiro até para comprar seu absorvente higiênico.
Gabriel Khan postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 2:23 pm
@Natália – BH, sempre tive medo de você, agora que sei que tem um 1,90m gamei total. Defina, por favor, didaticamente, considerando minha burrice temperada com testosterona masculina, resultando assim apenas em um cérebro masculino lerdo, o que é uma MULHER RESOLVIDA.
Lerdo mesmo, não é metáfora contemporânea, demorei quase um mês para entender o que era um “pica-pau maluco” (copyright Loirah). Claro que entendi rapidinho o que era uma estratégia “open legs” (copyright Rose Carreiro)…
GK
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 2:52 pm
@Gabriel Khan,
Então o preciso elaborar uma dissertação….
Defina o que é uma mulher resolvida? Well…
Este termo é tão subjetivo que pode se colocar infinitos predicatos…
Bom, quando eu redigi o texto, não analisei com minúcia, tampouco apliquei normas de nossa linguagem atualizadas de acordo com a reforma ortográfica, e consequentemente não analisei a fundo ou montei um grupo de estudo sobre qual termo poderia codificar com fidelidade o que meu humilde coraçãozinho feminista indignado estava querendo expressar.
Bem, o que eu quis mostrar quando eu coloquei os termos (inteligente e resolvida) é a mulher moderna que está se moldando a nova realidade, sendo um misto de qualidades dos dois extremos exemplificados pelo meu post.
Uma mulher forte, determinada, ambiciosa e guerreira, sem deixar de ser meiga, feminina e carinhosa.
Alguém que não só faça sexo com você, mas que depois saiba conversar e até te ensinar a aplicar na bolsa de valores.
Enfim, alguém que tenha condições de caminhar do seu lado, não atrás de você catando e lavando suas cuecas sujas, freiadas., e que seja completamente dependente de você, financeiramente e emocionalmente…
Entendeu?
E eu meto medo mesmo?! hehe
Sou uma espécie fêmea do clã Schwarzenegger.
Mastigo franguinhos com fígado bovino no café da manhã…
Gabriel Khan postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 3:43 pm
@Natália – BH, não entendi, bem que avisei que eu era um verme rastejante dos pantanais da ignorância. E agora sou um “franguinho” apavorado e saberdor que a longividade da minha existência implica em não passar por BH.
Anotei sua definição, vai para a coleção, acho que vou lançar um livro tipo: Mulheres Resolvidas e o sexo. Vou continuar tentando entender…bjo na alface! (virtual, sou burro mas jamais besta).
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:05 pm
@Gabriel Khan,
Eu lí todos os posts, quando escrevi..
Agora li novamente seu post, o primeiro, lá você cita de outra forma estas mulheres denominadas “Resolvidas”.
Agora complicou mesmo…
Eu usei o termo no meu termo com objetivo de explicar algo diferente do que você colocou…
Pelo menos consegui te entender um pouco.
Sou uma menina, boba, pura & besta, que pesa menos de 50 Kg e se esforça para virar nerd.
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:06 pm
Cortem um “Termo” por favor.
Gabriel Khan postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:37 pm
citando @Natália – BH
….Sou uma menina, boba, pura & besta…
e mentirosa!
Claro inteligente, devoradora de “franguinhos” e talvez leitora de Clarice, a antologica em forma de poeta e talvez a primeira “mulher resolvida contemporânea”
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:49 pm
Palmas para ele…
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:51 pm
E não é Clarice, é Cláudia..
Gabriel Khan postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 5:59 pm
citando @Natália – BH
…..E não é Clarice, é Cláudia..
meu mundo estava a beira do precipício, acabei de dar um passo a frente…
um beijo em cada alface
Natália – BH postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 6:00 pm
Putz, tá virando Chat isso aqui, Vamos para o meu msn:
gatinhafemininamanhosa@…..(brincadeira né)
Cláudia é a evolução da revistinha Capricho, onde fica cheio de matérias: Como ter o primeiro beijo dos Deuses!
Teste: Ele está mesmo afim de você? ou “Conquiste o homem dos seus sonhos” hahahaha
XÔ ir tomar minha vitamina de Acaí, meus comprimidos de Animal Pack e levantar meus pesos..
Gabriel Khan postou em terça-feira, 7 julho 2009 às 6:10 pm
eu sei o que é a Cláudia, sei que você não confundiu nomes, por isso meu mundo ruiu
boa pegada de ferro….
Quando levar o ferro junto a teu corpo, suspira, inspira, transpira, sente a rigidez desse ferro e pensa no que ele te trás.
Quando soltar o ferro descansa, relaxa tuas ancas, a começa atrás.
Pensei e escrevi agora, só pra vc, bem que podia ser palavras de Clarice. Que prepotência a minha….
Transeunte postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 7:36 pm
Escrevi algo bem parecido no meu blog em 17-Dez-2008 e é exatamente por aí.. Com o excesso de “permissividae social” (por falta de termo melhor) em que estamos é dado um grande poder a quem não tem tanta responsabilidade para usá-lo.. E aí fica todo mundo fazendo cagada, pegando quem não deveria pegar, dando pra quem não gosta, e namorando quem não quer. No fundo acho que temos mais vantagens do que desvantagens… mas a galera tem que se ligar que não é só porque pode fazer.. que tem que fazer.
Bjo
Celi postou em quinta-feira, 16 julho 2009 às 12:37 pm
Achei o texto ótimo. Parabéns Erica!
Drika postou em sexta-feira, 2 outubro 2009 às 3:06 pm
Acho que a questão do solteiro está além da mulher se posicionar hoje como “super winner”, acaba envolvendo uma mudança no comportamento social de uma forma geral. Atualmente, somos bombardeados de escolhas e possibilidades, nossas personalidades se tornaram voláteis e muitas vezes são moldadas pelo consumo. Assim, me parece que qualquer coisa definida ou eterna é praticamente impensável, o que faz dos relacionamentos algo temporário e superficial. “Para quem patina sobre gelo fino, a salvação está na velocidade” (Zygmund Bauman).