Eis que venho contar mais uma história. Não vou contar sobre a segunda balada que fomos naquela mesma noite do meu último texto, porque esse post será meio que um desabafo. Na verdade, foi uma situação muito chata que eu passei em uma balada. Não, não teve briga, não puxei cabelo de ninguém e muito menos dei um murro em um cara (tudo bem que essa última hipótese passou bem pela minha cabeça).
Fui a um aniversário de uma amiga que não via há muito tempo, numa balada em São Paulo. Chegando lá, dançamos, risadas e mais risadas. Eu estava com mais amigas, até que começaram as trocas de olhares com alguns caras ali, outros caras bêbados e chatos tentavam forçar um beijo e um empurrão ia pra lá (um deles até foi expulso da balada de tão bêbado que estava. Ele literalmente agarrou na cintura de uma das meninas que estavam com a gente, que ela ficou muito irritada a ponto de empurrá-lo. Tempos depois, nós vimos o mesmo cidadão sendo levado para fora da casa por um segurança).
Fomos para a pista de dança. Uma das meninas começou a ficar com um carinha e eu e mais uma outra amiga ficamos dançando e olhando vááárias mulheres em cima do balcão, tomando tequila e se esfregando nos barmans, que viravam garrafas de tequilas na boca de todas (além de aproveitarem da situação literalmente). Até que um cara muito “legal” chegou em mim e me agarrou, meio que me dando uma chave de braço. Só que ele me agarrou com tanta força, que a pulseira que ele usava machucou meu pescoço. Eu dei um empurrão no ser, xinguei até a décima geração da família dele. Mas o carinha era tão boy, mas tão boy, que saiu andando como se aquilo fosse “normal”.

Eu fiquei com muita raiva. Minha amiga também me ajudou a xingar aquele ser, que estava com a “gangue” dele. Só de ver o perfil do moleque, dava para perceber que era daqueles riquinhos que não estão nem aí com nada, porque se arrumarem brigas, o pai vai lá pagar para que nada aconteça com ele (sim, eles ainda existem).
Enfim, saímos da pista de dança e voltamos para um espaço que tinha entre a pista e o palco, onde a banda tocava. Até que um outro cara, bombado (sim, muito bombado) chegou na minha amiga. Pior: ele chegou chegando, achando que só de pegar no pescoço dela, ia conseguir beijar e pronto. Mas minha amiga não quis e mexeu com a cabeça sinalizando que não queria. O teimoso tentou de novo e ela teve que virar e dizer em alto e bom tom “Não estou a fim de ficar com você, pode ser?”. O despeitado ainda saiu dizendo: “Também… não queria”. Então por que chegou se não queria? rs
Algumas horas depois de muitas risadas, resolvemos ir embora. E não é que encontramos com aquele boyzinho, que me agarrou, com a sua gangue? O idiota olhou pra minha cara e já veio chegando, achando que ia me beijar. Eu dei um empurrão nele (de novo) e pedi licença pra passar. Ele olhou e começou a falar “então passa logo, vai, passa”. Eu só olhei na cara dele e soltei um palavrão que não vou escrever qual foi aqui, mas vocês já podem imaginar o que falei. Fora que os amiguinhos dele quiseram colocar a mão na minha cintura, algo que eu ODEIO que façam. Um eu até peguei a mão do ser e falei “TI-RA A MÃO”. Minhas amigas também passaram por eles preparadas pra dar murros e tapas se fosse preciso.
Homens, me desculpem, mas, se forem chegar numa mulher em alguns dos meios que citei nas histórias acima, com certeza há sim algumas que deixam passar a mão, fazer o que quiser, onde quiser e como quiser. O que não era no meu caso e nem no das minhas amigas. Há maneiras e maneiras de se chegar em uma mulher. No nosso caso, assim ninguém conseguiria nada, porque, para mim, é se desvalorizar demais. Tudo bem que, como falei agora, muitas não se dão o valor, mas ainda há as que querem respeito e preferem que os homens chegam, conversem, conquistem até que role alguma coisa ou não.
Nós não estávamos sendo difíceis. Apenas não gostamos dos jeitos que estes caras chegaram na gente. Acredito que ainda possa existir respeito e que se não nos valorizarmos, isso tende a piorar e ir para balada para curtir e, quem sabe, rolar de ficar com algum carinha, seja impossível. Em micaretas, sim, sempre rola essa de beijar e sair andando, mas é micareta e quem já foi sabe como é. Mas acho que em balada (pelo menos para mim), é diferente, porque rola aquela vontade de ficar sim, mas também de conhecer, dar risada, trocar telefone e, quem sabe, ter um encontro depois (ou não!).
E vocês? Alguém já passou por alguma situação chata assim? O que acham?
Beijos e até a próxima!
@Maraisabf
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Comentários do Post
Felipe Gomes comentou no dia 01/set/2010 às 2:22 pm
Se eu, que sou homem, já sinto ódio pelas mulheres com caras assim, imagina a irritação que vocês sentem com esse tipo de comportamento tosco de certos homens (ou moleques, né).
Gostei do post!
Beijo.
Mariana comentou no dia 01/set/2010 às 4:27 pm
Ah, fui numa balada e o cara chegou, conversou e tals, ficamos, aí ele quis ir sentar (erro muito grande da minha parte).
Ele praticamente arrancou meu percoço (sério, muito vermelho e roxo, outra vez, erro meu nao ter parado ele).
Mas poxa, que tipo de cara gosta de deixar essas marcas?(detalhe: ele comentou que tinham feito isso com ele no dia anterior…) será..vingança? se nao gosta nao faça!
Beijos!
Youkai comentou no dia 01/set/2010 às 6:30 pm
Tem gente que não se manca. Realmente acha que pode tudo e acaba chupando o dedo.
Até eu já fiquei irritado com este comportamento boçal, imagine se mexe com minha namorada ou amiga.
Zaz comentou no dia 01/set/2010 às 6:34 pm
Contraditório seu post,ora se acha a rainha das baladas, ora está reclamando! ¬¬
Apenas um homem... comentou no dia 01/set/2010 às 7:30 pm
Sei bem como é… também acontece comigo!… a mulherada só quer saber do meu corpo!
É por isso que não frequento esse tipo de lugar, vc tem que escolher melhor suas baladas!
Feio & Pobre comentou no dia 01/set/2010 às 10:24 pm
Se fosse comigo tinha te dado era uma porrada bem dada no meio da orelha.
Leonardo Xavier comentou no dia 02/set/2010 às 8:57 am
Realmente, tem que ter uma Santa paciência para aturar esse tipo de comportamento. Eu realmente não sei como certas garotas ainda dão corda para esse tipo de sujeito.
Grazie comentou no dia 02/set/2010 às 10:11 am
Nada a ver reclamar sobre isso.
Que é chato … é ! Mas o ambiente proporciona isso
( balada + bebida + gente de todo tipo ).
Tem que tá “ciente”, preparada e tirar de letra .
Balada é isso mesmo … Se não sabe tolerar, vai pro cinema, igreja, barzim.
Uma boa baladeira deveria saber disso e saber lidar com isso.
Xingar também não é solução, você se coloca no mesmo nível deles.
Eliana comentou no dia 02/set/2010 às 10:30 am
Sim, imagino como é que vcs estavam lá, com mini roupas, bem assanhadas, atirando pra tudo quanto é lado, é assim que os caras na balada olham pra vcs ou não sabiam disso? A grande maioria dos homens vão pra balada atrás de mulheres fáceis, e sabem que muitas só se fazem de duronas, mas também tão lá só pra cassar, e quando uma mocinha vai pra balada acaba sendo confundida.
Jessica comentou no dia 02/set/2010 às 10:54 am
Acho que independente do lugar e do tipo de roupa que esteja vestindo,deve existir respeito,não é pq é uma balada que todos tem a liberdade de agir como selvagens…não é não em qualquer ocasião e em qualquer circustancia.
Carol L. comentou no dia 02/set/2010 às 12:31 pm
Ou vi uma frase esses dias e acho bem pertinente comentar aqui: “Respeito e educação cabem até numa boate”.
PS. Boate aqui no sul é sinônimo de bordel…
Tá certo que muita gente(arrisco dizer que a maioria) vai pra balada pra “pegar mesmo”, muita bebida, ruoupas curtas, ambiente propício à pegação sem limites… Mas como a autora do post colocou muito bem: tem jeitos e jeitos! Não acho certo o jeito que esses rapazes chegam… o que não quer dizer que eu ignore que eles existam, se vai pra balada tá sujeita a se deparar com esses tipos.
joaquim manoel maria machado comentou no dia 02/set/2010 às 12:51 pm
Vc foi para uma balada ou para uma micareta?No minimo a balada era na zona sul!!!!e essa história tá pra la de adolescente!!!vá para lugares onde tenha gente da sua idade ou mais velhos.!!kkk
jaqs comentou no dia 02/set/2010 às 1:14 pm
Gente, que balada é essa que vc foi para eu nunca passar perto? Que baixaria…
Apenas um homem... comentou no dia 02/set/2010 às 2:50 pm
Sei que era um aniversário de amiga então fazemos alguns esforços mesmo não gostando do tipo de balada.
, mas nunca tive vontade de ir por este fato, mas me desculpa pois quem vai a um lugar desse sabe o q pode acontecer lá dentro.
Pelo comentário do lugar “…tomando tequila e se esfregando nos barmans, que viravam garrafas de tequilas na boca de todas (além de aproveitarem da situação literalmente)…”
Já ouvi falar desse lugar “show”
Abraço! e se cuida!
Rafael comentou no dia 02/set/2010 às 6:56 pm
Olha, não faço isso, mas não vou criticar os caras. Se eles fazem isso é porque funciona bem pra eles. Ou seja, conseguem bons resultados com essa técnica.
Mas sei lá, pensa como um homem, o cara tá lá, olha para o lado e vê: “vááárias mulheres em cima do balcão, tomando tequila e se esfregando nos barmans”. É mais do que óbvio que a melhor abordagem em um lugar desses é do modo que eles fizeram com vocês.
Se fosse um lugar mais “normal” a história seria diferente.
Maraísa comentou no dia 02/set/2010 às 11:18 pm
Fala galera!! Obrigada pelos comentários!
Então, isso acontece em qualquer balada. Acontece que nessa calhou desse cara chegar daquele jeito em mim, sendo que estava dançando e nem vi que ele ia chegar em mim ou não.
É claro que a gente também vai pra balada para ficar com alguém e tudo mais, mas, como eu falei, e também como disseram em um dos comentários, é bom ter respeito e, como eu também disse, nós não estávamos sendo difíceis, apenas não gostamos do jeito que estes caras chegaram na gente, porque se tivéssemos dado motivos para isso, tudo bem, mas não foi exatamente isso. Tanto que uma das minhas amigas ficou com um cara, porque eles conversaram, deram risada e depois que ficaram. =)
Bom, acho que nessa balada eu não volto, com certeza! Apesar que a banda que tocou lá tinha um repertório fantástico de pop rock rsrs
Beijão gente! Valeu mesmo e até a próxima! =D
daniela ribeiro comentou no dia 06/set/2010 às 9:45 pm
falou e disse, mara…..
acho q vc ainda teve muita paciencia…. dependendo do meu estado alcoolico, eu teria feito muito pior!!!!! ou dito 1553 vezes o palavrao que vc disse…….
bjao
Camila comentou no dia 11/set/2010 às 10:59 pm
Nossa!!! Por isso q não gosto de certos tipos de baladas… =\