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Solteiras em províncias

Publicado por Rose Carreiro em 8 julho, 2009 às 0:10 | 39 comentários
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Ser solteira numa cidade provinciana às vezes é difícil, estressante e tedioso. Porque além de morar numa cidade do tamanho de um ovo, em que a maioria da população tem idade pra ser meu avô, que tem poucas opções de entretenimento, por ser justamente uma pequena, todo mundo conhece e fofoca sobre todo mundo. Não obstante, o pensamento retrógrado habita grande parte dos cidadãos. Agora, diante de tais condições, experimente ser mulher, encalhada sozinha, fugir às regras das moças de famílias tradicionais ou patricinhas metidas a futuras socialites e ser membro de uma família tipicamente machista e conservadora. Oi, meu nome é Rose e eu protagonizo tal papel.

A maioria dos nossos leitores é de metrópoles, portanto talvez vocês pensem que as constatações a seguir relatadas sejam surreais, mas meus amores, essa é a mais pura, dura e triste realidade. Além de ser alvo de piadinhas infames nas reuniões familiares e ter de escutar frases como “isso é falta de um namorado (leia-se falta de sexo)” a cada ataque de pelanca ou crise de carência que me acomete, ainda tenho de ter toda a cautela – missão na qual eu falho miseravelmente, ou não estaria aqui expondo minhas intimidades – pra não cair na boca do povo num lugar onde qualquer espirro seu (no caso, meu) é conhecido em âmbito municipal.

Creio que ter uma vida sexual e afetiva badalada seja matéria mais fácil nas grandes cidades. Primeiro porque, se você mora num lugar onde todo mundo se conhece (ou você conhece muita gente, como no meu caso), você certamente vai topar com um amigo de um ex-peguete/namorado. Se você pega assim mesmo, fica falada – apesar de achar que nesse quesito, não importa o tamanho da cidade, pegar vários caras do mesmo círculo social é fama de fácil na certa. Segundo porque as pessoas de cidades provincianas mantêm uma visão não muito liberal quanto às mulheres. Considere também a importância que uma relação estável possui num círculo social nesse tipo de lugar. E se você é solteira, além de deixar de sair com os amigos comprometidos, invariavelmente acabará sobrando nos eventos em que tiver de comparecer sozinha, como casamentos, onde todos vão em pares e você (no caso, eu) fica com cara de bolinho e termina a noite disputando o buquê com as demais avulsas.

Eu e a sorte, como vocês bem sabem, não somos lá muito amigas, então ainda encaro os mais diversos questionamentos quanto à minha heterossexualidade, a ponto de minha mãe ficar me rodeando até desembuchar que está preocupada com o fato de eu ser vista somente com mulheres. Vale salientar a ironia em tal dúvida, visto que tempos atrás ela reclamava do meu P.A. peguete que era visto me deixando em casa, porque a vizinhança ia começar a comentar e não sei mais o quê. Nesse ping pong de opiniões, eu acabo me estressando e peço pra que ela se decida entre uma filha com fama de fácil ou de sapatão.

O último e o que talvez mais  me aborreça é o fato de que as mulheres solteiras daqui e de tantas outras cidades menores são reprimidas sexualmente e inibidas de se manifestarem sobre qualquer assunto por conta da imagem que os outros terão delas. E não é tão simples bater de frente com todo mundo. Já me falaram que os homens não me levam a sério porque escrevo escancaradamente sobre minha vida aqui. Não é lamentável que mesmo com todo esse discurso liberal de igualdade entre homens e mulheres, com todo o feminismo supostamente existente e liberdade de expressão, eu ainda tenha de ouvir isso?

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Coment�rios desde post

  1. Daniel Iserhard postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 12:41 am

    eu já disse q caso…

    AUEHuaehuehuea

  2. Raquel postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 12:59 am

    É lamentável, mesmo! Hoje, estava comentando isso. Mas, no meu caso, vou me mudar pra uma cidade menor e to com medo de me jogar na noite de lá , porque além de menor, as pessoas de lá são mega preconceituosas e conservadoras.

    Rose, acho que o limãozinho da tua tequila está chegando. Tenho certeza que em algum canto do planeta existe um homem que procura um mulher cheia de personalidade e atitude.#momentodefaltadeacabamento Ou, pelo menos, prefiro acreditar nisso!
    Nem preciso dizer que adoreei o post!
    Beijo

  3. Lynoka postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 1:25 am

    Primeiro uma pergunta indiscreta: você mora onde?
    ….
    Em qualquer cidade,provinciana ou não,atitudes como essas aí(ser fácil por ter atitude e não se importar com o que os outros vão pensar,por exemplo) é muito ridículo e lamentável.

    Há uns dias atrás eu li no teu blog algo sobre você está sendo chamada de “puta” por você ser assim,como você quer.Sei não,sei nãããoo,nessa vida a gente tem que ouvir cada uma.Dá vontade de perguntar: “posso viver?Você deixa?”

    Rir demais com essa da tua mãe e você “decide ou é fama de fácil ou é de sapatão”.Faz assim,qualquer dia desses pergunta pra tua mãe se ela prefere que você se comporte como a namorada de um amigo meu.Umazinha que se passa de virgem pra todo mundo (6 ex-namorados dela romperam esse hímen que se regenera),vai pra igreja,canta no coral e chora sempre que o (atual) namorado (que não conhece o anterior) questiona essa duvidosa virgindade.Uma atriz,eu se não soubesse da boca dos que já comeram ela,até acreditaria.Agora me diz pra que tanto teatro?Eu prefiro uma pessoa honesta que assume o que faz porque sabe o que está fazendo e não uma personagem como essa aí.Pra que esconder?

    Pra mãe,pra tia,pra vizinha,pra todo mundo que fica reparando na vida dela (porque parece que gente de interior não tem mesmo o que fazer )achar que ela é santa? Eu mesmo não aguentaria viver sempre encenando e com medo de ser descoberta.Patético!E olha que essa historinha é tão repetida aqui em Campina Grande que me cansa.As mulheres daqui devem ter alguma variação anatômica (6 himens,quem sabe?!) ou a água deve está contaminada com falta de vergonha na cara.

    Eu fico com pena do meu amigo.Coitado mesmo!Depois de tanto chorar ele disse pra ela “esquece,desculpa,eu acredito” e levou pra casa uma puta dissimulada(duplo sentido?!).
    Não sei,não vou julgá-la,cada um sabe de si,mas que é ridículo,é.

    Então,você pede pra sua mãe escolher : te conhecer como você é ou um dia ela ficar sabendo que você não era nada do que ela pensava.

    Simples!

  4. Zuquito postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 7:30 am

    “Uma mente que se abre a uma idéia nova, jamais volta ao seu tamanho original. ” Albert Einstein

    É com essa mentalidade pequena que as pessoas não evoluem. Ficam nessa de “tradições” e bons costumes e blá blá blá wiskas sache e no fim das contas são um bando de hipócritas mal-comidos(as).
    Imagino que deva ter uma média dúzia de beatas que ficam andando dum lado pro outro da cidade recolhendo e distribuindo as notícias da vida alheia.

    E sobre o que você escutou sobre os homens não te levarem sério por você expor parte da sua vida aqui, seja de quem tenha sido o comentário, de homem ou de mulher, é pura inveja. Fikdik.

  5. renata postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 8:07 am

    na provincia é dificil, nao tem estoque. ou casa logo, ou vai embora.

  6. Kevin postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 9:52 am

    Olha só, sua cidade é praticamente uma cópia da minha só que no RJ!

    Ruiva, tú tá na mesma situação que eu… não aguenta mais o que os familiares acham, boa parte dos amigos já se enroscaram com outros, tá de saco cheio com a cidade que sabe tudo o que vc faz…

    Eu cheguei em uma conclusão no meu caso… preciso arranjar um emprego em outra cidade, ponto! Assim, eu saio de casa e não preciso ouvir a parentada (que por sinal, a parte mais sacal mora NA MESMA RUA!).

    Mas a parte familiar ainda tá suave pq tenho um irmão de 30 anos q tá na mesma situação que eu rs.

  7. Glaucio postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 10:10 am

    Rose, minha querida… já disse… vamos casar e trarei vc para a cidade grande… pra vc conhecer metrô, helicóptero, altas baladas… hehehe
    Brincadeiraaa…. calmaaa…
    Ótimo texto linda!!!
    Mas na boa… isso de cidade pequena é foda mesmo… passei uma temporada em uma cidade com poucos habitantes, o lugar era forrado de deusas… mas as meninas tinham uma frescura do caralho… sempre com a mesma história: “ahh… algume pode ver… melhor a gente ir pra um lugar público, não posso ficar escondida aqui com vc…” ou ainda “ahh nao… não posso entrar no seu carro…”
    O medo da opinião dos outros trava certas pessoas… isso é fodaaa!!!

  8. Sabiá postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 10:26 am

    O Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro, Fevereiro e Março…

  9. Latino postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 10:51 am

    Humm. Deve ser por isso então que a mulherada está se mandando do interior. Já vi reportagens de municipios no interior do RS que sobram homens, pois as mulheres saem pra fazer faculdade e não voltam mais.

    Lendo seu texto, é fácil imaginar o porquê.

  10. Rose postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:00 am

    Opa, já tenho oferta de gaúcho, paulista, carioca…

    @Raquel, acho q ele tá vindo “do estrangeiro”, tipo lá de Estocolmo huahauhauhaua por isso a demora.

    @Linoka, moro na pacata Petrópolis, serra do Rio. E q vaca essa mina ae hauhuahuahua isso q é foda, a guria banca a santa e os trouxas caem. A gente q fala fica mal na fita.

    @Zuquito, nem são só as beatas, é geral! No trabalho, na vizinhança…

    @Renata, por isso q tow querendo pular fora daqui. Já q não me caso, vou embora huahauhauhaua

    @Kevin, pelo menos tua família não acha q tu é gay.

  11. Nathália* postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:08 am

    Rose, a mesquinheza de idéias numa metrópole infelizmente não é muito diferente da de uma província. A nossa vantagem (que já é uma suuuper vantagem) é a maior opção de lazer e entretenimento e um menu de “petiscos” beeem mais variado.

    @Lynoka, a água daqui de SP também está contaminada com falta de vergonha na cara…

  12. Bruno Príncipe postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:50 am

    Rose, as grandes personilidades femininas sempre foram questionadas e até esculachadas em toda história mundial. Vide Chiquinha Gonzaga, Leila Diniz, Joanna D’arc entre outras milhares famosas ou não. Agora, cabe a cada um de nós decidir se seremos parte da multidão ou se faremos a diferença. Acho que no seu caso vc já escolheu onde quer ficar. Beijo.

  13. liana postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:50 am

    Se muda ué.

    Eu tenho PAVOR de cidadezinha, pq já acho a mentalidade nas cidades maiores bem ‘machista’, quanto mais em cidadezinha…

    vc tá perto do Rio e de SP. Se muda.

  14. Nana postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:58 am

    E quanto as cidades vizinhas? Faz a festa lá, hehe.

  15. LeandroDuarte postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 12:39 pm

    Eu já comentei mas por algum motivo o comentário não entrou … vai novamente…

    Rose, mais que um ótimo texto, muito bem escrito e todos os outros predicados que os textos assinados por você possuem, considero esse post IMPORTANTE, importante no sentido de que muitas pessoas homens e mulheres DEVEM LER E ABSORVER essas suas palavras de modo a treinar a percepção com relação a antigos rótulos e preconceitos sofridos pelas mulheres, oriúndas de províncias ou não.

    Muitas mulheres (conheço várias) se preocupam e conduzem as suas atitudes simplesmente baseadas no que as pessoas irão pensar delas, fingem não beber, não fumar, não trepar quando na verdade, bebem mais que o “Jeremias-cabra hômi, fumam mais que um saci velho e trepa mais que pivete pulando muro atrás de pipa! Hipocrisia é foda! É um direito da mulher não dizer o que faz ou deixa de fazer, o ruim é criticar a “amiga” que fala sobre sexo com os meninos da “facul”, chega em casa e entra no chat uol “imagens Eróticas”

    É isso, parabéns dona autora!!

  16. RaphaelReis postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 1:04 pm

    Olá, é uma pena, sim…
    O ambiente em que vivemos seja uma metrópole ou uma cidade pequena sempre nos cobra o preço de se viver nela, é o peso do tamanho geográfico do lugar em que vivemos, uma metrópole por exemplo, existe toda a questão da frieza e individualismo que existe pela vida na cidade grande e isso interfere no sentimento de solidão que as pessoas podem acabar sentindo, na cidade pequena ocorre o contrário são todos próximos demais, intímos demais e a privacidade ou a liberdade de expressão do comportamento é minguada por essa proximidade e por esses preceitos de comunidade pequena e unida, e isso vai além de machismo mas sei que as mulheres sofrem mais esse tipo de pressão, o segredo é encontrar o equilíbrio, que infelismente não sei qual é, mas mesmo sem o encontrar no geral se sobrevive à isso, e sei lá Rose, tenho a impressão que vc já consegue melhor do qualquer um…

  17. Kevin postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 1:53 pm

    @Rose realmente… mas tem um primo meu q não perdoam… e confesso q tenho uma participação nisso rs.

  18. Rose postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 2:03 pm

    Latino, acho q só tá sobrando homem no interior do RS msm hauahuahaua mas faz sentido.

    @Nathália, pude observar isso na minha estadia ae =P

    @Bruno, domingo me chamaram de Maysa, serve? hahahaha obrigada =*

    @liana, tu acha q se eu pude$$e já não o teria feito?

    @Nana, só se eu for pro Rio, o q aliás não é má ideia.

    @Leandro, obrigada! Hj vou ficar me achando a revolucionária. Mas o blog não tá aqui pra isso tbm, pra tentar mudar um pouquinho a cabeça das pessoas pra melhor. Liberdade pra dentro da cabeça ;)

    @Raphael, tbm tem esse lado da frieza e do individualismo, uma coisa q eu reparei é q o pessoal q mora nas cidades grandes geralmente tem mt mais contato com o mundo virtual e mt mais amigos de longe, talvez por essa falta de contato “real”, parece q é td mt “cada um por si”. Eu msm tenho amigos em Sampa, em POA, em Brasília, todos com vários amigos espalhados por esse Barazil e unidos por uma telinha e um modem… Nem todo lugar é todo bom nem todo ruim. Mesmo aqui, conhecendo muita gente, AMIGOS MESMO eu tenho poucos. Mas a gente não se desgruda. Obrigada pelo comment =)

  19. Raquel postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 2:07 pm

    Pois é, eu sinto o mesmo morando em Belo Horizonte. Você tem que desempenhar seu papel: se é solteira, tem que dizer que não tem vida sexual ativa (mas as vezes é mais divertida que das pessoas compromissadas), se namora, em que fingir que não tem vida sexual ativa pois para os provincianos, só depois do casamento é permitido e se é casada tem que fingir que tem vida sexual ativa, mas na maioria das vezes já enjoou da cara do sujeito, é ou não é? kkkkk

  20. Renan postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 2:52 pm

    Rose, se vc precisa de um empurrãozinho pra juntar uma grana, procurar um emprego, ir atrás de novos amigos, república, faculdade, sair da sua zona de conforto e ir tentar a vida na capital, considere-se VIOLENTAMENTE empurrada. Conheço muita gente que reclamava dessa mesma vida que você leva e tomou uma atitude e não se arrependeu..

    Reclamou (mesmo com razão), vai levar bronca: Larga de corpo mole e vai tomar uma atitude, mulher!!

  21. Gabriel Khan postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 3:20 pm

    Ruiva, algumas diferenças entre a Província (cidade pequena) e a Corte (cidade grande)?
    Na corte você vê seu vizinho estendido no chão, e faz de conta que não viu. Você ve sua vizinha fazendo um boquete no amante e faz de conta que não está vendo. Você vê seu vizinho correndo para pegar o elevador e você aperta o botão para fechar a porta. Você passa pela pessoa por 20 anos e nunca dá bom dia, nem sabe o nome dela.
    Na Província, é quase tudo ao contrário, até mesmo na hora de ver ou não o pimbada dos outros e comentar….
    Num liga para que o @Renam falou não, não precisa nada disso, é só me avisar que te mando as passagens….Se quiser formalizo o pedido de casamento aqui. A única que não quero papo pq tenho muito medo dela é a @Natália – BH., mas você não inspira medo não!
    Bjo, belo texto, belos anseios…

  22. Apenas um Cara… postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 4:00 pm

    Eu já morei numa cidade com 30 mil habitantes.
    Parece bastante com o que disseram aí, no texto e nos comentários.
    Bom pra morar, ruim pra viver.

    @maisembaixo

  23. Raquele postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 5:09 pm

    ahamahamaham… Queria ter o dom de escrever, minha história é praticamente a mesma. Meus pais são de uma cidade de 20 mil habitantes (contando gato, cachorro e galinha) no sul do ES, de modo que só tive essa liberdade de “ser eu“ ao vir p minas ao entrar p faculdade. Sei bem o que está passando e já ouvi mto a frase: “ é falta de namorado?“ e até hj a primeiro coisa que escuto nas raras visitas q faço a colônia é : “ cadê o namorado?“ (Falam isso antes do “oi, td bem?“`!!!) Todos me tratam como menos, e não importa se sei instalar um chuveiro ou trocar um pneu. Não importa se estou feliz e de bem com minha solteirice. Ah… e o pior, ficam lembrando a desgraça do ex “Uma pena vc não ter casado com ele, né?“ Mas o que aconteceu mesmo para vcs terminarem?“. Isso pq, no meu caso, já terminei o dito relacionamento a 5 anos.

    Dps meus pais reclamam pq os visito poucos, saio de lá deprimida! Claro, n por n ter namorado, mas por ser “menos“ na visão da família e por causar especulações d+ na vizinhaça (“será q é puta? será q se envolveu com homem casado? n, n… acho q é traficante e tem uma namoradA. Ela mora sozinha, deve ser puta msm, onde se viu uma moça morar sozinha?) … É a galera de lá tem uma imaginação boa, costumo dizer que assistem mta novela)

    Rose, me identifico d+ com seus textos e adoro o modo como vc escreve. Repito o conselho da galera aí de cima: Aproveita esse talento de escritora (ou o convite sos meninos) e corre daí!

    bjos

  24. Gabriel Khan postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 5:32 pm

    mas @Raquele, foi mesmo uma pena tu não ter casado com ele né?

    brincadeira hem…..

  25. thalles postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 5:34 pm

    olha, eu moro em uma cidade pequena… realmente eh complicado essa questao de sexo… em minha cidade, que tem algo em torno de 70 mil habitantes ja eh um pouquinho mais liberal: se admite que casais de namorados tenham relacoes, coisa que ate bem pouco tempo nao era permitido… a mulher ficava com fama de puta… essas coisas…

    mas quanto a uma relacao casual, eh mais complicado… geralmente so se for um cara playboy, bonitao, ou que tenha uma moto um carrao bem bonito..

    para os manés da vida, lisos sem carro ou moto, so sobra o bom e velho puteiro

    rsrsrs

    abraço

  26. higor postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 7:09 pm

    muito bom texto, interressante olhar dentro da cabeça da mulher. e poder enchergar com seus olhos..! show de bola o texto.. memso!

  27. Naty postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 7:12 pm

    Rose, já passei por isso, moro em São Vicente, litoral de São Paulo, mas desde criança moro em um bairro super pequeno, onde td mundo se conhece… qndo os vizinhos me encheram o saco de tanto q falavam comecei a levar todas as minhas contas pra eles pagarem, afirmei em alto e bom tom que se tinham o direito de falar da minha vida que deveriam me sustentar tbm. Pelo menos pra mim deu certo, ou se ainda falam, ficaram mais discretos…
    Mas a minha sorte é q a minha família aceita super bem ter uma filha avulsa, nos almoços de domingo, qndo alguem solta alguma piadinha sobre minha ‘falta de namorado’ minha mãe é a primeira a falar q eu não preciso disso, que amizades são tudo nessas horas…

  28. Ana postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 10:21 pm

    Morei 17 anos de minha vida em uma cidade bem pequena quando, enfim, (e graças a Deus) saí de lá pra fazer faculdade em uma cidade gde. Ainda bem que minha família pouco faz piada sobre minha solteirice, mesmo pq ao menor sinal de qualquer brincadeira já aviso que sou um partidão e que não vou me contentar com qq zé mané por aí.Todos concordam, a risada da minha tirada é certa e a “polêmica” se encerra a meu favor!

    Fica aí a sugestão, qdo alguém falar sobre sua solteirice lembre-o de que, além dela ser uma escolha sua vc tem grande valor e não precisa de um cara ao seu lado para prova isso.

  29. Léo C. postou em quarta-feira, 8 julho 2009 às 11:40 pm

    As vezes parece difícil de acreditar qeu em pleno século XXI e após todas as conquistats das mulheres, ainda haja uma cultura tão machista. E é fácil dizer que isso é hipocrisia e que deve ser ignorado, porque não é quem diz isso que sofre as conseqüências de agir assim.
    Acho ainda esse tipo de pensamento machista ainda mais absurdo porque muitas vezes ele é reproduzido pelas mulheres. E os caras não entendem que por causa desse tio de pensamento retrógrado, muitas mulheres deixam de fazer sexo nos primeiros encontros para não parecer fácil, e são as mesmas de quem os caras reclamam quue fazem cú-doce.

  30. Tabaquara C. Filho postou em quinta-feira, 9 julho 2009 às 5:25 am

    Moro numa cidade “pequena” e assino embaixo tudo que falastes. Acontece e pior, a fama de ovelha negra na família e na cidade é algo que demora a passar, mas desejo que tu e a dona Sorte um dia se acertem!

  31. Talita Pereira postou em quinta-feira, 9 julho 2009 às 11:04 am

    Rose, passo pela mesma situação.. moro em uma cidade de 10 mil habitantes.. que nunca tem nada pra fazer, os eventos sociais como casamentos termino como vc e as outras avulsas.. hiauhiauhauiha.. até esses dias minha amiga teve que arrumar um mancebo pra fazer par comigo em um casamento que fui madrinha foi o caos porque o cara tem namorada né..

    O que sempre acontece aqui é a fila roda né.. porq são sempre as mesmas pessoas.. e se eu saio muito pras outras cidades pra extravasar um pouco ai já falam que vc ta pegando geral e a fama de fácil é certa…

    hoje nem esquento a cabeça mais para o que falam.. porque pra me divertir aqui seria praticamente impossível..

    =**
    @talita_pereira

  32. Jackeline postou em quinta-feira, 9 julho 2009 às 5:20 pm

    Pois é, tem lugar em que o povo acha que a vida se resumo em casar e ter filhos. Eu sou do interior, nem tão interior assim, e aqui o povo acha que eu to passando da hora, tenho 25 anos e o povo me chama de encalhada.
    O pior é que é a mais pura verdade, todo mundo aqui de faz (ou é vai saber) de puritano, se um dia para um carro na minha porta e no outro dia para outro, já levo um puxão de orelha dos meus pais porque os vizinhos estão comentado…
    Daí pra eu ter uma vida “promiscuamente” ativa (!), só se for embora pra sumpaulo…
    Adoro os textos que vc escrever, tão bem colocados que é difícil de comentar com muitas sílabas, fico sempre tentada a dizer “muito bom”… rs

  33. Jackeline postou em quinta-feira, 9 julho 2009 às 5:20 pm

    nossa, hoje eu to com a mão pesada, e teclando de tal forma que sai tudo errado…
    =/

  34. Dan postou em sexta-feira, 10 julho 2009 às 8:20 pm

    Rose, se você for p/ o Rio, vai achar um paraíso. AS mulheres aqui são as mais marrentas do Brasil, logo, alguém com seu charme e simpatia facilmente arrebatará os corações masculinos.

    Agora, p/ os meus amigos aqui do blog: jamais pensem em mudar p/ uma capital muito grande. Tipo Rio, SP e Brasília. As mulheres destas metrópolis são muito metidas. É infinitamente mais fácil ficar com alguém do interior, além de serem mais simpáticas e meiguinhas, são muito lindas e dão condição p/ você.

    Indiferentemente, seja você homem ou mulher, tenha em mente que viver numa cidade do interior oferece uma qualidade de vida insuperável. Você jamais terá que passar 2 horas no trânsito p/ ir ao trabalho, violência então, nem pensar. Passar na casa dos amigos à pé sem avisar, sair à toa pela rua sem ter que pegar ônibus ou carro. Visualizar o verde e os jardins floridos da rua em opsição à selva de pedra das grandes cidades. Morar numa verdadeira mansão, com sauna, piscina, campo de futebol, salão de jogos etc, tudo isso por menos de R$ 200.000 (no Rio, vc compra um 2 quartos vagabundo no Flamengo). Todos estes prazeres, a meu sentir, não tem preço e jamais serão encontrados numa metrópole.

  35. Gabi postou em terça-feira, 14 julho 2009 às 12:02 pm

    Nossa! Inacreditável. Petrópolis fica a cerca de meia hora do Rio, mas é extraordinariamente diferente.
    Não dê ouvidos às pessoas que moram ai! Vc acredita mesmo que seus vizinhos ficam observando quem te deixa em casa? Ou que horas vc chega? Tire por vc mesma! Vc, alguma vez, reparou com quem ou a que horas algum vizinho seu chegou em casa??
    Isso não existe! É pura neura da sua mãe. Não acredito que as pessoas possam ser tão desocupadas.

    @Jaqueline – Achei um absurdo esse caso dos carros diferentes! O meu namorado tem mais de um carro e as vezes ainda pega carro de amigo emprestado. Se juntar isso ao costume dos cariocas de andar com o carro tampado no G5 (insulfilm mais escuro que existe), ou seja, não dá pra ver quem está dentro do carro, eu já teria sido taxada a mais puta da região.

  36. Dani Ferreira postou em sexta-feira, 17 julho 2009 às 5:30 pm

    Rose, embora a variavel idade ajude a perceber as variancias comportamentais das mulheres avulsas ( eu tenho 34 aninhos), a sua descriçao sobre o turbilhao de sentimentos que passa na cabeça da mulherada é perfeita ( estando elas ou nao em provincia!). Adorei!!!!

  37. Dani Ferreira postou em sexta-feira, 17 julho 2009 às 5:37 pm

    o comentario vale sobretudo para o post “nossa necessidade de autoafirmaçao”.

  38. kelly postou em sexta-feira, 23 outubro 2009 às 10:13 am

    Querida Ruiva, me raxo de rir com seus comentários..rsrsr

    Imagine eu que moro só…qualquer pessoa que entra em casa, seja ela entregador de pizza, entregador de gás, irmão, pai, tia, amiga, vendedor de purificador de agua, enfim…qualquer pessoa é alguem que estou pegando..puta, sapatão é fichinha perto do que eu ja fiquei sabendo, pior é por se matarem de tentar adivinhar quem desses é que me sustenta, ou todos,..rsrsrs, não querem acreditar que eu trabalho e pago minhas contas.
    éeee

  39. ivanildo postou em terça-feira, 16 março 2010 às 5:24 pm

    eu so queria uma mulher ára mi fazer feliz mais so 30a 50 meu tel e 94092938 65148608


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