Diário de Solteiro


Transas não combinadas

Publicado por Leitora em 20 dezembro, 2008 às 10:00 am | 12 comentários

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Namorei quase cinco anos e geralmente quando uma pessoa namora muito tempo, ela imagina (não só ela, mas todos que a cercam) que simplesmente não vai mais se separar, principalmente quando o relacionamento é muito bom (pelo menos eu pensava assim). Como nem tudo são flores pra sempre, o namoro acabou.

Inconformada, eu não enxergava que isso poderia ser bom e me trazer boas experiências e por isso, fiquei meses “quieta”, quase que numa grande preguiça de me assumir solteira depois de tanto tempo. Como já disseram aqui em certo post, foi difícil de voltar a ser solteira, já tinha perdido totalmente a prática.

Quando eu ainda namorava, fazia aula de espanhol. Era do tipo de pessoa cega, que não olhava nem pros lados. Porém, um dos professores (que foi meu professor em um dos níveis) era tão interessante que mesmo eu sendo “cega”, ele conseguiu chamar minha atenção. Tinha um jeito legal, era super simpático, tinha um estilo diferente e tinha muitas coisas que eu gosto em homem em se tratando de aparência física. Como eu namorava, quieta estava, quieta fiquei, sem dar nenhuma “brecha”.

Desde a primeira vez que nos vimos, notei que a forma de ele me olhar era diferente, sem contar que ele era super atencioso comigo e engraçado e que todo mundo na escola odiava ele por ele ser exatamente desatencioso com todo mundo.

Quando terminei meu namoro, ele logo percebeu. Primeiro porque eu fiquei um tempo sem ir pras aulas, sempre arrumava desculpa pra não ir e tava sempre com voz de emo quando ele ligava pra saber se eu ia querer fazer reposição; segundo porque quando eu cheguei à aula depois, ele notou que eu estava sem aliança.

Com o tempo, fui esquecendo meu ex-namorado e o professor e eu nos tornamos grandes amigos coloridos. Os papos começaram a ficar interessantes. Ele era noivo, mas a amizade colorida chegou num ponto em que eu não me importava com isso já que eu estava solteira. Se ele que tinha compromisso,
ele quem tinha que se preocupar, certo? Pois é, mas ele parecia não se importar com os oito anos de relacionamento. E levamos uma das brincadeiras muito a sério. Numa conversa no Messenger, ele
disse:
- Não volto mais pra escola hoje. O que você vai fazer agora?
- Nada, meu expediente acabou agora e estou chegando em casa já já.
- Estou indo aí agora…
- Duvido! (e eu duvidava mesmo)

Trinta minutos em ponto depois, ele estava na minha casa buzinando na porta. Pasmei, mas, não ia perder a oportunidade de ficar com ele naquele dia. Devido à liberdade que já tínhamos, o cumprimentei com um beijo logo de cara. Ele parecia não esperar. Só conseguiu sorrir pra mim até me puxar de volta pra ele correspondendo. Morávamos no litoral, porém, eu não conhecia nada pros lados de onde ele morava e vice-versa. Resolvi levar ele pra um lugar que eu tinha certeza que ele ia adorar e não conhecia. Lugar com muitas pedras e a praia no meio delas, visual paradisíaco e, aliás, dava pra ver um monte de tartarugas, o sol indo embora e aquela brisa gostosa. Sem contar que era um lugar bem deserto, mas naquele dia tinha um pessoal (férias de julho, mesmo em lugar que normalmente é deserto tinha gente).

Saímos do carro e me encostei nele, de costas, pra vermos o visual, sabe? Os amassos começaram ali, naquela hora mesmo, porque ele era tarado por bunda e digamos que peguei o ponto fraco do “garoto”. Quando eu me dei conta, meu vestido já estava na cintura e eu estava deitada no capô do carro. Adrenalina
pura, até porque tinha algumas pessoas lá como eu havia dito, de longe, mas tinha e era no mínimo interessante a sensação de sermos pegos observados. Entramos no carro insufilmado quase 100% e ali a coisa pegou fogo. Eu nunca poderia imaginar que a química entre nós poderia ser tão grande. Tudo se
encaixava certinho, como se fossemos parte um do outro. O tesão estava nas alturas, incontrolável. Depois de nos provocarmos muito, ele me fez um convite:

- “O que você acha de irmos pra um lugar mais calmo?“

Não pensei duas vezes. Fomos pra um hotel perto de onde estávamos. Foi uma das melhores transas que eu já tive na vida! Sem contar que parecia que nós nos conhecíamos há anos e pelas “caras, bocas e frases” dele, imagino que não tenha sido diferente pra ele. Aos poucos fui percebendo que aquela transa foi melhor do que ele esperava mesmo, assim como foi melhor do que eu esperava também, a diferença entre eu e ele, é que ele encarnou, porém, pra mim, ele era apenas um “lanchinho”. Mas esse é um outro assunto…

Algumas coisinhas:
1 – Ficar solteiro, principalmente depois de muitos anos de namoro é uma grande barra, principalmente quando a pessoa gosta muito da outra, mas, tudo passa ou não;
2 – Se “assumir” solteiro novamente, é complicado, e, não adianta, você vai sentir falta demais de companhia independente do tempo de solteirice;
3 – Ser solteiro tem mesmo o lado bom depois que você se “acostuma”. É legal você ter liberdade de poder falar besteira com amigos, sair, curtir, beber (coisas que você também pode fazer namorando, principalmente se os amigos forem os mesmos) e por acaso ter essas transas “não combinadas” com
pessoas diferentes e que no final é BEM legal (isso não dá pra fazer namorando, a menos que tenha um sexo repetido no meio do casal hehehe);
4 – É legal deixar sempre claro que a pessoa é apenas um lanchinho e não é sacanagem fazer isso com ninguém, sacanagem seria se você não dissesse. Masnão precisa dizer “lanchinho” :D .
5 – Nunca se preocupe com o relacionamento alheio se você é solteiro. Todo mundo sabe o que é certo ou errado e se a pessoa tem terceiras intenções com você, ela certamente saberá das conseqüências e terá tempo o suficiente pra pensar se é aquilo mesmo que ela quer e se vale a pena “pular a cerca”.”

A avulsa não quis ser identificada, mas o Diário agradece a participação :P

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Comentários do Post

  1. Alexandre Formagio comentou no dia 20/dez/2008 às 12:40 pm

    Cara, muito foda esta história :)

    E sobre o 4º ponto, concordo e acho excelente muitas vezes uma das partes não está bem “ligada” e pode acabar se empolgando, é interessante sempre deixar claro, que aquilo é uma curtição para ambos, assim ninguém acaba magoado :D

  2. Rose comentou no dia 20/dez/2008 às 11:44 pm

    Meneeeeeeeeeeeeeena, vc gosta de viver perigosamente, hein?!

    E esse papo de lanchinho é foda. Assim como mulher às vezes não aceita o fato de que o cara “só queria come-la”, tem homem que também confunde o lance e não aceita a posição de lanchinho.

  3. Natalia Mingione comentou no dia 21/dez/2008 às 2:56 am

    Hahaha adoro “lanchinhos”. Mas acho que depois um tempo solteira, acostuma-se com a falta de companhia. Sei lá, a gente tem que se acostumar, pois nada garante que alguém vai estar do teu lado quando você precisar!
    Adorei o post!

  4. Sabiá comentou no dia 21/dez/2008 às 10:53 am

    Como se diz “lanchinho” em espanhol?

  5. Rose comentou no dia 21/dez/2008 às 10:57 am

    Sabiá sempre me diverte hauhauhauahuahuaa

  6. Lari comentou no dia 21/dez/2008 às 4:16 pm

    acabei de terminar um namoro de 4 anos e meio, ler esse post foi otimo.. ainda to na fase quieta… ta osso viu! parabens pelo blog mto bom!

  7. betto comentou no dia 23/dez/2008 às 11:26 am

    pois, é gostei do post tbm, tô saindo de um namoro de 3 anos tbm, e o post ajudou bastante a repensar na situação q me encontro!!
    vlw

  8. Rodrigo[NightSpy] comentou no dia 24/dez/2008 às 9:56 am

    sim, namorei 4 anos tb e o namoro terminou..mas isto: (((“Ele era noivo, mas a amizade colorida chegou num ponto em que eu não me importava com isso já que eu estava solteira. Se ele que tinha compromisso,
    ele quem tinha que se preocupar, certo? Pois é, mas ele parecia não se importar com os oito anos de relacionamento. E levamos uma das brincadeiras muito a sério.” ))) — é o mesmo que jogar lixo na rua, com a desculpa de que o governo não faz eu tb não, ou roubar alguem com a desculpa q foi roubado tb…etc..e tals…. não sei como uma mulher após ser um “lanchinho” possa se sentir bem, e olha q é um homem falando…. mas é isso ae..vamos levar a vida assim, se o outro não tem vergonha na cara, pq terei né???!!!… ¬¬

  9. Rafaela Buss comentou no dia 29/dez/2008 às 10:10 pm

    uhuuuuuuull…
    é isso aí garota.. faça o que tiver vontade.
    quando terminamos achamos tudo muito estranho, mas o tesão não acaba com o namoro… é só reecontrar o caminho das pedras… xD

  10. Luciana comentou no dia 29/jan/2009 às 3:59 pm

    A Avulsa nao quis se identificar porque é uma piranha! E piranhas geralmente sao anonimas. Ou sair dando pro cara de primeira deixor de ser piranhagem?

  11. RBZ comentou no dia 14/ago/2009 às 10:26 am

    Eu concordo de uma maneira não revoltada com o que o Rodrigo falou. Acho antiético até mesmo bjar alguém q namora, essa coisa de “o compromisso é dele, to nem aí” pra mim não rola.
    Massss… em cima do capô?!?!?!?! q máximo!! huahauahuahau!!
    Amo adventures :D

  12. Ana karolyny comentou no dia 21/ago/2011 às 1:38 am

    Muitooooooooooo loca esta historia vou contar a minha o so que e curtinha. Quando tinha 13 anos eu nao gostava de ir a escola mas certo dia quando chequei dentro da sala olhei aquele menino mas lindo do planeta e foi amor a primeira vista .eu so ficava de olhl nele e ele em min troquemos os numeros de celular e toda noity era uma mensagen,OI TUDO BEM VC TEM NAMORADO ele me perguntava depois de um tempo ele me pedio em namoro nem penssei logo disse sim quando completou 2 anos de namoro ele me disse que queria tranzar sem resposta disse vou pensar no outro dia acabei asseitando mas tudo acabou mau ele disse por mensagen OI NUNCA MAS QUERO TE VER SO QUERIA EMA NOITE ESPECIAL E SE VC FOR ESPERTA VAI ESQUEÇER QUE EZISTO fiquei triste por um tempo e agora sei que os manes so querem se aproveitar

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