Esta história é baseada em fatos reais. O nome dos apaixonados personagens serão omitidos.
“Não vim aqui dizer que descobri que gosto de você. Isto eu sempre soube. Vim aqui dizer que agora não tenho mais medo. Por 4 anos eu comparei mulheres com você e agora eu resolvi ficar com meu benchmark”.
Bah!
Ele disse isso a ela.
Tiveram um caso por quatro anos. Porque 2 pessoas jovens e livres tem um caso? Esta é uma pergunta que sempre faço, ao vento. O meu poeta-atual-preferido @carpinejar colocou em palavras o que era um pensamento meu, de travesseiro, que as pessoas andam confundindo amor com seguro de vida. Namorar é ter a possibilidade de erro. Porém, é se permitir conhecer o outro, curtir e não julgar. É viver. Namoro não é casamento para as pessoas terem tanto medo. Sim, porque alguns acham que namoro é um palavrão. Tem arrepios só de ouvir. Palavras de quem sempre foi uma solteira feliz (e ainda sou, mas confesso, está ficando frio esse inverno paulistano…).
Bem, voltando ao caso. Por quatro anos ela namorou outros caras. Foi noiva. E, nesses períodos, ele respeitava a condição de compromisso que ela estava. Ele se mudou para outro estado. Se encontravam eventualmente como amigos (juro pra vocês!), corriam no parque, faziam coisas sacanas bacanas. E quando ela não estava namorando, eles ficavam. Conheceram-se quando ela não era ninguém, tinha chegado em São Paulo de mala e cuia. E só (não tinha grana nem pra comprar erva mate).Também ele começava a descobrir o que seria quando crescesse. Dormiram muitas vezes na caminha de solteira dela. Com o tempo, muita coisa mudou, os dois mudaram para melhor, cada um do seu jeito, mas sem nunca se afastar. Um sabe tudo da vida do outro.
E, nesses quatro anos, a questão foi mais uma vez o medo. Medo que todo mundo tem de amar com a obrigação que dê certo (nas palavras do próprio).
Ela achava que ele não seria um homem completo se não tivesse filhos na sua religião, já que ele é judeu.
Ele jura que o que importa é o coração e não o sangue, e, se ela não se importasse, ele educaria os filhos na religião. Estou relatando uma super declaração de amor em que os dois falaram de casamento e filhos e mesmo assim não foi um papo apelativo, mas tranqüilo e consciente (ah achei suuuuper romântico S2)!
Bem, o papo está muito bom, mas eu não quero uma história melosa aqui nem faz o meu estilo. Tenho uma revelação: minha amiga namora. Com outro.
Há quatro meses ela encontrou o seu caso antigo pra comunicar que estava namorando e ele ouviu tudo e então a abraçou por um tempo maior que o de costume…e se despediram. E se ele tomou dor de cotovelo consciência ou se sentiu ameaçado, não sabemos, mas pode ter sentido os dois fatores que o fizeram repensar, ou ainda uma terceira coisa: ter ele chegado a uma etapa da vida que se sente pronto para um relacionamento (pré-aprovado) e foi buscar aquela que sempre foi seu benchmark, já sem medo de que de certo.
E qual é a vantagem competitiva que este cara tem da concorrência (inclusive do namorado atual)? Ela responde: “Carinho! Dormir no colo e abraçados é o cúmulo da cumplicidade”.
Obs: até a publicação deste post ela ainda estava decidindo o que fazer embora eu já havia sacado que ela já tinha a resposta;).
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Comentários do Post
Rafael comentou no dia 06/jul/2010 às 7:41 am
É… estou esperando uma resposta também.
Sou o amigo que colocou a interrogação na cabeça dela.
O colo, o ombro e a voz amiga que ela espera quando (quase sempre) ele não dá valor.
Leonardo Pires comentou no dia 06/jul/2010 às 9:02 am
Muito legal a história.
Nesta vida de tudo fast, instantâneo e prático em que o erro não é tolerável: tanto no nosso quanto o do outro. Ficamos em uma busca incessante por algo ideal e perfeito. Esquecemos de valorizar as coisas mais simples de uma vida a dois e qualquer coisa vira um motivo para uma “não entrega”.
O tempo vai passando e depois vem a urgência. Envoltos pelo nosso egoismo, buscamos o pacote completo para o tal do “e viveram felizes para sempre” e assim ficamos esperando ele, esquecemos que o pra sempre foi ontem, é agora e será amanhã, com todas as perfeições e imperfeições.
E o mais engraçado disso tudo é que quando sentimos falta de alguém, sentimos falta das coisas mais simples que fizemos com está pessoa e lembramos dos momentos mais constrangedores que causaram muitas risadas.
Maraísa Bueno comentou no dia 06/jul/2010 às 9:28 am
Muito boa essa história…realmente certas coisas acontecem com a gente quando menos esperamos…atitudes, frases, jeitos, tudo isso por influenciar em um relacionamento. E, às vezes, são as pequenas coisas, aquelas que nem percebemos que fazem a enorme diferença…basta não ter medo, não ter medo de falar, não ter medo de assumir o que sente. É aquilo: se acha que é o melhor para você, vai fundo e faça…se está na dúvida, seja sincero e diga a verdade, não omita e nem enrole…isso só pode piorar a situação. E foi o que o @Leonardo_Pires disse: “quando sentimos falta de alguém, sentimos falta das coisas mais simples que fizemos com esta pessoa.”. Ótimo texto! Parabéns!! E como não disse no seu primeiro post, digo agora: Bem-vinda ao blog! =D
Sergio comentou no dia 06/jul/2010 às 9:35 am
Belo texto!
Mas ta dificil relacionamento.. qualquer pequeno erro esta se tornando fatal…
O gostoso é arriscar, se entregar… se sofrer depois faz parte! mas oq vale é tentar!!
Kéfhane comentou no dia 06/jul/2010 às 9:47 am
Ótimo!
@Leonardo Pires – “Envoltos pelo nosso egoismo, buscamos o pacote completo…” Ouso completar … e nesse egoísmos deixamos de viver as pequenas coisas, aproveitar as coisas simples, encontrar a felicidade nos detalhes.
Viver é um risco! Aqueles que têm medo de sofrer e não se arriscam, sofrem duas vezes, primeiro por medo de sofrer e depois por perceberem as milhares de oportunidades que a vida ofereceu e não foram vividas plenamente.
Grazie comentou no dia 06/jul/2010 às 11:03 am
O outro lado também tem suas razões .
“Medo que todo mundo tem de amar com a obrigação que dê certo” … É covardia, mas é totalmente normal.
Com algumas coisas em comum com o caso da sua amiga, Tenho alguem de outra cultura, que me fez acreditar que poderia dar certo, fez tudo o que podia pra ter meu coração, e agora que o tem, não é mais a mesma pessoa. ( o que não quer dizer que todo mundo é igual).
E agora estou tendo que rebolar, pra sair dessa. E digo mais: machuca e dói muito interiormente e o único rémedio é o tempo, e esse demoraaaa. É uma luta mental diária. Esqueçer um amor é coisa pra guerreiros. Quem amou sabe.
E ESTOU TENDO QUE DAR O MEU SANGUE PRA ESQUEÇER O CÚMULO DA CUMPLICIDADE.
Não vestirei um armadura eternamente e nem vou desistir de tudo por causa disso! Óbvio que não. Mas se de agora pra frente terei medo? Óbvio que sim. E faz parte.
José Toniazzo comentou no dia 06/jul/2010 às 12:08 pm
Digamos que quando menos esperamos, coisas boas acontecem. Basta não se precipitar nem forçar situações. Tudo tem seu tempo! Parabéns pelos posts, muito bem escritos. Acompanho o blog a algum tempo e também escrevo nessa mesma linha, a qual entitulo de “canalhices”, no sentido positivo da palavra.
http://brikebom.blogspot.com/
@zetoniazzo
DEBORAH LIRA comentou no dia 06/jul/2010 às 1:15 pm
Interpretação de um cotidiano, muito passam por isso, mas poucos tem a coragem de dizer o que sente.. Ainda mais com o passar dos anos. Arrasou Re… Bju
Vi comentou no dia 06/jul/2010 às 7:24 pm
Belo texto!Adorei
Enxerguei meu futuro nele…até #ARREPIEI… q isso!
Não sei..mas algo me diz que ainda ei de passar por isso…pq minha situação caminha de forma parecida…
Grande abraço!
Vi comentou no dia 06/jul/2010 às 7:28 pm
ahh…me esqueci..qual foi a resposta da sua amiga?!
rsrs
renata comentou no dia 06/jul/2010 às 7:42 pm
@ vi: espero que o texto provoque uma reflexão… positiva!
minha amiga está confusa, mas em uma reunião extraordinárias entre as gurias, decidimos que o melhor é deixar a vida andar um pouco mais pra tomar uma decisão.
@ grazie: senti nas tuas palavras um pouco do que deve estar sentindo. Por isso minha amiga sempre foi muito prudente nesta relação e hoje a entendo. @ o que vale e muitoooo eh tentar! @ rafael: valeu a tentativa rs!
renata comentou no dia 06/jul/2010 às 7:44 pm
@marisabueno: muito obrigada!
Marcia comentou no dia 06/jul/2010 às 9:40 pm
..” as pessoas andam confundindo amor com seguro de vida. Namorar é ter a possibilidade de erro… é se permitir conhecer o outro, curtir e não julgar”
Adorei seu texto!!!
a humanidade está realmente confusa…e concordo com o comentário acima que disse: viver é correr riscos.
Bruno comentou no dia 07/jul/2010 às 2:19 am
Renata Pena, vc eh muito GATA!!
Alan comentou no dia 07/jul/2010 às 11:41 am
Fala Re,
Mais uma vez, otimo texto!
Eu nao sou o Cara certo para uma opiniao a respeito…hehe… confesso que nesse campo sou muito confuso.
Ha, o frio paulistano tem soluçao…esse tem,rs.
bjao
renata comentou no dia 07/jul/2010 às 11:16 pm
@alan obrigada alan., vc sempre gentil. ah e pq os homens são sempre confusos?
Felipe Gomes comentou no dia 07/jul/2010 às 11:19 pm
o frio tem solução mesmo, coloca uma blusa
renata comentou no dia 07/jul/2010 às 11:24 pm
@felipegomes
tah com ciúmes
renata comentou no dia 07/jul/2010 às 11:29 pm
@felipegomes humm pensando bem prefiro a blusa do que perder o job do blog
Felipe Gomes comentou no dia 07/jul/2010 às 11:33 pm
hahaha bocozinha!
Gabi comentou no dia 07/jul/2010 às 11:35 pm
Tenho a impressão que essa história ainda tem algumas páginas a serem escritas, viu Re! Quando a gente acha que já sabe a resposta, vem um outro medo, uma outra confusão, de um lado… rs.
Beijos,
Felipe Gomes comentou no dia 07/jul/2010 às 11:36 pm
@Gabi “quando a gente acha que já sabe a resposta, vem a vida e muda todas as perguntas”
Zombie comentou no dia 08/jul/2010 às 7:28 am
Falo na condição do cara que já esteve na condição de “assumo você, mas parece que VOCÊ tem medo!”.
È extremamente tosco você curtir a pessoa, ela retribuir, etc
Porém, fica com medinho.
Parece que está brincando conosco.
Hoje em dia, eu não tolero mais. Se ficou com medinho, passar bem. LONGE. Porque eu não sou palhaço para ficar esperando alguém se decidir.
Ah, uma dica: Indecisão acontece quando a gente sabe muito bem o que quer, mas, acha que deveria querer outra coisa.
E um adendo: Ninguém pensa no “outro” que vai ser largado por causa do manolo aí, é?
Todo mundo falará: É azar, é a vida.
Mas quero ver se tu veria dessa forma se a guria que tu gosta ficasse nessa situação com outro cara e namorasse você. Eu não acharia justo.
Enfim. Nessa história, ainda torço que esse cara que dá carinho caia para a zona de amigo, porque ele é muito moleque para esperar a guria namorar para se declarar. De verdade.
Felipe Gomes comentou no dia 08/jul/2010 às 9:54 am
to de olho…
Angélica comentou no dia 09/jul/2010 às 7:38 pm
Nossa que historia! conheço uma pessoa que tem um caso igual!!rs
beijuss
Maya comentou no dia 10/jul/2010 às 2:15 am
Eu também conheço uma pessoa que tem um caso assim: EU.
O que tenho a dizer é: quem tem medo de sofrer e de perder…espera: vai perder e vai sofrer bem mais.
No meu caso,não foi preciso ele arrumar namorada,ele simplesmente cansou de eu não saber o que fazer,de eu não querer e deu no pé. Que eu gostava,ele sempre soube,todo mundo sabia,mas se gosta e não quer,não me interessa. Lembro que um dia eu disse: o que mais gosto é por não ser com palavras,e sim através de atitudes que eu sei que você gosta de mim. E ele: adianta? CANSEI. E pra nunca mais!
Perdi um amigo,uma pessoa especial e sofrir muito. Saudades grande e a indiferença dele me matava. Foram quase 4 anos,eu não tiro a razão dele,mas só queria uma chance de mostrar que eu aprendi. Talvez um dia. Não espero por isso,por mais que sutilmente eu planeje. haha. Quem sabe,quem sabe…
renata comentou no dia 10/jul/2010 às 12:47 pm
@ maya o tempo tem o tempo de ser. rs.
ninguem faz por mal. talvez vc nao estivesse pronta. agora tem correr atras do prejuizo sim! corre!
Maya comentou no dia 10/jul/2010 às 4:22 pm
@Renata Tem que correr sutilmente,se não ele foge! Não fala nem no assunto,eu e ele é coisa que não existe.
Nós moramos muito distante um do outro. Eu me mudei de cidade,ele também. Nossos pais continuam lá e apesar de eu ir bastante,ele vai muito pouco porque é longe.
Eu não estava mesmo pronta,na verdade,eu era muito nova também. Quando a gente é bem mais novo acha que vai ter tempo pra tudo,caí na real com uns 20 anos (ainda nova hehe). Enfim,eu não espero que nada der certo. Eu tive meu tempo,não posso negar. Depois que escrevi aqui,entrei no meu orkut e lá estava ele nos contatos on line. Maldição! Ele raramente entra no Orkut. É a vida dando na minha cara,só pode!
Vamos nos ver próximo mês,se ele me avisar quando for pra nossa cidade. Se ele não avisar,já decidi,esqueço isso pra sempre e até paro de falar com ele. Bloqueio do Orkut,MSN. Porque me humilhar e insistir exageradamente pra ele querer me ver,isso não vai acontecer.
Alan comentou no dia 12/jul/2010 às 10:20 am
OI Re,
Pq os homens sao sempre Confusos…hummm…talvez pq as mulheres nos deixam confusos?!
Incrível, mas sou como a musica, mudo de opinião rápido; amo, odeio, depois amo outra vez, não acho que isso seja um defeito muito pelo contrário, vejo como uma versatilidade, talvez uma adaptação rápida.
Ha vc nao quer perder o Job do Blog né…rs… ta certa…mais quem disse que precisa perder !? até o frio passar…
bjs
Kojiro comentou no dia 19/mar/2011 às 11:34 pm
Que coisa linda vou chorar a noiten inteira